Medicina

Trombose Venosa Profunda (TVP): coágulo dentro da veia

vascular.pro - Tue, 03/19/2019 - 10:17

A você paciente, nossos cumprimentos. Se está lendo este pequeno texto, isto significa que está interessado na sua saúde. Para se aprofundar no assunto ou avaliar a sua situação, passe em consulta com um cirurgião vascular.

A palavra trombose, que tanto nos assusta, significa a coagulação, uma espécie de solidificação do sangue dentro dos vasos sanguíneos que impede o fluxo sanguíneo. Ocorre a formação de coágulos de forma indiscriminada dentro dos vasos. O sistema de coagulação na sua função normal serve para evitar que, num trauma, a perda de sangue seja exagerada. Então, a trombose é a oclusão de uma artéria ou veia por causa de um coágulo que não deveria ter ocorrido e acaba impedindo a corrente sanguinea. Muitas pessoas confundem a trombose venosa com a arterial, ou seja, aquela que ocorre nos vasos responsáveis pela condução do sangue para nutrir as extremidades. Não é. A trombose venosa ocorre nos vasos sanguíneos responsáveis pelo retorno do sangue ao coração e pulmões, depois de passar pelos tecidos de nosso corpo. Ao contrario da trombose nas artérias, a trombose venosa raramente é causa de amputação, ainda assim, está longe de ser doença benigna.

Complicações ligadas à trombose venosa:

Existem pelo menos duas complicações importantes, uma de curto prazo e outra de longo prazo ligadas a TVP. Na fase aguda (que dura alguns dias), pode ocorrer o deslocamento do trombo ou a formação de novo trombo a partir do local de formação (90% se inicia nas pernas) e este material viaja através do sistema venoso até causar a oclusão de um vaso no pulmão. Isto é chamado embolia pulmonar. Se a oclusão for múltipla ou em vasos pulmonares maiores, há risco de falência cardíaca, infarto pulmonar e até morte. Passada a fase aguda, o trombo na veia costuma se estabilizar e a chance de embolia pulmonar diminui drasticamente. Entretanto, se a trombose na perna não for tratada adequadamente, a dificuldade do retorno do sangue ao longo dos anos pode causar o represamento do sangue nessa perna e isso é a causa da segunda complicação, a chamada síndrome pós trombótica. Esta é caracterizada pelo inchaço crônico, sensação de peso ou dor de forma geral, escurecimento das pernas e, nos estágios mais graves, a abertura de feridas geralmente próximas aos tornozelos. Podendo demorar meses ou até mesmo anos para cicatrizar, essa síndrome é fonte considerável de sofrimento ao portador.

Qual a origem da TVP?

A TVP pode ocorrer sem um motivo aparente, mas a maioria (7 em cada 10) pode ser relacionada a algum fator de risco como:

  • Cirurgia recente, em especial as prolongadas, ortopédicas, por câncer e em pacientes acima de 40 anos
  • Traumatismos, principalmente associado a fratura
  • Outro fator de risco é o Câncer em atividade
  • É importante também a Imobilização prolongada (ficar muito tempo sentada, no leito)
  • Insuficiência cardíaca
  • Trombose venosa prévia
  • Gestação no último trimestre, e logo após o parto
  • Uso de anticoncepcionais e hormônios
  • Familiares (pais e irmãos) com TVP sem causa identificada
  • E a hospitalização. A TVP é uma das principais causas de mortalidade – não ligada à doença primária da internação durante a hospitalização – que é passível de prevenção

Alguns fatores são mais importantes do que outros, como as trombofilias, por exemplo.

Um fator de risco para trombose quando associado a outro, aumenta significativamente o risco de TVP.

Quais são os sintomas da TVP?

Um aspecto difícil com relação a esta doença é o fato de metade dos casos não apresentarem sintomas. Por outro lado, quando estes existem, em especial na presença de fatores de risco, devem ser valorizados. Dor em peso ou aperto associado ao inchaço em apenas uma das extremidades – que pode ser superior (braços), mas 90% dos casos envolvem os inferiores (pernas) – devem chamar a atenção para a possibilidade de TVP. Inchaços em ambos os lados sugerem outras causas, frequentemente sistêmicas como insuficiência cardíaca, renal, hepática, alterações da tireóide e outras.

Como se trata a TVP?

A TVP, quando diagnosticada e tratada precocemente, geralmente evolui bem, bastando o uso de medicamentos anticoagulantes, que atualmente podem ser administrados por via injetável e/ou por via oral. O uso destes anticoagulantes diminui a chance das complicações como embolia pulmonar e síndrome pós trombótica, ou ao menos minimiza seu impacto. O tempo de tratamento pode variar de poucas semanas até indefinidamente dependendo de sua origem, e pode envolver mais do que um tipo de medicação ao longe desse tempo.

Com relação a viagens, a chance exata de desenvolver trombose não está bem estabelecida. Sabemos que não é muito frequente, mas os portadores dos fatores de risco e, particularmente, em viagens aéreas de longa duração devem receber atenção especial. Beber agua em abundância, movimentar-se de hora em hora e, eventualmente, utilizar meias de compressão são medidas interessantes e suficientes para a maioria dos viajantes.

O uso de meias elásticas saiu recentemente das diretrizes com relação à prevenção da síndrome pós trombótica, mas continua sendo muito importante no alívio dos sintomas.

O exercício físico e a movimentação deve ser liberada pelo seu cirurgião vascular, mas, exceto poucos casos bem específicos, provavelmente será autorizado.

Dica:

Se você tem dúvidas sobre a prevenção, diagnóstico ou tratamento de trombose, converse com seu cirurgião vascular. Ele é o especialista que tem conhecimento sobre as melhores técnicas de investigação, prevenção e tratamento podendo, em conjunto com o paciente, definir a melhor forma de controlar esse problema.

Veja no vídeo o coágulo se formando. Veja os sintomas da trombose venosa.

A trombose venosa profunda é assunto recorrente aqui simplesmente pela sua importância e gravidade. 1 em cada 10 mortes em hospital ocorrem decorrentes da embolia pulmonar, sua principal complicação. Leia nossos outros artigos também:

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Fonte: SBACV, Trombose Venosa Profunda. 2015

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Gonorreia

Doença Sexualmente Transmissível

Gonorreia

Visão Geral

A gonorreia é uma infecção causada por uma bactéria sexualmente transmissível que pode infectar homens e mulheres. A gonorreia afeta mais frequentemente a uretra, o reto ou a garganta. Nas mulheres, a gonorreia também pode infectar o colo do útero.

A gonorreia é mais comumente disseminada durante o sexo. Mas bebês podem ser infectados durante o parto se suas mães estiverem infectadas. Nos bebês, a gonorreia afeta mais comumente os olhos.

A gonorreia é uma infecção comum que, em muitos casos, não causa sintomas. Você pode nem saber que está infectado. Abster-se de sexo, usar preservativo se tiver relações sexuais e estar em um relacionamento mutuamente monogâmico são as melhores maneiras de se prevenir infecções sexualmente transmissíveis.

Sintomas

Em muitos casos, a infecção por gonorreia não causa sintomas. Quando os sintomas aparecem, a infecção por gonorreia pode afetar vários locais do seu corpo, mas geralmente aparece no trato genital.

Gonorreia afetando o trato genital

Sinais e sintomas de infecção por gonorreia em homens incluem:

  • Dor ao urinar
  • Corrimento semelhante a um pus da ponta do pênis
  • Dor ou inchaço em um testículo

Sinais e sintomas de infecção por gonorreia em mulheres incluem:

  • Corrimento vaginal aumentado
  • Dor ao urinar
  • Sangramento vaginal entre os ciclos menstruais, como após o coito vaginal
  • Relação sexual dolorosa
  • Dor abdominal ou pélvica

Gonorreia em outros locais do corpo

A gonorreia também pode afetar essas partes do corpo:

  • Reto.   Os sinais e sintomas incluem coceira anal, secreção semelhante a pus no reto, manchas de sangue vermelho-vivo no vaso sanitário e tensão muscular durante os movimentos intestinais.
  • Olhos.   A gonorreia que afeta os olhos pode causar dor ocular, sensibilidade à luz e secreção semelhante a pus de um ou dos dois olhos.
  • Garganta.   Sinais e sintomas de uma infecção na garganta podem incluir dor de garganta e inchaço dos gânglios linfáticos no pescoço.
  • Articulações.   Se uma ou mais articulações forem infectadas por bactérias (artrite séptica), as articulações afetadas podem estar quentes, vermelhas, inchadas e extremamente doloridas, especialmente quando você move uma articulação afetada.

Quando ver seu médico

Marque uma consulta com seu médico se notar quaisquer sinais ou sintomas preocupantes, como sensação de queimação ao urinar ou secreção semelhante a pus no pênis, na vagina ou no reto.

Também marque uma consulta com seu médico se seu parceiro tiver sido diagnosticado com gonorreia. Você pode não sentir sinais ou sintomas que o levem a procurar atendimento médico. Mas sem tratamento, você pode reinfectar seu parceiro mesmo depois dele ter sido tratado para gonorreia.

 

Causas

A gonorreia é causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae. As bactérias da gonorreia são mais frequentemente passadas de uma pessoa para outra durante o contato sexual, incluindo relações sexuais orais, anais ou vaginais.

Fatores de risco

Fatores que podem aumentar o risco de infecção por gonorreia incluem:

  • Idade mais jovem
  • Um novo parceiro sexual
  • Um parceiro sexual que tem múltiplos parceiros simultâneos
  • Múltiplos parceiros sexuais
  • Diagnóstico prévio de gonorreia
  • Ter outras infecções sexualmente transmissíveis

Complicações

A gonorreia não tratada pode levar a complicações significativas, como:

  • Infertilidade em mulheres.   Gonorreia não tratada pode se espalhar para o útero e trompas de falópio, causando doença inflamatória pélvica (DIP), o que pode resultar em cicatrizes das trompas, maior risco de complicações na gravidez e infertilidade. DIP é uma infecção grave que requer tratamento imediato.
  • Infertilidade nos homens.   Os homens com gonorreia não tratada podem apresentar epididimite — inflamação de um pequeno tubo espiral na parte traseira dos testículos onde os ductos espermáticos estão localizados (epidídimo). A epididimite é tratável, mas se não for tratada, pode levar à infertilidade.
  • Infecção que se espalha para as articulações e outras áreas do seu corpo.   A bactéria que causa a gonorreia pode se espalhar pela corrente sanguínea e infectar outras partes do corpo, incluindo as articulações. Febre, erupção cutânea, feridas na pele, dor nas articulações, inchaço e rigidez são resultados possíveis.
  • Maior risco de HIV / AIDS.   Ter gonorreia torna você mais suscetível à infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV), o vírus que leva à AIDS. As pessoas que têm gonorreia e HIV são capazes de transmitir as duas doenças mais prontamente aos seus parceiros.
  • Complicações em bebês.   Os bebês que contraem gonorreia de suas mães durante o parto podem desenvolver cegueira, feridas no couro cabeludo e infecções.

Prevenção

Tome medidas para reduzir o risco de gonorreia:

  • Use preservativo se você optar por fazer sexo.   Abster-se do sexo é o caminho mais seguro para prevenir a gonorreia. Mas se você optar por fazer sexo, use preservativo durante qualquer tipo de contato sexual, incluindo sexo anal, sexo oral ou sexo vaginal.
  • Peça ao seu parceiro para ser testado para infecções sexualmente transmissíveis.   Descubra se o seu parceiro foi testado para infecções sexualmente transmissíveis, incluindo gonorreia. Se não, pergunte se ele ou ela estaria disposto a ser testado.
  • Não faça sexo com alguém que tenha algum sintoma incomum.   Se o seu parceiro tiver sinais ou sintomas de uma infecção sexualmente transmissível, como ardor durante a micção ou uma erupção cutânea ou uma ferida, não faça sexo com essa pessoa.
  • Considere o rastreio regular de gonorreia.   Recomenda-se o rastreio anual para todas as mulheres sexualmente ativas com menos de 25 anos e para as mulheres mais velhas com risco aumentado de infecção, tais como as que têm um novo parceiro sexual, mais de um parceiro sexual, um parceiro sexual com parceiros concomitantes ou um parceiro sexual que tenha uma infecção sexualmente transmissível.

Para evitar a reinfecção com gonorreia, abstenha-se de sexo desprotegido por sete dias depois que você e seu parceiro tiverem completado o tratamento e após a resolução dos sintomas, se estiverem presentes.

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Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs)

Útero e sistema reprodutor feminino

Doenças sexualmente transmissiveis

  • Vírus do papiloma humano/HPV
    • Infecção que causa verrugas em diversas partes do corpo, dependendo do tipo do vírus.
  • Herpes genital
    • Infecção comum sexualmente transmissível caracterizada por dor e feridas genitais.
  • Clamídia
    • Uma doença comum e sexualmente transmissível que pode não apresentar sintomas.
  • Gonorreia
    • Infecção bacteriana sexualmente transmissível que, se não for tratada, pode causar infertilidade.
  • AIDS/HIV
    • A AIDS é causada pelo vírus HIV, que interfere na capacidade do organismo de combater infecções.
  • Sífilis
    • Infecção bacteriana geralmente transmitida pelo contato sexual que começa como uma ferida indolor.
dstdoençasLocal do corpo: Sistema reprodutor femininoTipo de procedimento: NoninvasiveStatus: Bem definido
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Sistema Arterial: artérias que levam o sangue

vascular.pro - Sat, 03/02/2019 - 14:08

Doenças do sistema arterial:

Aneurisma de aorta, aneurisma de ilíaca, aneurisma de vasos viscerais, aneurisma de artéria esplênica, aneurisma de carótida, aneurisma de tronco celíaco, aneurisma de artéria renal, estenose de carótida, estenose de artéria femoral superficial, estenose de poplítea, síndrome do roubo da subclávia,kinking de carótida, looping de carótidatumor glômico carotídeo, fenômeno de Raynaud e outras

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Sistema Venoso: veias trazem o sangue de volta

vascular.pro - Sat, 03/02/2019 - 14:08

Doenças do Sistema Venoso:
A mais comum, sem dúvida nenhuma é varizes. Sendo que os vasinhos já são considerados varizes, num grau menor, mas são. A trombose venosa profunda é frequente e de importante tratamento para evitar a embolia pulmonar. Má formações arterio venosas, úlceras venosas, úlceras de estase, e outras fazem parte do acervo de doenças do sistema venoso que compete ao cirurgião vascular.

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Sistema Linfático: responsável pela linfa

vascular.pro - Sat, 03/02/2019 - 14:08

Doenças do Sistema Linfático:
Existem várias doenças do sistema linfático. A mais prevalente na prática diária do cirurgião vascular é a Erisipela. Mas também fazem parte os linfedemas.
Não confundir linfedema com lipedema, entidade clinica que se diferencia por ser uma doença crônica que ocorre na maioria das vezes em mulheres, caracterizada por ser bilateral, com excesso simétrico de tecido gorduroso principalmente nas pernas e tornozelos, combinado a uma tendência de inchaço que piora ao ficar de pé, muitas vezes associado a dor.

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10 Perguntas sobre laser e varizes

vascular.pro - Sat, 03/02/2019 - 13:40
O laser no tratamento de varizes é reconhecido como melhor opção no tratamento de varizes no mundo todo. A recente publicação das diretrizes europeias de 2015, e pela diretriz americana de 2012 reconhecendo o método como melhor opção trouxe mais força à técnica, que colocou a cirurgia tradicional em segundo lugar. Deixou de ser um procedimento experimental há anos para ser o procedimento de escolha - padrão ouro - no mundo todo. A Equipe Amato tem ampla e histórica experiência com o laser no tratamento de varizes, que já foi publicada e reconhecida internacionalmente. O trabalho mostrou claramente os melhores resultados advindos por equipe com maior experiência com o laser, pois a curva de aprendizado é grande.  

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1. Como é o procedimento de varizes a laser? O laser é energia luminosa que se converte em térmica aplicada à veia para fechá-la. Existem duas maneiras de utilizá-lo: por dentro da veia ou por fora. A tecnica endovenosa (por dentro) serve para as veias maiores e insuficientes como as safenas, e a técnica transdérmica (por fora) serve para as varizes superficiais, como as teleangiectasias e reticulares, que sao os chamados vasinhos. Então, dependendo do tipo de veia, é possível o EVLT (laser endovenoso) ou o CLaCs (Criolaser transdermico). São lasers e equipamento diferentes, com objetivos diferentes.     2. Qual a diferença em relação ao método tradicional? Comparando com a cirurgia convencional (stripping), a técnica a laser não arranca a veia fora, e sim a fecha e exclui da circulação. Dessa forma, sendo menos agressiva, a recuperação é bem mais comoda e rápida.  Quando falamos do laser transdermico, devemos compará-lo à escleroterapia, ou "aplicação" dos vasinhos. Ele permite maior possibilidade de tratamento e menos sessões, principalmente quando associado a outras técnicas. Enquanto o laser endovenoso (cirurgia de varizes com laser) deve ser comparada à cirurgia tradicional de stripping (arrancamento das veias safenas)   3. O método de laser para varizes é menos invasivo? Sim, muito menos. Enquanto a cirurgia tradicional requer cortes e dissecção, o laser endovenoso é feito através de punção, ou seja um furinho apenas. Além disso, como não há o arrancamento da safena, não há grandes sangramentos e portanto menos hematomas e equimoses. Isso faz o pós operatório da cirurgia de varizes com laser muito mais tranquilo que a cirurgia tradicional.   4. Quando o tratamento de varizes a laser é indicado ao paciente? As diretrizes internacionais já colocaram o laser venoso como indicação IA e a cirurgia tradicional como IIB, ou seja, o mundo já percebeu os beneficios da técnica, que não é nada experimental. Isso pode ser compreendido de várias maneiras e resumindo é: a cirurgia tradicional funciona, mas se há a possibilidade de oferecer o laser como tratamento, este deve ter a preferência. Para aqueles que tem a possibilidade de realizar tanto uma quanto a outra técnica, a preferência deve ser dada para o laser.   5. Qual o tempo de recuperação da cirurgia de varizes a laser? Em torno de uma semana. Muitos pacientes já estão se sentindo bem muito antes. Enquanto na cirurgia tradicional a recuperação ficava em torno de 15 a 30 dias. Além disso, com o laser, no dia seguinte atividades diárias já devem ser retomadas.       6. Também pode ser usado na cirurgia da safena da perna? Sim, o laser endovenoso deve ser usado nas safenas, e pode ser usado em outras veias doentes também, como as perfurantes insuficientes e outras veias menos "famosas". Aliás, a adaptabilidade do laser permite o tratamento de diversas veias, como veias perfurantes insuficientes, veia safena parva, veia safena magna, e mesmo veias reticulares e colaterais.   7. Com a cirurgia a laser é possível acabar de vez com as varizes? Acabar de vez com as varizes é complicado. A doença, quando primária, tem um componente genético importante, então, por mais que todas as veias doentes sejam retiradas e tratadas, por carregar a genética para isso, outras veias podem ficar doentes no futuro. O que é possível no entanto, é eliminar todas, ou a maioria das veias doentes, no momento tendo um benefício circulatório e consequentemente estético. Também diminuindo a recorrência da doença.   8. Como prevenir o aparecimento das varizes? Como a genética não é possivel mudar, devemos atuar nos fatores predisponentes, como a obesidade, os hormônios e os fatores agravantes, como alterações posturais e a profissão. Ou seja, evitar a obesidade com dieta saudável e exercicio físico, que também melhora a musculatura da panturrilha. Evitar uso de hormônios, se possível. E, com relação à profissão, aqueles que ficam muito tempo de pé e parado, devem se movimentar mais, e, se indicado pelo vascular, usar meia elástica.    9. A cirurgia pode ser feita por homens e mulheres? Ambos sofrem de varizes, a diferença é que as mulheres procuram ajuda médica antes, porque se incomodam com a questão estética. Os homens muitas vezes chegam no consultorio em fases mais avançadas da doença. E, para ambos, a cirurgia pode ser o tratamento indicado.   10. É verdade que mulheres tem mais propensão a ter varizes? Por quê? Como disse antes, tanto homens como mulheres sofrem de varizes, mas as mulheres procuram o tratamento mais cedo porque se incomodam com a estética das pernas. Por causa disso, a procura nos consultórios é maior pelas mulheres, mas isso não quer dizer que os homens não tem varizes, apenas que não estão procurando tratamento nas fases iniciais. As mulheres tem também a influencia dos hormonios e a piora por causa da gravidez, que aumentam as varizes.   11. Bônus: Pode me mostrar fotos pré e pós de cirurgia de varizes? A lei brasileira e o código de ética médico impedem a divulgação, mesmo que autorizada pelo paciente, de fotos de antes e depois de cirurgias. Em consulta médica o cirurgião vascular pode mostrar os resultados. Por isso marcar consulta é muito importante. Se o médico está mostrando fotos de antes e depois na internet já está indo contra as regras do CRM... sugiro não confiar.      

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Bibliografia

Moraes Amato, A. C. (2018). Lessons Learned After 366 Thermoablated Veins. Vascular and Endovascular Review, 1(1), 22. https://doi.org/10.15420/ver.2018.13.1

 

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Há tratamentos para varizes?

vascular.pro - Thu, 02/28/2019 - 16:45
Varizes

Varizes são veias superficiais dilatadas e tortuosas que resultam de múltiplas causas: podem ser decorrentes de defeitos da estrutura em função das valvas das veias safena, de uma fragilidade da parede venosa, da pressão dentro dos vasos aumentados ou até de comunicações entre artérias e veias. São mais frequentes em mulheres e a grande maioria das vezes o tratamento não é cirúrgico.

 

    Elas podem ser percebidas visualmente, incomodando pela aparência pouco estética em coxas e pernas, bem como dor incômoda ou sensação de pressão ou peso nos membros inferiores após muito tempo em pé, sendo aliviada pela elevação das pernas que parecem pesadas, e, em alguns casos, com inchaço discreto nos tornozelos. Em pessoas com varizes avançadas, pode haver aparecimento de úlceras na pele que demoram a cicatrizar, bem como ocorrer trombose superficial e, mais raramente, ruptura dos vasos com sangramento.       A prevenção se dá pela prática de atividades físicas regulares, uma alimentação saudável, redução de peso e alternância da posição em pé. Para quem já apresenta sintomas discretos, o uso de meias elásticas (prescritas pelo seu médico) pode prevenir aumento das varizes. A lógica dessa meia elástica, um dos principais tratamentos conservadores, é oferecer uma resistência contrária ao conteúdo dos vasos, garantindo que o sangue corra preferencialmente dentro dos vasos mais profundos, evitando o fluxo maior e consequente dilatação das veias mais superficiais que dão origem às varizes.       Os tratamentos cirúrgicos e também o uso de laser são indicados para as pessoas que apresentam insuficiência venosa, úlceras de pele, dor significativa que não melhora com as outras medidas. A estética, que é relevante individualmente, também pode ser uma indicação para o tratamento.       Os processos de ablação, como a escleroterapia, radiofrequência endovenosa ou ablação a laser, consistem em obstruir o vaso, através de diferentes métodos físicos ou químicos. A introdução de materiais como polidacanol/espuma, glicose, entre outros, são indicados para diferentes tipos e tamanhos de veias. Podem ser indicados para casos de insuficiencia venosa, refluxo venoso, úlceras recorrentes, além de motivos estéticos. No tratamento cirúrgico, é realizada a retirada definitiva dos vasinhos indesejados. A escolha da técnica mais adequada para cada caso e a execução do procedimento deve ser feita somente após a avaliação criteriosa de um médico especialista (Cirurgião Vascular).     *Imagens pela Dreamstime Stock Photosvarizesinsuficiência venosa Select ratingGive Há tratamentos para varizes? 1/5Give Há tratamentos para varizes? 2/5Give Há tratamentos para varizes? 3/5Give Há tratamentos para varizes? 4/5Give Há tratamentos para varizes? 5/5 Average: 5 (1 vote)
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Tratamento de varizes com espuma

vascular.pro - Thu, 02/28/2019 - 16:41

Últimamente tem-se falado muito da espuma como tratamento das varizes e vasinhos. É uma técnica que merece ser discutida com seu cirurgião vascular.

A espuma de oxypolyethoxydodecane foi, no início estudada como anestésico, porém demonstrou-se mais eficaz em fechar veias do que para anestesiar. Mas esse efeito anestésico fraco traz o benefício de ser uma substância praticamente indolor ao ser injetada. O oxypolyethoxydodecane é um detergente que quando agitado forma espuma, e, ao utilizar a técnica de Tessari para formar espuma, essa espuma torna-se densa (método da espuma densa), de modo que ocupa todo o espaço do vaso. Ao preencher o vaso, a espuma de oxypolyethoxydodecane causa destruição do endotélio levando a trombose quimica localizada. Essa trombose quimica pode evoluir com a recanalização ou com a fibrose do vaso, que é o resultado desejado. Ao fechar o vaso, fecha-se as varizes.

Apesar de ter resultados animadores, a técnica possui características e desvantagens que devem ser consideradas, como o alto índice de manchas (entre 20 a 30% dos casos), a possibilidade de reações alérgicas e o risco de trombose, até mesmo óbito. Um caso foi recentemente publicado de óbito por embolia pulmonar (Bruijninckx, Cornelis Ma. "Fatal Pulmonary Embolism Following Ultrasound-guided Foam Sclerotherapy Combined with Multiple Microphlebectomies." Phlebology / Venous Forum of the Royal Society of Medicine 31, no. 7 (2016) )

Um outro artigo que comparou o laser, a radiofrequência, cirurgia e a espuma mostrou claramente que as medidas de melhora na qualidade de vida é similar nas técnicas, porém o laser e radiofrequencia tiveram menos complicações, porém a espuma demonstrou uma melhora na qualidade de vida menor que nas outras técnicas, além de uma taxa de fechamento da veia menor, que significa que é necessário repetir o tratamento (e os riscos) para atingir o resultado desejado. (Brittenden, Julie, Seonaidh C Cotton, Andrew Elders, Craig R Ramsay, John Norrie, Jennifer Burr, Bruce Campbell, and others. "A Randomized Trial Comparing Treatments for Varicose Veins." The New England journal of medicine 371, no. 13 (2014)) Esse trabalho foi publicado numa das revistas mais respeitadas da área médica a NEJM.

Resumindo, para quem já tem manchas, está nas fases mais avançadas da doença, deseja evitar outros tipos de procedimento, ou possui riscos cirúrgicos elevados, a técnica da espuma densa para tratamento de varizes deve ser cogitada e discutida com seu vascular.

Porém, seguindo as melhores práticas e diretrizes internacionais*, para aqueles que buscam resultado estético além do tratamento da doença, e querem minimizar os riscos de recanalização, devem optar por técnicas mais definitivas, como o laser, radiofrequencia e mesmo a cirurgia tradicional. 

Todas as técnicas tem seu espaço no tratamento das varizes, simplesmente porque nenhuma delas atingiu excelência em todos os quesitos: preço, eficácia, eficiência, segurança, velocidade, invasividade, recorrência, riscos, etc. Existem técnicas excelentes para tratamento de varizes hoje em dia, técnicas muito melhores do que as disponíveis há 2 décadas, sendo uma área intensamente estudada e onde muitas novidades estão para aparecer, tanto com novas técnicas quanto a associação de técnicas já existentes.

O grande segredo está em identificar qual a melhor técnica para cada paciente em seu contexto pessoal, e essa escolha deve ser feita em conjunto com o cirurgião vascular.

Leia os seguintes artigos:

 

Fonte: "MANAGEMENT OF CHRONIC VENOUS DISORDERS OF THE LOWER LIMBS GUIDELINES ACCORDING TO SCIENTIFIC EVIDENCE." (2014).

De Maeseneer, M G R, and S K van der Velden. "Managing Chronic Venous Disease: An Ongoing Challenge." European journal of vascular and endovascular surgery : the official journal of the European Society for Vascular Surgery 49, no. 6 (2015)

Gloviczki, P, and M L Gloviczki. "Guidelines for the Management of Varicose Veins." Phlebology / Venous Forum of the Royal Society of Medicine 27 Suppl 1 (2012)

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Aneurismas

vascular.pro - Thu, 02/28/2019 - 16:19
Aneurisma de aorta abdominal

Quando uma artéria aumenta de tamanho a ponto de dobrar seu diâmetro, chamamos esta nova forma de aneurisma. O problema do aneurisma não é somente o aumento do vaso, mas o enfraquecimento de sua parede, pois, quanto maior a dilatação, maior as chances de ruptura.

O aneurisma se forma pelo efeito de mais de uma variável: idade avançada, “pressão alta”, tabagismo, genética – a síndrome de Marfan e outros defeitos genéticos -  sedentarismo, entre outros. A grande maioria dessas variáveis ou “fatores de risco” pode ser  minimizada com adoção de bons hábitos durante toda a vida, embora, quem já tem aneurisma, somente poderá fazer um diagnóstico precoce. Como sintoma pode-se sentir uma massa pulsátil ou dor no local acometido, mas, também, pode ser que não se sinta nada.

O local de acometimento mais frequente é em nossa principal artéria, chamada de artéria aorta. Esta artéria tem um longo trajeto, começando nas “câmaras” cardíacas esquerdas, descendo pelo tórax até passar para a cavidade abdominal, quando recebe o nome de artéria aorta abdominal. É nesse segmento que encontramos, na maior parte das vezes, os aneurismas quando presentes. Da artéria aorta abdominal nascem duas artérias renais, uma de cada lado, e no seu trajeto principal segue emitindo outros pequenos ramos até tornarem-se as artérias ilíacas, direita e esquerda. Em todos esses pontos pode haver a formação dos aneurismas. Inclusive na arteria esplênica, que irriga o baço.

Vale lembrar que toda artéria pode tornar-se aneurismática principalmente quando há muitos “fatores de risco” (veja 3 dicas para evitar aneurismas). Assim, dependendo do lugar em que surge, por sua fragilidade e possibilidade de ruptura, representa maior ou menor gravidade: os casos mais preocupantes ocorrem no cérebro e na artéria aorta, pois por circular sangue com alta pressão, pode ocasionar grandes perdas sanguíneas rapidamente.

Uma vez identificado o aneurisma, o acompanhamento deve ser regular com um médico cirurgião vascular para verificar a velocidade de crescimento e se há indicação ou não de correção com cirurgia, bem como o tipo de tratamento cirúrgico mais adequado.  Atualmente, utilizam-se técnicas menos invasivas, que vão por dentro dos vasos, chamadas endoproteses. Informe-se com seu médico e verifique a necessidade de consultar um especialista.

Anatomia: 

Aorta abdominal

Causa: 

Aterosclerose

Fatores de Risco: 
  • Idade acima dos 60 anos
  • Tabagismo
  • Hipertensão
  • Colesterol alto
  • Ser do sexo masculino
  • Histórico de aneurisma na família.

 

Evolução Natural: 

O aneurisma tende a crescer lentamente até sua ruptura.

Prevenção Primária: 

Não fumar, controlar a pressão arterial

Sinais ou Sintomas: 

A maioria é assintomático, ou seja, não apresenta sintoma nenhum. Mas nas fases mais avançadas é possível apresentar dor abdominal, saciedade  precoce, pulsação abdominal, dor na região lombar ou sensação de peso abaixo das costelas.

Prognóstico: 

Realizando o tratamento cirúrgico os pacientes operados passam a ter um prognostico melhor do que os não operados, mas ainda assim pior do que a população em geral devido às comorbidades.

Tratamentos Possíveis: 
  • Cirurgia aberta de aneurisma
  • Exclusão endovascular de aneurisma com endoprótese
Complicações Possíveis: 

Ruptura do aneurisma

Código: I71 Select ratingGive Aneurismas 1/5Give Aneurismas 2/5Give Aneurismas 3/5Give Aneurismas 4/5Give Aneurismas 5/5 Average: 5 (1 vote) aneurismaaortaartériaarterial
Categories: Medicina

Acidente Vascular Cerebral (AVC)

vascular.pro - Thu, 02/28/2019 - 16:05
Cirurgia de carótida

Em muitos casos o Acidente Vascular Cerebral (AVC), popularmente conhecido como derrame, poderia ser evitado através de uma angioplastia ou uma cirurgia na artéria carótida. Nos dois casos o tratamento retira ou exclui o ateroma (placa de gordura) que está causando a obstrução da artéria. Na maioria das vezes o ateroma cresce silenciosamente até ocorrer o AVC que pode deixar sequelas neurológicas irreversíveis como paralisia e dificuldade para falar. A melhor opção é sempre prevenir!
Fonte: SBACVRJ

Anatomia: 

artérias carótidas

Causa: 

Aterosclerose: deposição de placas de gordura e calcio na artéria

Diagnóstico Diferencial: 

Kinking de carótida, aneurisma de carótida, tumor glômico de carótida

Epidemiologia: 

A doença cerebrovascular extracraniana engloba várias desordens que afetam as artérias que irrigam o cérebro, sendo uma importante causa de AVC e AIT. A principal condição patológica responsável pela doença carotídea extracraniana é a aterosclerose, responsável por cerca de 90% dessas lesões nos países ocidentais. O tratamento cirúrgico da estenose de carótidas pode ser realizado através da endarterectomia de carótida ou angioplastia com stent. Trabalhos demonstram que a abordagem cirúrgica agressiva à doença vascular encefálica pode estar justificada quando a intervenção puder ser realizada com taxas de mortalidade e morbidade aceitavelmente baixas para a longevidade e a qualidade de sobrevida desses pacientes sejam alteradas expressivamente

Fatores de Risco: 

Tabagismo, idade, hipertensão arterial

Evolução Natural: 

AVC/Derrame

Prevenção Primária: 

Não fumar, controlar a pressão arterial, fazer acompanhamento clinico e check-up regular.

Sinais ou Sintomas: 

As pessoas podem ter: dificuldade para caminhar, fraqueza de um lado do corpo, fraqueza muscular, incapacidade de coordenar movimentos musculares, instabilidade, músculos rígidos, paralisia com músculos fracos, problemas de coordenação, paralisia de um lado do corpo ou reflexos hiperativos; perda temporária da visão em um olho, súbita perda da visão, visão dupla ou visão embaçada; dificuldade de fala, fala arrastada ou perda da fala; tontura ou vertigem; formigamento ou redução na sensação de tato; confusão mental ou incapacidade de falar ou entender o próprio idioma; dormência ou fraqueza muscular; afasia de wernicke, dificuldade em engolir, dor de cabeça, fraqueza de um membro ou movimento rápido involuntário dos olhos

Prognóstico: 

O prognóstico é satisfatório, desde que seja feito tratamento clinico e quando necessário intervenção.

Tratamentos Possíveis: Complicações Possíveis: 

Acidente Vascular cerebral

Código: I64 Select ratingGive Acidente Vascular Cerebral (AVC) 1/5Give Acidente Vascular Cerebral (AVC) 2/5Give Acidente Vascular Cerebral (AVC) 3/5Give Acidente Vascular Cerebral (AVC) 4/5Give Acidente Vascular Cerebral (AVC) 5/5 Average: 5 (1 vote) carótidaavcartériaarterial
Categories: Medicina

Indicações de cirurgia de aneurisma de aorta

vascular.pro - Thu, 02/28/2019 - 15:51
Aneurisma de Aorta Abdominal

O termo aneurisma refere-se a dilatações em vasos sanguíneos, quando eles ficam 50% maior do que o diâmetro normal. Esta dilatação inicialmente começa com um enfraquecimento ou defeito na parede do vaso e vai aumentando progressivamente de tamanho, podendo desencadear um rompimento.

Acontece mais comumente em indivíduos idosos, em portadores de hipertensão arterial sistêmica – ou “pressão alta”— em fumantes ou com portadores de doenças mais raras como a Síndrome de Marfan. Esses aneurismas podem acometer diversos vasos, mas, o mais comum, é a artéria aorta, uma grande artéria que leva o sangue oxigenado do coração até outras artérias menores.

Grande parte dos aneurismas não apresentam sintomas, mas podem ser percebidos como uma massa pulsátil, como dor ou somente um desconforto local. Ainda pode ter manifestações típicas relacionadas com a região de acometimento da doença. Entretanto, a dor intensa é um sinal muito importante, pois pode evidenciar uma expansão rápida, o extravasamento ou ruptura do aneurisma.

Mesmo que no momento do diagnóstico não seja necessária a correção, os aneurismas devem ser acompanhados ao longo do tempo pois podem apresentar um crescimento rápido. Quando este crescimento ultrapassa 0,5 cm de diâmetro em seis meses, é necessário intervenção cirúrgica, procedimento realizado pelo cirurgião vascular.

Quando a pessoa apresenta muitos sintomas, independentemente do tamanho do aneurisma, ou quando não há sintomas, mas os vasos superam as dimensões em duas vezes o que é considerado  tamanho normal, é necessário optar pela cirurgia ou pelo procedimento por dentro do vaso, com a ajuda do médico especialista.  Em alguns segmentos da aorta, a chamada aorta suprarrenal ou toracoabdominal – que percorre a região acima dos rins até parte do tórax – devem ser operadas quando atigirem aproximadamente de 5,5 a 6,0 cm de diâmetro. 

Quando o vaso doente está abaixo dos rins, na região abdominal (a forma mais comum) também recebe indicação de tratamento se for maior que 5,0 a 6,0 cm. Se for um pouco menor, mas com outros vasos próximos acometidos, poe haver indicação de correção cirúrgica.

A opção pelo procedimento cirúrgico ou pelo endovascular – técnica que permite o acesso por dentro do vaso e uso de prótese que se fixa dentro dele – deve ser discutida e avaliada cuidadosamente pelo cirurgião vascular e endovascular em conjunto com o paciente e a família.

 

 

 

Fonte: 2011 ACCF/AHA Focused Update of the Guideline for the Management of Patients With Peripheral Artery Disease (Updating the 2005 Guideline)

 

aneurismaartériaarterialaortacirurgiatratamento Select ratingGive Indicações de cirurgia de aneurisma de aorta 1/5Give Indicações de cirurgia de aneurisma de aorta 2/5Give Indicações de cirurgia de aneurisma de aorta 3/5Give Indicações de cirurgia de aneurisma de aorta 4/5Give Indicações de cirurgia de aneurisma de aorta 5/5 Sem avaliações
Categories: Medicina

Exames Vasculares

vascular.pro - Thu, 02/28/2019 - 15:48

Realizamos diagnóstico não invasivo de doenças das artérias e das veias utilizando um aparelho de ultrassom que possui a função doppler que permite avaliar as características do fluxo sanguíneo:

  • Doppler colorido venoso de membros inferiores
  • Doppler colorido arterial de membros inferiores
  • Doppler colorido venoso de membros superiores
  • Doppler colorido arterial de membros superiores
  • Doppler colorido carótidas e vertebrais
  • Doppler Colorido de Subclávias e Jugulares
  • Doppler colorido aorta e artérias ilíacas
  • Doppler colorido aorta e artérias renais   
  • Doppler colorido aorta e artérias viscerais      
  • Doppler colorido cava inferior e veias ilíacas 

- Exames que necessitam de preparo prévio:

  • Doppler colorido aorta e artérias ilíacas.
  • Doppler colorido aorta e artérias renais.   
  • Doppler colorido aorta e artérias viscerais.        
  • Doppler colorido cava inferior e veias ilíacas.
  • Angiografia
    • Flebografia
    • Arteriografia
  • Procedimentos vasculares

- Outros exames

  • Fotopletismografia de membros inferiores
  • Bioimpedância
  • Doppler contínuo
  • Laboratório clínico (Hemograma, Coagulograma, Hemograma, Na e K, Uréia e Creatinina, Grupo ABO, Fator RH, TP, TTPa, fibrinogenio, poliproteína 1, Glicemia, Hemoglobina Glicada, Colesterol total e frações, Triglicérides, Ácido Úrico, Amilase e Lipase, insulina, Ferro, ferritina, transferrina, eletroforese de proteínas e lipoproteínas, índice de Homa, TSH, T3, T3 Livre, T3 Total, T4 livre, Anti-tireoglobulina e Anti-tireopexidade, Calcitonina, Tireoglobulina, Vitam. B12, Vitam. D 25, Vitam. C, Vitam. A, Cálcio Ionizável, Ferro, Acido Fólico, Fosfatase alcalina, Velocidade de Hemossedimentação (VHS), PCR, CA125, CEA, CA50, CA19-9, CA15.3, CA72.4, Alfa-fetoproteína, Bilirrubinas, TGO, TGP, GGT, Ácido úrico, Ácido lático, Alfa 1 glicoproteína, poliproteina A, proteínas totais e frações, crioglobulinas, HIV, Sorologia Hepatite B e C, VDRL, Herpes IgG, Herpes IgM, Hepatite A IgG e IgM, AntiHBC total, AntiHBS, Imunoglobinas A/E/G/M, FSH, LH, ESTRADIOL, SDHEA, Prolactina, Serotonina, Testosterona Total, Testosterona Livre, Cortisol, Progesterona)
  • Avaliação de Risco de Trombose (TVP)
  • Mapeamento com Flebografia / Flebovisualização / Documentação fotográfica
  • Teste de Intolerância Alimentar IgG 222 Alimentos
  • termografia vascular
Select ratingGive Exames Vasculares 1/5Give Exames Vasculares 2/5Give Exames Vasculares 3/5Give Exames Vasculares 4/5Give Exames Vasculares 5/5 Sem avaliações
Categories: Medicina

Educação e Vida Acadêmica

vascular.pro - Thu, 02/28/2019 - 13:55

Sempre preocupado com o ensino médico, o Dr. Alexandre Amato é Professor  de Cirurgia Vascular da UNISA e ministra o Curso OsiriX para Cirurgiões VascularesCurso Online de OsiriX e o curso de embolização de miomas.

Publicou diversos artigos médicos, principalmente na área de cirurgia vascular e endovascular e informática médica.

Publicou livros como "Procedimentos Médicos - Técnica e Tática", "Manual do Médico Generalista na Era do Conhecimento", "Metodologia da Pesquisa Científica", "Cirurgia Vascular: O que você não pode ignorar" e outros.

O curso de medicina da Faculdade de Medicina da Universidade de Santo Amaro adota o curso online de cirurgia vascular (www.vascular.cc) ministrado pelo Dr. Alexandre Amato

O Prof. Dr. Salvador Amato foi professor titular da cirurgia vascular da Universidade de Santo Amaro por anos.

O Dr. Ricardo Virginio é professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Santo Amaro.

Você pode ler mais sobre a equipe de cirurgia vascular em são paulo aqui, e sobre a história da equipe, que se mistura à história da medicina no Brasil, aqui.

Tags: ensinofaculdadetitularvascularprofessor Select ratingGive Educação e Vida Acadêmica 1/5Give Educação e Vida Acadêmica 2/5Give Educação e Vida Acadêmica 3/5Give Educação e Vida Acadêmica 4/5Give Educação e Vida Acadêmica 5/5 Sem avaliações
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Discectomia Endoscópica Percutânea Lombar

Neurocirurgia - Thu, 02/07/2019 - 15:41

Artigo publicado pelo Dr. Marcelo Amato e equipe nos Arquivos Brasileiros de Neurocirurgia:

Radiation Exposure during Percutaneous Endoscopic Lumbar Discectomy: Interlaminar versus Transforaminal

Exposição à radiação durante discectomia endoscópica lombar percutânea : interlaminar versus transforaminal

Acesso através do link:

https://thieme-connect.com/products/ejournals/abstract/10.1055/s-0038-16...

Categories: Medicina

Modelo Experimental para Cirurgia Endoscópica

Neurocirurgia - Thu, 02/07/2019 - 14:01

Experimental Model for Transforaminal Endoscopic Spine Procedures

Artigo publicado pela nossa equipe com o intuito de facilitar o ensino da endoscopia de coluna no Brasil e no mundo. 

Artigo grátis através dos links abaixo:

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/30624513

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-86502018001...

Categories: Medicina

Estenose das artérias carótidas

vascular.pro - Sat, 01/26/2019 - 23:08

Estenose da Artéria Carótida

Estenose da artéria carótida é um estreitamento das grandes artérias em ambos os lados do pescoço que levam o sangue para a cabeça, o rosto e o cérebro. Este estreitamento é geralmente o resultado de um acúmulo de placa calcificada dentro das artérias, uma condição chamada de aterosclerose. A estenose pode piorar com o tempo até bloquear completamente a artéria, ou desprender pequenos fragmentos que podem levar à um acidente vascular cerebral (derrame).

Seu médico pode solicitar um ultrassom de carótidas (ecodoppler), TC angiografia (AngioTC), angiografia de ressonância magnética (AngioRM) ou angiografia cervical e cerebral para determinar a presença e a localização da estenose. O tratamento para melhorar ou restaurar o fluxo sanguíneo pode incluir angioplastia e implante de stent vascular ou, em casos graves, cirurgia.

 

O que é estenose da artéria carótida?

Estenose da artéria carótida é um estreitamento nas artérias grandes localizadas em cada lado do pescoço que levam o sangue para a cabeça, o rosto e o cérebro. O estreitamento geralmente resulta da aterosclerose, ou acúmulo de placa no interior das artérias. Ao longo do tempo, a estenose pode avançar para o bloqueio completo da artéria.

Fatores de risco para estenose da artéria carótida incluem idade, tabagismo, hipertensão arterial, diabetes, obesidade e estilo de vida inativo.

Algumas pessoas com estenose da artéria carótida podem sentir tontura, visão turva e desmaio, que podem ser sinais de que o cérebro não está recebendo sangue e oxigênio suficiente. Em muitos casos, o primeiro sintoma é um ataque isquêmico transitório (AIT) ou um derrame porque um pequeno coágulo pode se formar na área do vaso que é afetado pela aterosclerose. Quando um pequeno coágulo se torna desprende, pode viajar para o cérebro e tapar uma artéria menor que um pedaço específico do cérebro depende para o seu funcionamento e, em última análise, sobrevivência. Os sintomas de um AIT e derrames são semelhantes: paralisia ou dormência de um lado do corpo, visão turva, dor de cabeça, problemas de fala e dificuldade em responder aos outros. O AIT é geralmente breve e não deixa nenhum dano duradouro; é devido a uma pequena e temporária oclusão de uma pequena artéria, mas muitas vezes é um sinal de aviso. Um acidente vascular cerebral é frequentemente associado com a morte de uma parte do cérebro devido à perda de seu suprimento de sangue e pode resultar em incapacidade grave ou morte.

Como a estenose da artéria carótida é avaliada?

Estenose da artéria carótida, por vezes, provoca um som anormal, um ruído ou sopro, na artéria que pode ser ouvida com um estetoscópio. Exames de imagem para diagnosticar, localizar e medir a estenose incluem:

  • Ultrassom de carótidas (incluindo ultrassom Doppler): este teste utiliza ondas sonoras para criar imagens em tempo real das artérias e localizar bloqueios. O Doppler é uma técnica de ultrassom especial que pode detectar áreas de fluxo de sangue restringido na artéria.
  • Angiografia por Tomografia Computadorizada (CTA): CTA usa um scanner TC para produzir visualizações detalhadas das artérias em qualquer lugar no corpo – neste caso, no pescoço. O teste é particularmente útil para pacientes com marcapassos ou stents.
  • Angiografia de ressonância magnética (ARM): este teste não-invasivo dá informações semelhantes ao CTA, sem o uso de radiação ionizante.
  • Angiografia cerebral: Também conhecida como angiografia de subtração digital intra-arterial (IADSA), a angiografia cerebral é um teste minimamente invasivo em que um cateter é guiado através de uma artéria para a área de interesse. Material de contraste é injetado através do tubo e imagens são capturadas com raios-x.

Como é tratada a estenose da artéria carótida?

Casos graves de estenose geralmente exigem endarterectomia carotídea, em que um cirurgião faz uma incisão para remover a placa de qualquer parte doente da artéria, enquanto o paciente está sob anestesia geral. Uma opção menos invasiva inclui:

  • Implante de stent e angioplastia de artéria carótida: Durante este procedimento, um cateter é enfiado através de uma incisão na virilha até o local do bloqueio, onde a ponta do balão é inflada para abrir a artéria. Um stent pode ser colocado na artéria para expandi-la e segurá-la aberta.

Leia também:

E como eu faço para decidir entre endarterectomia carotídea ou angioplastia com stent de carótida ?

 

Veja as perguntas frequentes sobre estenose nas carótidas

Tags: carótidaartériaarterialaterosclerose Select ratingGive Estenose das artérias carótidas 1/5Give Estenose das artérias carótidas 2/5Give Estenose das artérias carótidas 3/5Give Estenose das artérias carótidas 4/5Give Estenose das artérias carótidas 5/5 Sem avaliações
Categories: Medicina

Estenose das artérias carótidas

vascular.pro - Sat, 01/26/2019 - 23:08

Estenose da Artéria Carótida

Estenose da artéria carótida é um estreitamento das grandes artérias em ambos os lados do pescoço que levam o sangue para a cabeça, o rosto e o cérebro. Este estreitamento é geralmente o resultado de um acúmulo de placa calcificada dentro das artérias, uma condição chamada de aterosclerose. A estenose pode piorar com o tempo até bloquear completamente a artéria, ou desprender pequenos fragmentos que podem levar à um acidente vascular cerebral (derrame).

Seu médico pode solicitar um ultrassom de carótidas (ecodoppler), TC angiografia (AngioTC), angiografia de ressonância magnética (AngioRM) ou angiografia cervical e cerebral para determinar a presença e a localização da estenose. O tratamento para melhorar ou restaurar o fluxo sanguíneo pode incluir angioplastia e implante de stent vascular ou, em casos graves, cirurgia.

 

O que é estenose da artéria carótida?

Estenose da artéria carótida é um estreitamento nas artérias grandes localizadas em cada lado do pescoço que levam o sangue para a cabeça, o rosto e o cérebro. O estreitamento geralmente resulta da aterosclerose, ou acúmulo de placa no interior das artérias. Ao longo do tempo, a estenose pode avançar para o bloqueio completo da artéria.

Fatores de risco para estenose da artéria carótida incluem idade, tabagismo, hipertensão arterial, diabetes, obesidade e estilo de vida inativo.

Algumas pessoas com estenose da artéria carótida podem sentir tontura, visão turva e desmaio, que podem ser sinais de que o cérebro não está recebendo sangue e oxigênio suficiente. Em muitos casos, o primeiro sintoma é um ataque isquêmico transitório (AIT) ou um derrame porque um pequeno coágulo pode se formar na área do vaso que é afetado pela aterosclerose. Quando um pequeno coágulo se torna desprende, pode viajar para o cérebro e tapar uma artéria menor que um pedaço específico do cérebro depende para o seu funcionamento e, em última análise, sobrevivência. Os sintomas de um AIT e derrames são semelhantes: paralisia ou dormência de um lado do corpo, visão turva, dor de cabeça, problemas de fala e dificuldade em responder aos outros. O AIT é geralmente breve e não deixa nenhum dano duradouro; é devido a uma pequena e temporária oclusão de uma pequena artéria, mas muitas vezes é um sinal de aviso. Um acidente vascular cerebral é frequentemente associado com a morte de uma parte do cérebro devido à perda de seu suprimento de sangue e pode resultar em incapacidade grave ou morte.

Como a estenose da artéria carótida é avaliada?

Estenose da artéria carótida, por vezes, provoca um som anormal, um ruído ou sopro, na artéria que pode ser ouvida com um estetoscópio. Exames de imagem para diagnosticar, localizar e medir a estenose incluem:

  • Ultrassom de carótidas (incluindo ultrassom Doppler): este teste utiliza ondas sonoras para criar imagens em tempo real das artérias e localizar bloqueios. O Doppler é uma técnica de ultrassom especial que pode detectar áreas de fluxo de sangue restringido na artéria.
  • Angiografia por Tomografia Computadorizada (CTA): CTA usa um scanner TC para produzir visualizações detalhadas das artérias em qualquer lugar no corpo – neste caso, no pescoço. O teste é particularmente útil para pacientes com marcapassos ou stents.
  • Angiografia de ressonância magnética (ARM): este teste não-invasivo dá informações semelhantes ao CTA, sem o uso de radiação ionizante.
  • Angiografia cerebral: Também conhecida como angiografia de subtração digital intra-arterial (IADSA), a angiografia cerebral é um teste minimamente invasivo em que um cateter é guiado através de uma artéria para a área de interesse. Material de contraste é injetado através do tubo e imagens são capturadas com raios-x.

Como é tratada a estenose da artéria carótida?

Casos graves de estenose geralmente exigem endarterectomia carotídea, em que um cirurgião faz uma incisão para remover a placa de qualquer parte doente da artéria, enquanto o paciente está sob anestesia geral. Uma opção menos invasiva inclui:

  • Implante de stent e angioplastia de artéria carótida: Durante este procedimento, um cateter é enfiado através de uma incisão na virilha até o local do bloqueio, onde a ponta do balão é inflada para abrir a artéria. Um stent pode ser colocado na artéria para expandi-la e segurá-la aberta.

Leia também:

E como eu faço para decidir entre endarterectomia carotídea ou angioplastia com stent de carótida ?

 

Veja as perguntas frequentes sobre estenose nas carótidas

Tags: carótidaartériaarterialaterosclerose Select ratingGive Estenose das artérias carótidas 1/5Give Estenose das artérias carótidas 2/5Give Estenose das artérias carótidas 3/5Give Estenose das artérias carótidas 4/5Give Estenose das artérias carótidas 5/5 Sem avaliações
Categories: Medicina

Fertilização in Vitro por ICSI

Qual o custo de uma FIV/ICSI? O que é a FIV ICSI? Como é feita? Tem mais chance de gêmeos?

Micro Manipulação de Gametas

é introduzido o espermatozóide dentro do óvulo com uma agulha mais fina que o diâmetro de um fio de cabelo humano

ICSI significa Intra Citoplasmatic Sperm Inject – Micro Manipulação de Gametas. A técnica faz uso de microscópio e micromanipuladores, introduzindo o espermatozóide dentro do óvulo com uma agulha sete ou mais vezes mais fina que o diâmetro de um fio de cabelo humano. Isso tudo é uma complementação da própria técnica de FIV. Atualmente é utilizado nos casos de óvulos com zona pelúcida “enrijecida” (mulher > 40). 

O espermatozóide que vai fertilizar o óvulo é selecionado com uma micro agulha e depois é injetado dentro do óvulo.

Esta técnica é utilizada quando existem alterações na quantidade, na motilidade ou na forma dos espermatozóides, o que poderia impedir sua entrada no óvulo de maneira natural. Também se utiliza esta técnica quando o homem apresenta azoospermia e os espermatozóides devem ser recuperados por coleta alternativa. Também se utiliza esta técnica em pacientes com vasectomia.

A paciente recebe medicações que vão estimular o crescimento dos folículos ovarianos. Os ovários são avaliados periodicamente até os folículos apresentarem tamanho adequado para agendar o dia da fertilização. Ao final da indução da ovulação, é administrada uma medicação que vai terminar de amadurecer os óvulos e aproximadamente 35hs após este procedimento é agendada a aspiração dos óvulos (punção folicular).

A punção folicular é realizada sob sedação (anestesia). O médico utiliza o ultrassom com uma agulha e aspira os folículos ovarianos via transvaginal. Os óvulos são encontrados dentro do líquido aspirado. No mesmo dia, o homem colhe o sêmen através da masturbação. Após algumas horas, o casal é liberado.

No laboratório, o óvulo é injetado com uma microagulha com ajuda de um equipamento especial (micromanipulador). Após dois ou três dias, em alguns casos até cinco dias, a paciente retorna para transferência embrionária. A transferência não requer anestesia. Os embriões são colocados dentro do útero com um catéter especial com ou sem auxílio de uma ultra-sonografia pélvica via supra-púbica. Após 12 a 14 dias já se pode saber o resultado através do teste de gravidez (beta-hCG).

A chance de sucesso é semelhante à FIV e a taxa de gravidez por tentativa depende da idade da mulher e do diagnóstico do casal.

 

Qual o custo de uma FIV ICSI? Na avaliação inicial o médico pode informar valores atualizados que compreendem os medicamentos, o laboratório, os exames, o procedimento e os profissionais envolvidos.

 

Aonde fazer fertilização in vitro com icsi? Marque consulta com Dra Juliana Amato. Tel (11) 5053-2222

Autor: Dra. Juliana Amato

Fonte: Amato, JLS. Em Busca Da Fertilidade. 2014

 

Leia também:

icsitratamentotécnicaLocal do corpo: ÚteroCuidados pós procedimento: Repouso relativo e uso hormonal (indicado pelo médico)Preparo: Preparo hormonal e monitorização de cicloTipo de procedimento: NoninvasiveStatus: Bem definido
Categories: Medicina

Fertilização in vitro (FIV/IVF)

O que é a fertilização in vitro (FIV)? Em quais situações o método é aplicável? A FIV pode ajudar a engravidar?

  • Clínica de Reprodução Humana em São Paulo

    Clínica de Fertilização em São Paulo

  • Fertilização in vitro

    reprodução humana, bebê de proveta

  • Como é feita a fertilização in vitro no laboratório

    Clínica de Reprodução Humana

  • Pipetagem no laboratório de fertilização

    Clínica de Fertilização in vitro

A Fertilização in vitro (FIV) é um processo em que as células ovarianas são fertilizadas pelo espermatozoide fora do corpo, in vitro. In vitro vem do Latim e significa em vidro, o que, no caso, se refere a um tubo de teste ou prato de Petri, daqueles usados em ciências.
FIV é um tratamento para a infertilidade que envolve controle hormonal do processo ovulatório, removendo o óvulo dos ovários femininos e permitindo que os espermatozoides fertilizem-o em um meio fluido (in vitro). O óvulo fertilizado é então transferido ao útero da paciente com a intenção de estabelecer uma gravidez de sucesso.
Usualmente, o tratamento da fertilização in vitro é preconizado uma vez que os outros tratamentos tenham falhado, seguidos meses de tentativas de engravidar sem sucesso.

O primeiro nascimento de sucesso de um “bebê de tubo de ensaio”, Louise Brown, ocorreu em 1978. Robert G. Edwards, o médico que desenvolveu o tratamento, foi premiado com o Nobel em Fisiologia ou Medicina em 2010.

 

A fertilização “in vitro”, também conhecida como bebê de proveta, é a união do espermatozóide com o óvulo no laboratório, formando o embrião que posteriormente será transferido para a cavidade uterina.

A paciente recebe medicações que vão estimular o crescimento dos folículos ovarianos. Os ovários são avaliados periodicamente até os folículos apresentarem tamanho adequado para agendar o dia da fertilização. Ao final da indução da ovulação, é administrada uma medicação que vai terminar de amadurecer os óvulos e aproximadamente 35hs após este procedimento é agendada a aspiração dos óvulos (punção folicular).

A punção folicular é realizada sob sedação (anestesia). O médico utiliza o ultrassom com uma agulha e aspira os folículos ovarianos via transvaginal. Os óvulos são encontrados dentro do líquido aspirado. No mesmo dia, o homem colhe o sêmen através da masturbação. Após algumas horas, o casal é liberado.

No laboratório, os óvulos são colocados em um recipiente com os espermatozóides (FIV clássica). Após dois ou três dias, em alguns casos até cinco dias, a paciente retorna para transferência embrionária. A transferência não requer anestesia. Os embriões são colocados dentro do útero com um catéter especial com ou sem auxílio de uma ultrassonografia pélvica via supra-púbica.

Após 12 a 14 dias, já se pode saber o resultado através do teste de gravidez (beta-hCG). A taxa de gravidez por tentativa depende da idade da mulher e do diagnóstico do casal.

 

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Autor: Dra. Juliana Amato

Clínica de Reprodução Humana Clínica de Fertilização in vitro

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Fonte: Amato, JLS. Em Busca Da Fertilidade. 2014

fivfertilização in vitrotratamentotécnicainseminação vitroLocal do corpo: ÚteroCuidados pós procedimento: Repouso relativo e uso hormonal (indicado pelo médico)Preparo: Preparo hormonal e monitorização de cicloTipo de procedimento: NoninvasiveStatus: Bem definido
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