Medicina

O Processo de Fertilização In Vitro: Um Passo de Cada Vez

Como prometido, escrevemos mais uma versão das instruções passo a passo de um ciclo de FIV (fertilização in vitro). Digo que é uma nova versão pois colocamos um aspecto diferente, com um pouco de humor e com ênfases em outros pontos de vista. Outro médico pode explicar o processo de maneira ligeiramente diferente, e cada um dos estilos tem o seu próprio mérito. Este maravilhoso texto torna a leitura mais animada e, ao menos, divertida.

Compreendendo o processo de FIV  (Ciclo de Fertilização in Vitro) ainda melhor do que antes.

No Centro de Reprodução Humana (Fertilidade.org) nós reconhecemos o quão estressante é para você, nossa paciente, se submeter à um ciclo de Fertilização In Vitro. Infelizmente, nós não podemos tirar o seu estresse completamente. Nós podemos ajudar você a resolver essa tarefa com a mente tranquila, com um bom plano, e com o conforto de saber que você tem uma equipe de apoio torcendo por você a cada etapa da sua jornada (somos nós!). Nesse post daremos o nosso melhor para te dar uma visão geral do que esperar de um ciclo típico de Fertilização In Vitro… pense nisso como uma visão “ampliada”. (Fique tranquila, seu médico, enfermeira, e orientadora irão ajudar você a “focar” nos seus detalhes quando você começar).

Nosso primeiro passo é levantar informações sobre você. Nós queremos saber o quão forte são e quão bem funcionam os seus ovários e órgãos reprodutivos e confirmar se você está saudável e apta para a gravidez. Nós fazemos isso com uma série de exames de sangue e ultrassons. Dependendo de onde você está no seu ciclo menstrual, pode levar de 4-6 semanas para completar essa etapa.

Algumas vezes, mesmo este primeiro passo pode ser confuso – mas não se preocupe! Enquanto você estiver conosco, você terá o acompanhamento Dra. Juliana Amato e nossas enfermeiras que irão te ajudar em cada passo do caminho. Elas serão as pessoas à quem você poderá recorrer. Nossas recepcionistas ajudarão você a agendar consultas e direcionará suas dúvidas quando você não souber a quem dirigi-las. As enfermeiras ajudam você e nos ajudam. Nós as amamos e você provavelmente também irá. Uma vez que temos todas as informações necessárias, seu médico irá decidir se a Fertilização In Vitro é adequada para você, e se for, ela irá customizar um protocolo. Essa é uma “receita” bem afinada, cuidadosamente pensada (medicações e ultrassons) e bem específica para VOCÊ. Você irá seguir essa “receita” por várias semanas e nós iremos te monitorar cuidadosamente ao longo da jornada.

Objetivos do Tratamento de Fertilização in Vitro

Nosso primeiro objetivo no tratamento é ter certeza de que os seus hormônios naturais não vão interferir nas medicações de fertilização in vitro que nós iremos usar para estimular você a produzir folículos (bolsas contendo óvulos dentro dos ovários). Nós fazemos isso, em alguns casos, com o uso das pílulas anticoncepcionais (em outros casos, em vez disso, você pode usar outras medicações). Sua médica irá pedir para você informar quando for o seu próximo ciclo menstrual e ela irá te instruir sobre como iniciar as pílulas ou outras medicações.

Enquanto você está utilizando as pílulas anticoncepcionais ou medicações, nosso time financeiro estará trabalhando duro. Eles terão a complicada tarefa de conseguir fazer com que o os convênios médicos aprovem, pelo menos, os exames de ultrassom seriados antes do tratamento. Eles trabalham bem próximos a você para que você entenda tudo o que terá que pagar ao longo do caminho, sem surpresas inesperadas. Uma vez que o seu coordenador financeiro esteja confiante de que você e o convênio estão a bordo, eles nos darão “sinal verde” para você comprar as suas medicações de alto custo. Medicações para Fertilização In Vitro são compradas através de farmácias especializadas (você não pode simplesmente pegá-las na farmácia). Os convênios atualmente não pagam pelas medicações necessárias.

Durante a consulta inicial, sua médica te apresentou uma aula de Fertilização In Vitro, mas se ainda tiver dúvidas fique à vontade para retornar e saná-las. Para muitas das nossas pacientes, esse é o momento em que todas as partes do ciclo se unem com um “clique”, e elas sentem que agora têm uma compreensão mais clara do que esperar.

Uma vez que você tenha feito a aula e esteja com as suas medicações, nós vamos instruir você a parar com as pílulas anticoncepcionais. Um ou dois dias após ter parado com as pílulas anticoncepcionais, nós iremos pedir para que você venha fazer um exame de sangue e um ultrassom. Nós estaremos garantindo que tudo está “tranquilo”. De fato, você pode nos ouvir chamar essa checagem de “supressão” ou “linha de base”. Nós queremos ter certeza de que o revestimento do seu útero está fino, que os níveis dos seus hormônios estão apropriadamente baixos, e que não existem quaisquer folículos subservientes ou cistos crescendo nos seus ovários. Se tudo estiver bem, nós vamos instruir você a começar com as suas injeções. Se acontecer algo que nós não estávamos esperando, então você será instruída a continuar nas pílulas anticoncepcionais ou será lhe dado um novo plano. Isso potencialmente poderá atrasar você por uma ou duas semanas.

A maioria das mulheres precisam de injeções por 10-12 dias. A quantidade exata de tempo varia de mulher para mulher, então não fique surpresa se você precisar de um pouco menos ou um pouco mais de tempo. Isso não é uma corrida … e, por favor, mantenha em mente – nós não comparamos você com outras mulheres, então nem você deveria. Seus ovários vão nos dizer de quanto tempo eles precisam.

Durante o tempo em que você está se medicando, nós iremos te instruir a vir regularmente para fazer exames de sangue e checagens … tipicamente um dia sim, e um dia não. Conforme os folículos nos seus ovários crescem, nós contamos e medimos cada um deles. Contamos e medimos, contamos e medimos, contamos e medimos, até que TA DÃ! Seus ovários darão sua palavra final e você estará pronta para o procedimento (a recuperação) para coletar os óvulos.

No dia da coleta você deve esperar ficar no laboratório por 2 a 3 horas. Você irá receber uma anestesia intravenosa que fará dormir confortavelmente. O procedimento em si normalmente demorará 15 minutos e então nós iremos te monitorar por cerca de uma hora. Antes de você ir para casa seremos capazes de dizer quantos óvulos foram coletados. Nesse ponto, não sabemos muito sobre eles. Diremos para você ir para casa, tirar uma soneca, e começar a assistir uma maratona de séries no Netflix. Você pode sentir cólicas, inchaço ou cansaço. Medicamentos analgésicos comuns são o suficiente para o seu desconforto.

No dia seguinte à sua recuperação, uma enfermeira/biomédica te ligará para fazer uma checagem e te dizer quantos dos seus óvulos foram fertilizados. Dois dias depois a médica irá ligar para te atualizar, e depois de dois dias você vai dar entrada na sua transferência (recolocando um ou dois embriões de volta no seu útero) ou você receberá uma ligação para saber quantos dos seus embriões foram congelados para uso futuro. Se você for passar por uma transferência, nós vamos agendar o seu teste de gravidez 12 dias depois. Se você congelar os seus embriões, em vez disso, nós vamos pedir para você nos ligar quando a sua menstruação começar (geralmente duas semanas depois), então nós poderemos agendar uma TEC (transferência de embriões congelados).

Para algumas mulheres, os 12 dias entre a transferência de embriões e o teste de gravidez podem ser a parte mais desafiante do processo. Muitas de vocês reportam que se sentem estranhas de não terem que ir ao consultório regularmente (não se preocupe – nós ainda ligaremos para checar como você está). Algumas de vocês ficarão tentadas a fazer um teste de gravidez em casa. Por favor, não faça isso. Aqui está o motivo: As medicações do seu ciclo podem ainda estar no seu organismo. E, portanto, você pode ter um positivo mesmo se você não estiver grávida. No dia do seu teste de gravidez, a primeira coisa que nós vamos pedir é que você venha de manhã para fazer um exame de sangue. Aproximadamente 4-5 horas depois, nós ligaremos para você com as nossas novidades. Independentemente dos resultados, nós iremos para as próximas etapas. Nós diremos quais medicações você deverá continuar, quais você deverá parar, e o que esperar pelos próximos dias. Se o seu resultado for positivo, nós vamos instruir você a repetir a checagem dos níveis 2 dias depois, e a partir daí nós vamos começar a agendar os seus ultrassons.

Ocasionalmente, o teste de gravidez retorna positivo mas seus níveis estão mais baixos do que o esperado. Nessas situações, nós damos passos com muita cautela. Você será instruída a voltar 2 dias depois, para repetir o teste, para ver se se os seus números estão aumentando adequadamente. Nós estaremos otimistas de que eles irão dar certo, mas muito cautelosos. Infelizmente, a maioria dessas gravidezes não continuará normalmente.

O Tratamento de Fertilidade pode ser Intenso, mas também Empoderador

O tratamento de Fertilidade não é uma ciência perfeita. E, às vezes, nós temos que te dar notícias desapontadoras ao longo do caminho; seus ovários podem não responder às medicações do jeito como esperávamos, o número de óvulos que obtivemos na sala de cirurgia pode ser menor do que nós esperávamos, ou seus óvulos fertilizados podem não crescer para blastocistos normais. Se isso acontecer, nós temos consciência de que você pode se sentir triste, desmotivada, frustrada, ou talvez até mesmo zangada. Felizmente, essas notícias raramente nos pegam desprevenidos e nós estaremos comunicando quaisquer preocupações ao longo do caminho. Nós também temos um excelente time de provedores do bem-estar que estão disponíveis para ajudar você, caso você se sinta deprimida, ou se precisar de ajuda para tomar decisões e seguir em frente.

Então, sim, o Tratamento de Fertilização In Vitro pode ser intenso, mas também pode ser empoderador. Muitas mulheres se sentem animadas por poderem ser proativas e seguir à diante. Nós sabemos que uma grande responsabilidade recai sobre as pacientes. Nós sabemos que você estará reorganizando sua agenda como uma Administradora, misturando medicações como uma Química e aplicando injeções como uma Enfermeira. Nós daremos as ferramentas e você irá conquistar seu objetivo com confiança. Nós somos os seus maiores fãs, e nós te apoiaremos enquanto você enfrenta esta jornada. Boa sorte!

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Síndrome do Ovários Policísticos (SOP) e a Infertilidade

A Síndrome do Ovário Policístico (SOP), é um distúrbio gineco-endócrino que provoca alteração dos níveis hormonais, levando à formação de cistos nos ovários que os aumentam de tamanho.

É doença caracterizada pela menstruação irregular por causa da alta produção do hormônio masculino (testosterona) e consequentemente aparecem cistos nos ovários.

Sua causa ainda não é totalmente esclarecida. Acredita-se que tenha uma origem genética e vários estudos indicam uma possível ligação entre a doença e a resistência à ação da insulina no organismo, gerando um aumento do hormônio na corrente sanguínea que provocaria o desequilíbrio hormonal.

A Síndrome do Ovário Policístico atinge cerca de 7% das mulheres na idade reprodutiva e é a causa mais frequente de infertilidade em mulheres com anovulação crônica.

A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) atinge cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva e é considerada a causa mais frequente de infertilidade em mulheres que não ovulam/menstruam adequadamente.


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É um distúrbio que geralmente se inicia na puberdade, causando um desequilíbrio hormonal lenta e progressivamente. O organismo passa a produzir alguns hormônios em maior quantidade (testosterona), e outros em menor quantidade, favorecendo o aparecimento de cistos no ovário e interferindo no processo de ovulação natural.

Sintomas

Os sintomas podem variar entre as mulheres, porém os mais comuns são:

  • ciclos menstruais irregulares,
  • menor frequência de ovulação normal e
  • dificuldade para engravidar e ter bebê.

Além desses, a síndrome favorece o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, do diabetes tipo 2 e da obesidade.

Em mulheres com Síndrome do Ovário Policístico (SOP) os níveis de hormônios masculinos androgênios (como a testosterona) são produzidos em excesso nos ovários e dificultam a ovulação natural, dificultando a gravidez, seja natural ou artificial. Sinais do excesso de testosterona:

  • crescimento anormal de pêlos nas regiões do baixo ventre, queixo, seios e buço,
  • oleosidade da pele e maior aparecimento de cravos e espinhas,
  • queda de cabelos,
  • aumento de peso e obesidade e
  • manchas na pele, principalmente nas axilas e atrás do pescoço.

Diagnóstico

A causa da Síndrome do Ovário Policístico (SOP) é desconhecida pela medicina e mas é possível amenizar seus sintomas. O diagnóstico depende de uma avaliação clínica completa, que exclua possibilidades de outros problemas endócrinos com a tiroide ou a glândula supra-renal. O exame de ultrassom sozinho não é suficiente para confirmar a presença da síndrome, por isso, é preciso realizar um conjunto de exames e passar em avaliação médica especializada.

Tratamento

Quando fala-se em tratamento deve-se ter em mente se o objetivo é tratar a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) e seus sintomas ou tratar a infertilidade. Ao tratar a SOP, ameniza-se os sintomas, visa regularizar a menstruação e melhorar a qualidade de vida, enquanto que o tratamento da infertilidade causada pela síndrome dos ovários policísticos visa, como objetivo final, engravidar e ter um bebê. Portanto,  tratamento ginecológico da SOP é diferente do tratamento da infertilidade da SOP, e, para isso, é necessário o especialista em reprodução humana.

Essa síndrome pode ser controlada através do uso de medicamentos que variam de acordo com os sintomas da paciente e suas complicações.  Frequentemente é utilizado anticoncepcionais hormonais como pílulas, pois auxiliam na diminuição do hormônio masculino. Para controlar os sintomas da SOP é importante manter uma dieta saudável, especialmente quando a paciente apresenta aumento do peso e também praticar exercícios físicos. 

A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) e a Infertilidade

Muitas mulheres só descobrem que têm a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) quando tentam engravidar e não conseguem, pois os sintomas nem sempre são exuberantes. Quando a síndrome dos ovários policísticos (SOP) é a única causa de infertilidade do casal, as chances de gravidez são excelentes após a correção do distúrbio ovulatório. Entretanto, essas pacientes podem responder demais à medicação e apresentarem, desconforto no tratamento característico do hiperestímulo dos ovários. Assim, o tratamento de infertilidade das pacientes portadoras da síndrome dos ovários policísticos (SOP) deve ser individualizado, extremamente criterioso e realizado por especialista em reprodução humana. O tratamento ideal pode variar de acordo com o quadro clínico de cada paciente. E, no caso da infertilidade, o especialista pode indicar a indução da ovulação por medicamentos. Boa parte das mulheres portadoras da SOP respondem bem ao tratamento de infertilidade e conseguem engravidar.

Outra alternativa para essas pacientes é a fertilização in vitro (FIV), especialmente quando existem outras causas (fatores masculinos e fatores femininos) que dificultem a gestação além da ovulação comprometida. Outra opção é a cauterização ovariana laparoscópica ou drilling ovariano, que é uma técnica frequentemente criticada pelo risco de formação de aderências e pelo potencial de comprometer a reserva ovariana.

A suspensão do anticoncepcional depois da regularização dos ciclos menstruais aumenta a chance de ovulação natural e gravidez. Quando a portadora da SOP apresenta altos níveis de insulina os médicos usam alguns medicamentos específicos para reduzir a produção dessa substância pelo corpo. 

 

Resumo

Ciclos irregulares, menor freqüência de ovulação e dificuldade para engravidar são características comuns da síndrome dos ovários policísticos (SOP). Esse distúrbio favorece o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, do diabetes tipo 2 e da obesidade. As portadoras da síndrome dos ovários policísticos devem compreender que o tratamento da síndrome pode não ser o mesmo do tratamento da infertilidade e, por isso, o especialista em reprodução humana é essencial nesse processo. A consulta médica especializada é muito importante, apesar de toda boa vontade de seus médicos que a acompanham.

 

Causas da Infertilidade ligadas à Síndrome dos Ovários Policísticos

  • Excesso de hormônios masculinos
  • Distúrbio ovulatório

Possíveis tratamentos 

Leia também

 

 

Fonte: Sirmans SM, et al. Epidemiology, diagnosis, and management of polycystic ovary syndrome. Clinical Epidemiology. 2014;6:1.

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Processo da FIV (Fertilização in vitro)

O básico da fertilização in vitro (FIV).

Existem muitos detalhes para se planejar e fazer uma FIV, mas, na realidade, todo o processo pode ser dividido em 3 partes simples:

  • Retirada dos óvulos dos ovários
  • Fertilização dos óvulos no laboratório
  • Colocação dos embriões no útero.

Quer saber mais sobre o processo da FIV? Veja aqui como é feito.

 

Veja também

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Encontros de Família e a Infertilidade (Como lidar?)

O que torna o período de festas mais difícil do que outras épocas do ano?

Interações com os amigos e a família durante uma época do ano que supostamente deveria ser alegre pode ser difícil por diversas razões. Os sentimentos não são fáceis de expressar. Em primeiro lugar, famílias e amigos costumam estar juntos durante as festas, e é geralmente um momento onde são dadas as notícias, como a “estamos grávidos”.  Mesmo que você se sinta feliz pelo parente ou amigo que dá essa notícia, é natural que você se sinta mal sobre o seu próprio desapontamento.

Além disso, os membros da família podem ser intrusivos ao fazer muitas perguntas, dando conselhos não requisitados, ou criticando você por não fazer as coisas de maneira diferente. Além disso, as festas podem marcar o final de outro ano sem um bebê. A resultante dor que pode ser experienciada pela paciente em tratamento de infertilidade pode ser enorme.

O que eu posso fazer para me ajudar a passar por essa difícil época enquanto estou lidando com o estresse adicional da infertilidade?

Essas interações podem ser realmente perturbadoras pelo estado emocional. Você pode preservar seus relacionamentos eao mesmo tempo tomar conta de você, considerando que essa época em sua vida é extremamente estressante, mas que não durará para sempre.

Nós sabemos que pacientes em tratamento de infertilidade que não obtiveram sucesso em engravidar podem passar por níveis de depressão que são similares aos dos pacientes em quimioterapia. Pacientes que estão tendo problemas para engravidar podem ter o mesmo nível de depressão que pacientes que estão lutando pelas suas vidas. Amigos e família raramente compreendem isso, pois não enxergam o problema com os mesmos olhos. Por isso, não se pode esperar que digam ou façam “a coisa certa”. É improvável que as notícias de bebê de pessoas próximas sejam adiadas, que a tia Maria se contenha de perguntar: “então, quando vocês dois terão filhos?” ou que uma cunhada se vanglorie sobre como era fácil engravidar.

Então, como você lida com as emoções desencadeadas durante as festas e possivelmente inflamadas pela reação dos outros? A resposta está no planejamento.

Entender que as festas podem trazer estresse adicional pode te ajudar a decidir se deve minimizar as interações com amigos e familiares ou se deve se preparar para ser direta com eles sobre seus sentimentos. Essa é uma decisão pessoal. Um amigo ou membro da família pode não entender imediatamente se você não participar de um evento familiar, mas deixar de comparecer em alguns eventos geralmente é aceito. Se ser direto é uma opção, deixe sua família e amigos saberem que esse pode não ser um bom momento para você para estarem juntos, e considere passar as festas com um grupo mais íntimo – mesmo que esse grupo seja só você e o seu parceiro ou amigos próximos. Quando indivíduos ou casais estão lutando contra a infertilidade, pode não parecer justo, ou parecer ser muito esforço planejar as festas e considerar os sentimentos dos outros. No entanto, a fim de cuidar de si mesmo, é importante lembrar que as relações especiais são dignas de serem preservadas. O Tratamento de Infertilidade não dura para sempre mas relacionamentos com a família e com os amigos podem e devem durar uma vida.

 

Lidando com a Infertilidade Durante as Festas

O que os membros da família podem dizer ou fazer?

Amigos e familiares precisam entender que a infertilidade é uma condição médica e que a dor da infertilidade pode levar à depressão, auto-culpa e diminuição da auto-estima. Frases como “apenas relaxe” e “olhe pelo lado bom” podem deixar uma impressão de criticismo e indiferença. Ao invés disso, pode ser de grande ajuda começar a conversa com uma declaração como, “Eu sei que você está passando por um momento difícil. Eu não sei como reagir mas eu quero que você saiba que eu me importo e que eu estou aqui para qualquer hora em que você precisar de apoio. Eu não serei intrusivo ao te fazer perguntas mas saiba que eu sempre vou querer saber como você está.”

Meu conselho para os amigos e a família é rever seus palpites sobre a paciente. Se não estiver claro o que a paciente precisa, pergunte.

O que eu posso fazer para ajudar o meu relacionamento com o meu parceiro durante esta difícil época do ano?

Para ajudar a manter um bom relacionamento com o seu parceiro, se dê algo de positivo para esperar ansiosamente, planejando um tempo juntos. As festas podem ser um bom momento para uma viagem para um resort somente para adultos. Se você planeja ficar na cidade, eu encorajo a procurar algo que você e o seu parceiro gostem de fazer juntos, talvez um filme ou um show. Também é bom sair de casa, mesmo se não estiver sempre animado a sair – faça uma caminhada, olhe as vitrines, ou tente um novo restaurante.

Pode haver muito a ser discutido e conversado, mas é importante não deixar que o tratamento de infertilidade consuma todas as energias. Sugerimos limitar as discussões sobre infertilidade a 20 minutos por dia, e depois coloca-las para descansar. Se algo mais surgir, anote para mais tarde. Amanhã virá.

Pode ser difícil imaginar que um dia toda dor da infertilidade vai diminuir e eventualmente desaparecer. Mas ela vai, e se você puder tomar um tempo para cuidar de si e planejar suas interações com os outros, a época de festas poderá não ser o melhor momento do ano, mas será o melhor que pode ser dentro das circunstâncias. Mais importante ainda, o bem-estar emocional e os relacionamentos serão mantidos intactos para que as futuras festas possam ser verdadeiramente maravilhosas.

 

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Criopreservação de embriões.

Assim como se congela sêmen e óvulos, pode-se congelar embriões.

O congelamento ou a criopreservação de embriões é um procedimento realizado quando existem embriões excedentes e de boa qualidade após uma tentativa de Fertilização in Vitro (FIV) ou Fertilização in Vitro com Micromanipulação de Gametas (ICSI). Somente 20-30% dos ciclos de Fertilização in Vitro terminam com embriões excedentes e com qualidade adequada para congelar! Assim, ter embriões excedentes de bons para congelar é uma exceção e não a regra!

Uma outra indicação para congelamento de embriões cada vez mais usada na Fertilidade.org e nos grandes centros de reprodução assistida são os casos de risco para o desenvolvimento da Síndrome de Hiperestímulo Ovariano. Nestes casos, para a segurança da paciente, evitamos algumas medicações que podem causar a Síndrome e utilizamos outras para fazer o amadurecimento final dos óvulos. Todos os embriões produzidos são criopreservados e a transferência é realizada em outro ciclo sem a necessidade de indução da ovulação e coleta de óvulos. Em algumas situações é realizado este procedimento de transferência de embriões congelados (TEC): o método conhecido como freeze-all, termo em inglês que significa congelar todos os embriões para transferir em ciclo posterior.

O que fazer com os embriões congelados (criopreservados) ?


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Obs: Existe também a opção de doação dos embriões para outra pessoa ou casal com objetivo de reprodução, mas a Fertilidade.org não trabalha com esta opção.

Fale com a especialista em reprodução humana.

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O cérvix (colo uterino)

O cérvix (cérvice ou colo do útero), na anatomia da mulher, é a porção inferior e estreita do útero, onde ele se une com a porção final superior da vagina.

Em algumas mulheres, o muco cervical (muco presente no colo uterino), secretado no período préovulatório, torna-se hostil e acaba dificultando a entrada dos espermatozoides no útero. O muco é responsável por transportar e armazenar os espermatozoides no trato reprodutor feminino, levando-os de encontro com o óvulo. O muco cervical é extremamente importante no processo de fertilização, pois é nele que o espermatozoide “nada” em direção ao óvulo a ser fecundado. Alterações no colo uterino são responsáveis por 15 a 50% das causas de esterilidade. A análise desse fator é feita através da avaliação do muco cervical, da histerossalpingografia, da ultrassonografia transvaginal, histerossonografia, da videohisteroscopia (histeroscopia diagnóstica) e da colposcopia.

Possibilidade do Espermatozóide não alcançar o cérvix uterino (Colo do Útero)

É preciso que os espermatozoides sejam adequadamente depositados no fundo da vagina. A penetração precisa acontecer para que o espermatozoide possa entrar no colo do útero, através do muco cervical. Outro pré-requisito importante é que o espermograma esteja normal. Baixa na quantidade e qualidade dos espermatozoides e estreitamentos da entrada do canal do colo uterino, as infecções, as dificuldades ou impedimentos da penetração do pênis, uso de lubrificantes não aquosos, uso de ducha vaginal logo após a relação sexual, impedem ou dificultam o espermatozoide alcançar o colo do útero. 
 

Causas de infertilidade relacionadas ao colo uterino:

  • Infecção do colo uterino
  • Alterações do muco cervical

Passe em consulta com médico da área de fertilidade para investigar e realizar o tratamento adequado.

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Trompas de Falópio

As tubas uterinas, também conhecidas por trompas de Falópio, são dois tubos contráteis, com 10 cm aproximadamente, que se estendem de cima do útero para os lados da pelve. 

As tubas uterinas transportam os óvulos que romperam a superfície do ovário até a cavidade do útero. 

https://vimeo.com/452345479

Por elas passam em direção oposta os espermatozoides e é onde, habitualmente, ocorre a fecundação. É através das trompas que ocorre a fecundação do óvulo pelo espermatozoide, além dela ter o papel primordial na movimentação do embrião até o útero. As tubas uterinas estão subdivididas em quatro partes: uterina, istmo, ampola e infundíbulo.

A formação de cicatrizes nas trompas de Falópio pode impedir a gravidez por impossibilitar a passagem das células reprodutoras até ao útero. 

Os problemas da trompa de Falópio constituem a causa de aproximadamente 30% das situações de infertilidade feminina, isto porque as trompas têm papel fundamental para a ocorrência da gravidez. A lesão pode ter sido causada por uma cirurgia prévia, por uma gravidez ectópica (tubária) prévia e pela formação de cicatrizes tubárias secundárias a endometriose ou a doença inflamatória pélvica. Esta última é uma infecção bacteriana da região pélvica causada por bactérias sexualmente transmitidas, tais como a gonorreia (Gonococo) e a Chlamydia (Clamídia), que conduz frequentemente ao aparecimento de cicatrizes, lesões ou obstruções das trompas de Falópio. História de dores pélvicas, com ou sem febre, pode sugerir um diagnóstico de endometriose ou de infecção pélvica.

Mas alterações nas trompas uterinas também podem ser provocadas de forma intencional como, por exemplo, através da laqueadura tubária, na qual a Reanastomose Tubária pode ser uma das possibilidades terapêuticas.

Por isso, a avaliação das trompas uterinas é extremamente importante durante um tratamento para engravidar. O exame que avalia as trompas uterinas é chamado histerossalpingografia e pode ser visualizado no video abaixo.

O exame consiste em injetar um contraste (líquido colorido), através do colo do útero, no aparelho reprodutor da mulher, para que seja possível a visualização da cavidade uterina e das trompas uterinas através de radiografias.

Principais causas de Infertilidade ligadas às trompas uterinas (não trombas uterinas) que necessitam de tratamento em reprodução humana:

  • Endometriose
  • Obstrução tubária
  • Doença Inflamatória Pélvica
  • Pós laqueadura



Leia mais

 

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Os ovários

Ovário, em todos os seres vivos com órgãos diferenciados, é o órgão onde são produzidos os gametas femininos, tanto nos animais como nas plantas. Os ovários têm uma região onde se localizam os folículos. Eles têm a forma de amêndoa, medindo até 5 cm em seu maior diâmetro e possui uma espessura máxima de 1,5 centímetros. São responsáveis pela formação do folículo e hormônios necessários para a concepção e gestação.

Sua região dos foliculos contém numerosos vasos sanguíneos e regular quantidade de tecido conjuntivo frouxo, e a cortical, onde predominam os folículos ovarianos, contendo os ovócitos.

Os hormônios da hipófise, o LH e o FSH (eles estimulam as células dos ovários a produzir seu próprio hormônio, o estrógeno). A cada mês, esses hormônios provocam o amadurecimento de um ovócito dos ovários. Esse amadurecimento dura cerca de 12 a 14 dias. O ovócito, então, amadurece e rompe o folícolo, estrutura parecida a uma vesícula ou a uma minuscula bolha na superfície do ovário. Esse fenômeno chama-se ovulação e acontece muito próximo às franjas da tuba uterina.

Quando acontece a ovulação, o ovócito sai. O folículo maduro que restou dele será chamado corpo lúteo. Inicialmente fica um hematoma, um coágulo central dentro dele, em volta as células foliculares e da teca. As células da teca e as células foliculares vão exercer influência em um hormônio que é o LH (hormônio luteinizante). Esse hormônio vai luteinizar essas células e as células foliculares agora serão chamadas de células granulosas luteínicas. As células da teca serão chamadas células tecoluteínicas. As células granulosas luteínicas crescem tanto, que o hematoma do corpo lúteo ou corpo vermelho irá desaparecer. O corpo lúteo tem um grande aumento, as células se enchem de grãos de luteína. As células ficam então granuladas. O corpo lúteo vai existir até um determinado momento. A luteína aparece em função do hormônio luteinizante. Se não houver gravidez, esse hormônio para de ser produzido pela hipófise.

A anovulação, isto é, a ausência de ovulação quando esta deveria estar presente, pode indicar graves endocrinopatias, sendo a mais relevante a síndrome do ovário policístico (SOP). A anovulação é uma das causas da infertilidade feminina e onde as técnicas de reprodução humana podem auxiliar.

Cistos nos ovários não significa infertilidade, com o tratamento adequado, é possível recuperar o equilíbrio hormonal e fertilidade. Muitas mulheres, ao receberem o diagnóstico de cistos no ovário, temem a impossibilidade de engravidar. E não são poucas, esse é um mal que atinge cerca de 25% das mulheres em idade fértil no Brasil. Ele aparece, sobretudo, nas que são portadoras de endometriose (afecção inflamatória provocada pelas células do endométrio que não foram expelidas durante o ciclo menstrual, pois migraram no sentido oposto e caíram nos ovários) ou que estão com doença inflamatória pélvica. O cisto no ovário não causa infertilidade na mulher, mas gera dificuldades para que ela engravide por causa das alterações hormonais produzidas pelo problema. Além disso, se houver irregularidade na menstruação ou apresentar ausência da mesma, o processo ovulatório pode ser afetado. Diante disso, para tratar a doença é imprescindível buscar ajuda médica.

Principais causas de infertilidade relacionadas aos ovários:

Leia mais:

Ovulação

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Básicos de Fertilidade | O Sistema Reprodutivo

Cada um de nós tem um kit básico de partes da “fertilidade”. Você sabe quais são? Se você não sabe, ou não tem certeza, aqui está uma lista simples.

Se você é uma mulher:

  1. O útero
  2. Ovários (tipicamente dois)
  3. Trompas de Falópio (também tipicamente duas)
  4. O cérvix
  5. A vagina

Se você é um homem:

  1. O pênis
  2. Canais deferentes
  3. Testículos (tipicamente dois)
  4. A bolsa escrotal
  5. A próstata

 

Como Funcionam as Partes Básicas de Fertilidade

Basicamente, quando você está tentando ter um bebê, todas essas partes jogam um importante jogo. Elas não são as únicas partes de fertilidade, mas vamos focar nelas hoje. 

Cada uma das nossas partes básicas de fertilidade tem uma importante função. Se elas estão funcionando perfeitamente, e você tem programado corretamente as relações sexuais, as probabilidades de que uma gravidez ocorra é de 30% antes dos 30 anos e cerca de 15-20% depois dos 35 anos. Veja a influencia da idade na concepção.

É assim quando tudo está funcionando exatamente como deveria, porém, às vezes, não é isso o que acontece.

 

Partes da Fertilidade & Tratamento de Infertilidade

 

Precisarei fazer fertilização in vitro (FIV)?

Muitas vezes em se tratando de infertilidade, há apenas um pequeno ajuste que precisa ser feito para melhorar as chances ao seu favor para conseguir engravidar com sucesso. Às vezes, o momento do esperma encontrar o óvulo não está batendo e você precisa tentar mais cedo ou mais tarde no seu ciclo reprodutivo.

Às vezes uma baixa dose de medicação é o suficiente para garantir que a ovulação está ocorrendo no momento e da maneira correta.

Às vezes a solução é tão simples quanto usar um kit de previsão de ovulação para garantir que você está tentando conceber no momento certo.

Um grande fator para considerar é o esperma e os espermatozóides. Eles compreendem a metade das células necessárias para conceber. Muito frequentemente uma ênfase precoce é colocada no papel da mulher na infertilidade e ao seguir pensando assim, pode estar negligenciando algo que pode estar bem na sua frente. Por isso a avaliação do casal se faz necessária.

Será que conseguirei engravidar?

Infertilidade ou subfertilidade pode ser questão de um simples ajuste e voila, você estará grávida! Mas para isso é necessário avaliação clínica pelo especialista em reprodução humana.

Leia também:

Tem uma dúvida? Pergunte aqui. e veja nossa lista de perguntas frequentes.

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Tudo o que você deseja saber sobre Fertilidade

O que você gostaria de saber se estivesse indo para uma consulta de infertilidade com um médico Esterileuta (especialista em fertilidade)?

Melhor ainda, o que você precisaria absolutamente entender e perguntar?

 

Dicas para a sua Primeira Consulta com um Especialista em Fertilidade

 

  1. Se a sua consulta for com um especialista em fertilidade, muitas das suas dúvidas serão respondidas dentro da própria consulta. Lembrando que nem todos ginecologistas são especializados na área de reprodução humana.
  2. Na consulta de fertilidade a especialista em fertilidade dará muitas informações, sendo que muitas delas, serão novidade para você.
  3. A clínica Fertilidade.org e Instituto Amato oferece no seu programas de fertilidade o livro “Em busca da fertilidade“. O livro poderá ser dado ao paciente (dependendo do estoque), já que é muita informação para levar para casa e lembrar. Com o livro ficará mais fácil.
  4. Enquanto você imagina que irá lembrar de todas respostas para suas perguntas, pode não se dar conta da quantidade de informação e, obviamente, não quer que o pânico pela quantidade de informações te sobrecarregue.
  5. Se há dúvidas que deseja sanar durante a consulta, escreva-as num papel e deixe espaço em branco para escrever as respostas.
  6. Escreva no material que lhe foi dado, nas margens, para manter controle das suas dúvidas
  7. Certifique-se de que durante a consulta você consiga encaixar as suas perguntas e obter respostas que você consiga entender. Se não entendeu uma resposta, peça para que o especialista em fertilidade deixe mais claro.
  8. É perfeitamente aceitávei pedir ao seu médico para falar mais devagar ou para repetir alguma informação.

 

A Infertilidade é um “Problema das Mulheres”?

 

De quem é a culpa? Talvez essa questão seja desconfortável de perguntar, mas encare esse problema de frente, muitos de nós queremos saber. Talvez essa pergunta seja melhor reformulada como: “Nós poderemos saber qual é o nosso problema na concepção?” Porém, em até 30% dos casos o diagnóstico será de inexplicável ou idiopático

 

Dúvidas sobre Infertilidade que Você Deveria Considerar:

 

Nós tentamos tempo o bastante antes de vir ver você? Deveríamos tentar por mais tempo?

Como posso saber com certeza se eu estou ovulando?

Quando deveríamos realizar uma análise de sêmen?

Que coisas você sugere que eu comece a fazer e que coisas eu deveria parar de fazer?

Quais testes de fertilidade devem ser feitos? Eles podem ser feitos no mesmo dia? E se os testes já foram feitos por minha Obstetra/Ginecologista ou outro especialista em fertilidade? São válidos?

Qual tratamento de fertilidade eu devo fazer primeiro? Eu tenho escolhas?

 

Dúvidas sobre Infertilidade Masculina

 

Banheira quente é realmente ruim para um homem? É permitido beber café? Quanto de bebida alcóolica é permitida?

O que mais podemos fazer enquanto estamos no tratamento de fertilidade para ajudar as coisas a andarem?

O que eu como, bebo ou fumo faz diferença enquanto nós estamos tentando conceber?

Eu sou um corredor, um maratonista, tudo bem se eu continuar me exercitando desse jeito?

Não há nada de errado com o meu esperma. Eu não vejo razão para testá-lo. Por que isso é necessário?

Lembre-se de que passar em consulta com um especialista em fertilidade é o primeiro passo para aproximar do sonho de ter o bebê que você está tanto sonhando. E você não precisa fazer isso sozinho, pode passar em consulta acompanhada.

 

Mais dúvidas? Pergunte aqui.

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Fatores masculinos

Quando o objetivo é engravidar, estão tentando engravidar faz tempo e precisam de ajuda, a avaliação do casal infértil se faz necessário. Algumas vezes, o homem pode querer planejar seu futuro com o congelamento de espermatozóides e outras vezes o fator preponderante pode ser masculino, sendo necessário a realização de procedimentos para tratamento.

Tratamentos que o homem pode ser submetido para aumentar a possibilidade da gestação, ou procedimentos necessários para realização da fertilização in vitro:

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Nosso Centro Cirúrgico para tratamento de Infertilidade

Nosso centro cirúrgico é equipado com as tecnologias mais recentes, equipamentos de laser e leito de UTI.

 

Procedimentos que podem ser realizados em nosso centro cirúrgico incluem, mas não se limitam a:

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Indução de ovulação e coito programado

            Existem diferentes motivos que podem levar um casal a não conseguir engravidar. Uma mulher que apresente um ciclo anovulatório (que não produz óvulo) pode representar até um quarto desses motivos. Quando o período menstrual demora pelo menos 35 dias para se repetir (podendo demorar até seis meses), considera-se que a mulher não está ovulando ou que, pelo menos, a sua ovulação não está ocorrendo em todos os seus ciclos, tornando a concepção para ela um evento bastante improvável.

A ausência de ovulação ou a ovulação ocasional podem resultar da falha do funcionamento do ovário, de órgãos do sistema nervoso central ou de hormônios específicos; a medicina organiza essas falhas em três diferentes “padrões”. Isso é importante ser definido porque cada um desses padrões exigirá uma conduta diferente por parte do especialista, mas, em todos os casos, é possível proceder com a indução da ovulação por meio do uso de diferentes tipos de medicação.

A indução é um estímulo ovariano à produção de um folículo –  conjunto de células que poderá gerar um óvulo posteriormente. Esse processo de indução é diferente do que é feito com mulheres que normalmente ovulam mas que precisam ser estimuladas a produzir muitos folículos para serem utilizados em técnicas de reprodução assistida, como a fertilização in vitro. As medicações mais utilizadas são o clomifeno, os chamados agonistas dopaminérgicos, as gonadotropinas, os inibidores de aromatase, entre outros.

Após a indução da ovulação com a medicação mais apropriada deve-se buscar evidências de que o ciclo menstrual se tornou ovulatório. Isso pode ser feito pela observação de sua regularização (intervalo de tempo definido entre um ciclo e outro), pela identificação de aumento cíclico da temperatura corporal, pela realização de exames de imagem (ultrassom) e de laboratório (exames de urina e de sangue). O reconhecimento do período ovulatório guia o momento mais adequado para se ter relações sexuais buscando a concepção. O acompanhamento e controle após o estímulo também são importantes para medir sua intensidade e seu efeito da medicação de modo a evitar a ocorrência potencial de gestações múltiplas (estimulação de múltiplos folículos).

Vale destacar que mulheres que se submetem a esse tipo de tratamento não estão sob maior risco de desenvolver câncer de mama. O mesmo não pode ser dito em relação ao câncer de ovário, de modo que a orientação seguida é a de  limitar a terapia a longo prazo com certas medicações, como o clomifeno.

Este tratamento é seguro e há anos ajuda mulheres em todo o mundo a engravidar. Como todo tratamento médico, há indicações particulares para cada caso. Procure um médico atuante na reprodução humana para saber qual a melhor indicação para seu caso! 

 

Aonde fazer a avaliação inicial? Marque consulta com Dra Juliana Amato. Tel (11) 5053-2222

 

Autor: Dra. Juliana Amato

Fonte: Amato, JLS. Em Busca Da Fertilidade. 2014

 

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Infertilidade: causas e opções de tratamentos

Dificuldade para engravidar: causas e tratamentos

Em sua maioria, os fatores de infertilidade (sejam masculinos ou femininos), são adquiridos e decorrem de infecções, alterações hormonais, sequelas de cirurgias ou traumas, doenças ginecológicas ou do uso abusivo de medicamentos ou drogas.

Porém, a infertilidade pode ser de caráter congênito ou hereditário, como a falta de órgãos (útero, trompa ou vagina) ou alterações das gônadas.

É possível ainda a existência de causas concorrentes e, por isso, encontrar uma causa não significa que não haja outras.

primeiro passo é procurar tratar as causas, especialmente quando a limitação não é congênita ou hereditária. Orientado por especialista, deve-se evitar exercícios pesados e desordens alimentares; através da correção de doenças metabólicas como o diabetes mellitus, desordens do colesterol, etc; do consumo de multivitaminas e sais minerais e evitando doenças sexualmente transmissíveis (DST), visto que algumas podem causar a infertilidade.

Em alguns casos é preciso intervenção médica e a medicina dispõe de vários métodos para contornar a infertilidade, entre eles: fertilização in vitro, inseminação intrauterina e indução da ovulação, por exemplo.

  • O método da fertilização in vitro (FIV), é reservado para mulheres que já tenham tentado outras formas de tratamento. Vários óvulos são removidos do ovário e artificialmente fecundados em laboratório com os espermatozoides do parceiro ou de um doador anônimo e depois transferidos para o útero. Mulheres com impossibilidade de produzir óvulos podem também se beneficiar desse método e receberem óvulos de uma doadora, fecundados artificialmente, em laboratório, pelos espermatozoides do seu parceiro e abrigar os embriões em seu próprio útero.

  • A inseminação intrauterina consiste na introdução de espermatozoides purificados na cavidade uterina (acima do colo uterino) até 36 horas após a indução da ovulação.

  • indução da ovulação é utilizada quando tenha sido diagnosticada a falta ou distúrbios na ovulação, nos casos de ovários policísticos, em uma fase da inseminação intrauterina ou da fertilização in vitro.

As chances de êxito no tratamento da infertilidade são quase tão boas como as naturais, ou mesmo melhores (desde que a idade seja adequada e outros requisitos preenchidos), e é também reconhecida que a possibilidade da concepção de gêmeos (dois ou mais) é maior com a utilização desses recursos do que naturalmente.

 


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Fonte: Amato, JLS. Em Busca Da Fertilidade. 2014

 

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Video sobre Infertilidade


Existem diferentes opções de tratamento para o casal infértil. Um casal é considerado infértil quando, após um ano de tentativas frequentes, não consegue engravidar. Neste momento, deve-se procurar ajuda médica para investigar as causas dessa infertilidade e conhecer as opções de tratamento disponíveis. Como a infertilidade pode ter diferentes causas, é natural que cada uma delas seja conduzida de uma determinada forma e que sejam oferecidos diferentes tipos de tratamento para cada paciente. Nenhum caso é igual ao outro.
Os planos de saúde em geral não cobrem o tratamento da infertilidade, mas a consulta inicial para tirar dúvidas e fazer muitos dos exames de rastreamento pode ser feita pelo convênio, com direito a reembolso.
As técnicas de reprodução humana requerem uso intensivo de alta tecnologia, laboratório e controle muito próximo e frequente do paciente a partir do momento que se decide fazer o tratamento.
O tratamento mais conhecido é a fertilização in vitro. A fecundação é feita fora do corpo da mulher, no laboratório, e o embrião resultante é colocado no útero preparado para que possa se desenvolver de modo saudável. A equipe Amato está preparada para oferecer os tratamentos mais modernos e utiliza os melhores laboratórios.

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Conheça a oncofertilidade

Ligada à oncologia, a oncofertilidade é a parte da medicina que cuida da fertilidade dos pacientes com câncer.

Segundo a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia cerca de 50% dos pacientes submetidos a tratamentos oncológicos têm risco de perder sua capacidade reprodutiva após o tratamento, podendo esta perda ser transitória ou até permanente.

Durante o tratamento de combate ao câncer os quimioterápicos e/ou radioterápicos, mesmo que sejam administrados em doses ou radiações pequenas, agridem os ovários e testículos, causando danos às células germinativas responsáveis pela fertilidade.

Como a oncofertilidade pode auxiliar na prevenção da fertilidade?

A principal aliada é a criopreservação, ou seja, o congelamento de espermatozoides, ovócitos, embriões ou até mesmo tecido ovariano e testicular, antes de serem iniciadas as seções de quimio e/ou rádio.

Para os homens o procedimento é feito através do recolhimento de amostras de sêmen, permitindo uma boa reserva produtiva. Já para as mulheres, alguns exames precisam ser realizados, como avaliação da reserva funcional dos ovários, dosagem dos hormônios, ultrassom e por fim uma estimulação ovariana, como no procedimento de fertilização in vitro, a fim de recolher alguns óvulos que serão guardados até que a paciente encerre o tratamento contra o câncer.

A oncofertilidade tem ajudado muitos pacientes e é importante que ambos os médicos, tanto o que trata do câncer, como o especialista em fertilidade, trabalhem juntos para o sucesso do tratamento e a garantia de que o paciente seja curado e realize o desejo de ter filhos.

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Infertilidade e esterilidade: você conhece a diferença?

Popularmente, fala-se de infertilidade quando um casal não consegue engravidar após um ano de vida sexual ativa e contínua, sem estar usando qualquer método contraceptivo.

Tecnicamente, a infertilidade é resultado de uma disfunção dos órgãos reprodutores, dos gametas ou do concepto. Já a esterilidade é a impossibilidade que tem o homem ou a mulher de produzir gametas (óvulos e espermatozoide) ou zigotos (resultado da fusão entre óvulos e espermatozoides) viáveis.

Assim, podemos dizer que um casal é infértil quando há diminuição das chances da gravidez, que podem ser contornadas por medidas médicas, e que é estéril quando há incapacidade de gerar filhos.

O diagnóstico de infertilidade/esterilidade deve ser feito através de uma pesquisa básica sobre fertilidade e sempre envolver o casal, desde o início.

Estatisticamente, a infertilidade decorre em 35% dos casos de fatores masculinos, 45% de fatores femininos (tubo-peritoneal, 35%, e ovulatório, 10%), 10% sem causa aparente e 5% de causas diversas e pouco frequentes. Entretanto, a divisão percentual em fatores é artificial. A associação de causas de infertilidade é freqüente, principalmente a concomitância de fatores masculinos e femininos¹.

Alguns exames ajudam a diagnosticar as causas da infertilidade/esterilidade:

  • Ultrassonografia transvaginal: permite também fazer certos procedimentos da fertilização in vitro;

  • Histerossalpingografia: exame radiológico contrastado que avalia uma possível obstrução das tubas uterinas;

  • Histeroscopia: exame que permite uma visualização direta da cavidade uterina e complementa a histerossalpingografia e a histerossonografia;

  • Espermograma: visa conhecer um dos fatores masculinos, avaliando os graus de concentração, motilidade, vitalidade e morfologia dos espermatozoides.

Outros exames a serem usados em casos específicos são: avaliação do muco cervical, biópsia endometrial, culturas cervicais, pesquisa de anticorpos anti-espermatozoides, exames imunológicos e laparoscopia.

 

 

¹Fonte: Speroff & Fritz, 2005.

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Estou grávida e não quero parar de beber

O álcool que a mulher grávida consome chega com muita facilidade a todo corpo do feto e parece causar uma contração nos seus pequenos vasos sanguíneos, o que faz com que menos sangue alcance os seus órgãos, portanto menos oxigênio chega a suas células. Esse fenômeno impede que o feto cresça, aumenta as chances de aborto e de morte fetal.

Existem duas condições associadas ao consumo do álcool na gestação: a síndrome alcoólica fetal (SAF) e os efeitos relacionados ao álcool (ERA).

A síndrome alcoólica fetal tem como características a presença de alterações faciais (lábio superior fino, sobrancelha levantada, nariz rebaixado, pequena abertura dos olhos, nariz curto e largo, face plana, mandíbula pequena, entre outras), modificações também do sistema nervoso central (do crânio, do cérebro, da  coordenação) e do crescimento, que se torna muito restrito, apresentando inclusive perda de peso.

Os chamados efeitos relacionados ao álcool referem-se a defeitos durante a formação do coração, dos rins, do esqueleto, dos olhos e aos que causam problemas de surdez, de lábio leporino, de dificuldade posterior de aprendizado, de transtornos de comportamento, de problemas de memória, entre outros. Também está entre as causas de retardo mental no país.

Não existe uma quantidade de álcool considerada segura para ser consumida na gestação, por isso a indicação é que a gestante se abstenha completamente da bebida durante toda a gravidez.

Os cuidados realizados no pré-natal são fundamentais para assegurar a saúde do feto e do recém-nascido. Atualmente existem muitos meios de informação e a gestante deve, sim, manter-se informada. O médico que a acompanha durante toda a gravidez deve tirar todas as suas dúvidas de maneira realista e sincera, embasado em tudo o que a ciência oferece hoje como verdade. Dessa maneira, a gestante pode sentir-se acolhida e segura em seu suporte.


*SIAT – Sistema de Informação sobre Agentes Teratogênicos/Serviço de Genética Médica – HCPA/Departamento de Genética – UFRGS. 

* SEGRE, Conceição Aparecida de Mattos (Coord.). Efeitos do álcool na gestante, no feto e no recém-nascido.  São Paulo: Sociedade de Pediatria de São Paulo, 2010.

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Ser mãe depois do câncer

A ocorrência de câncer em nossa sociedade aumenta paulatinamente. Ainda que seja uma doença muito grave, a taxa de sobrevivência, principalmente em crianças e adolescentes com câncer, tem crescido notavelmente nos últimos trinta anos como resultado dos tratamentos. A taxa de sobrevivência aos cinco anos é de mais de 70% em crianças e adolescentes, cerca de 80% em leucemia linfoblástica aguda e mais de 90% em linfoma de Hodgkin. O câncer de mama, outro dos mais frequentes, atinge no Brasil aproximadamente uma de cada 10 mulheres, e dessas uma em cada 10 é diagnosticada em idade fértil.

                  As mulheres sofrem com as consequências dos tratamentos do câncer. A radioterapia e a quimioterapia causam uma redução da função ovariana ou, até mesmo, sua anulação. De fato, estima-se que 42% das meninas ou mulheres jovens que recebem quimioterapia e/ou radioterapia tem algum desses problemas. Conservar a fertilidade das pacientes em que é diagnosticado um câncer deveria ser uma questão considerada no mesmo momento do diagnóstico.

 

                  Há alguns anos vem sendo propostas diferentes estratégias para proteger e conservar a função ovariana em pacientes com câncer e outras doenças.

       

                  Que opções existem para manter a fertilidade antes do tratamento?

                  Criopreservação de oócitos ou vitrificação: Consiste em congelar os oócitos depois de ter realizado um estímulo ovariano. Hoje em dia, diante da técnica de vitrificação se consegue excelentes resultados na hora de descongelar (97%). A grande vantagem dessa opção é que permite que a mulher tenha filhos alguns anos depois de congelá-los, mas com as mesmas possibilidades de quando os óvulos foram vitrificados.       

                   Criopreservação de tecidos ovarianos: Com esta técnica se consegue preservar a fertilidade e a função hormonal ovariana. Consiste na extração através de cirurgia laparoscópica do “córtex” de um dos ovários, para ser congelado posteriormente. Quando a paciente se cura, este “córtex” pode ser reimplantado no mesmo local em que foi obtido. Em meninas não é indicado a criopreservação de oócitos, mas pode ser indicada a de tecido ovariano: em adolescentes e mulheres jovens são adequadas as duas técnicas.       

                  Outras opções: A transposição cirúrgica dos ovários é realizada para evitar a exposição direta dos ovários à radioterapia e pode ser feita por ginecologistas treinados em cirurgia laparoscópica.       

 

                  Que opções existem depois do tratamento?

                  Se não foram criopreservados óvulos e tecidos ovarianos antes do tratamento.

                  As opções dependerão de cada situação:

                  1 – Meios naturais: A recuperação ovulatória  ocorre somente em 20-30% dos casos. O mais adequado, é tentar conseguir uma gestação por meios naturais, mas é conveniente esperar o tempo aconselhado por seu oncologista antes de tentar a gestação espontânea.

                  2 – Reprodução assistida: Se é recuperada a função dos ovários, mas a reserva ovariana é escassa, as probabilidades de conseguir uma gravidez de forma natural se reduzem. Nestes casos, é conveniente realizar um estudo da função ovariana, para medir as possibilidades de gravidez. Assim, dependendo da idade e da reserva ovariana da mulher, poderão ser realizados diferentes tratamentos de reprodução assistida que estão disponíveis atualmente [inseminação artificial, fecundação in vitro (FIV) ou microinjeção intracitoplasmática de espermatozóides (ICSI)]       

                 

                  3- Adoção: Por último, e não por isso menos importante ,outra alternativa para formar uma família é a adoção.

 

 

Que tratamentos podem afetar a fertilidade?

A infertilidade pode ser causada por qualquer um dos diferentes tratamentos oncológicos aplicados atualmente: Quimioterapia, Radioterapia ou Cirurgia.

1 – Quimioterapia

                  A Quimioterapia atua sobre todas as células do corpo, destruindo tanto as células cancerígenas como as saudáveis que estão em processo de divisão. Entre estas se encontram os óvulos. Por isso, um dos potenciais efeitos colaterais destes tratamentos é a influência no sistema reprodutivo: basicamente, sua consequência seria a redução do número de óvulos, embora os riscos possam variar segundo cada tratamento.    

                  2 – Radioterapia

                  A radiação no útero e ovários pode causar a infertilidade ou, em muitos casos, a esterilidade permanente. Em algumas mulheres o retorno da menstruação pode aparecer meses ou anos depois de encerrar seu tratamento.       

 3 – Cirurgia

                  Em casos que se extraiam os dois ovários (ooforectomia bilateral) não há possibilidades de manter a fertilidade, e se a extração é de um único ovário pode ser afetada em grandes proporções. Outro procedimento cirúrgico que pode afetar a fertilidade da mulher é da endometriose grave.

                  Perguntas mais frequentes

                  Quais são os sintomas da infertilidade?

                  Na mulher que foi tratada com Quimio/Radioterapia, pode haver ausência do ciclo menstrual, ciclos irregulares.       

                  Como é possível determinar a fertilidade de uma mulher?

                  Além da idade, podemos nos guiar por exames de sangue para avaliar seus hormônios e ultra-som ginecológico.       

                  Quando inicia e quanto dura a infertilidade depois de um tratamento oncológico?

                  Começa com o tratamento oncológico, mas a fertilidade pode ser recuperada após o tratamento ou também ocorrer uma infertilidade irreversível.        

                  A partir de que idade se pode congelar óvulos/tecido ovariano?

                  Pode-se congelar óvulos e tecidos ovarianos após o início do ciclo menstrual.

Quanto dura a amostra de tecido ovariano/óvulos criopreservados?

Podem permanecer congelados por anos sem perder sua qualidade.       

                É seguro o uso de oócitos/tecidos ovarianos criopreservados para um tratamento de reprodução assistida?

                  Hoje em dia, a utilização de óvulos congelados é segura e sua eficiência é amplamente comprovada. A utilização de tecidos ovarianos é contra-indicada em casos de leucemias.       

      

 

 

Fonte: Rizk, B; Garcia-Velasco, J; Sallam, H; Infertility and Assisted Reproduction. 2008. Cambridge University Press.

Fonte: Amato, JLS. Em Busca Da Fertilidade. 2014

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Estou grávida e não quero parar de fumar

Quando uma mulher planeja ter filhos ela deve saber que, quando esse desejo se concretizar, sua vida nunca mais será a mesma. Agora mais do que mulher, esposa, filha, ela também será Mãe e seus desejos não serão mais a sua prioridade. Uma criança não pode se cuidar sozinha e depende daqueles que a amam para se manter saudável e feliz.

Antes de ser criança, antes de sequer ser um bebê, ainda na barriga de sua futura mamãe, aquele feto depende completamente das vontades e atitudes de seus pais e o que possui mais próximo de independência são obras do acaso.

Tudo aquilo com o qual a gestante entra em contato, o seu futuro bebê entra também. Todas as substâncias que entram em seu corpo e percorrem o seu sangue podem atravessar a placenta que alimenta o feto.

Substâncias como o cigarro podem provocar sérios danos a esse ser ainda em formação. Gestantes que fumam tem maiores chances de gerar um bebê sem vida ou que falece antes de completar uma semana de vida*.

O início da gestação é o momento em que cada estrutura do corpo é formada e é um processo que não deve ser perturbado. O final da gestação é o momento em que aquele feto, já formado, engorda e adquire condições para viver fora do ambiente seguro que o guardava até então.

Os futuros pais são responsáveis por manter esse ambiente de fato seguro o tempo todo; o acompanhamento do pré-natal dá suporte para que o homem e a mulher se preparem para, no momento certo, ser pai e mãe.





*Nicotine & Tobacco Research Advance Access published August 13, 2013

Influence of Snuff and Smoking Habits in Early Pregnancy on Risks for Stillbirth and Early Neonatal Mortality – Sachiko Baba, Anna-Karin Wikström, Olof Stephansson, Sven Cnattingius

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