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Clinica de Reprodução Humana em São Paulo, SP. Tratamento de Infertilidade. Técnicas modernas de fertilização in vitro. Dicas para manter sua fertilidade.
Updated: 13 min 48 sec ago

Fertilização in Vitro por ICSI

Tue, 01/22/2019 - 09:59

Qual o custo de uma FIV/ICSI? O que é a FIV ICSI? Como é feita? Tem mais chance de gêmeos?

Micro Manipulação de Gametas

é introduzido o espermatozóide dentro do óvulo com uma agulha mais fina que o diâmetro de um fio de cabelo humano

ICSI significa Intra Citoplasmatic Sperm Inject – Micro Manipulação de Gametas. A técnica faz uso de microscópio e micromanipuladores, introduzindo o espermatozóide dentro do óvulo com uma agulha sete ou mais vezes mais fina que o diâmetro de um fio de cabelo humano. Isso tudo é uma complementação da própria técnica de FIV. Atualmente é utilizado nos casos de óvulos com zona pelúcida “enrijecida” (mulher > 40). 

O espermatozóide que vai fertilizar o óvulo é selecionado com uma micro agulha e depois é injetado dentro do óvulo.

Esta técnica é utilizada quando existem alterações na quantidade, na motilidade ou na forma dos espermatozóides, o que poderia impedir sua entrada no óvulo de maneira natural. Também se utiliza esta técnica quando o homem apresenta azoospermia e os espermatozóides devem ser recuperados por coleta alternativa. Também se utiliza esta técnica em pacientes com vasectomia.

A paciente recebe medicações que vão estimular o crescimento dos folículos ovarianos. Os ovários são avaliados periodicamente até os folículos apresentarem tamanho adequado para agendar o dia da fertilização. Ao final da indução da ovulação, é administrada uma medicação que vai terminar de amadurecer os óvulos e aproximadamente 35hs após este procedimento é agendada a aspiração dos óvulos (punção folicular).

A punção folicular é realizada sob sedação (anestesia). O médico utiliza o ultrassom com uma agulha e aspira os folículos ovarianos via transvaginal. Os óvulos são encontrados dentro do líquido aspirado. No mesmo dia, o homem colhe o sêmen através da masturbação. Após algumas horas, o casal é liberado.

No laboratório, o óvulo é injetado com uma microagulha com ajuda de um equipamento especial (micromanipulador). Após dois ou três dias, em alguns casos até cinco dias, a paciente retorna para transferência embrionária. A transferência não requer anestesia. Os embriões são colocados dentro do útero com um catéter especial com ou sem auxílio de uma ultra-sonografia pélvica via supra-púbica. Após 12 a 14 dias já se pode saber o resultado através do teste de gravidez (beta-hCG).

A chance de sucesso é semelhante à FIV e a taxa de gravidez por tentativa depende da idade da mulher e do diagnóstico do casal.

 

Qual o custo de uma FIV ICSI? Na avaliação inicial o médico pode informar valores atualizados que compreendem os medicamentos, o laboratório, os exames, o procedimento e os profissionais envolvidos.

 

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Autor: Dra. Juliana Amato

Fonte: Amato, JLS. Em Busca Da Fertilidade. 2014

 

Leia também:

icsitratamentotécnicaLocal do corpo: ÚteroCuidados pós procedimento: Repouso relativo e uso hormonal (indicado pelo médico)Preparo: Preparo hormonal e monitorização de cicloTipo de procedimento: NoninvasiveStatus: Bem definido
Categories: Medicina

Fertilização in vitro (FIV/IVF)

Tue, 01/22/2019 - 09:54

O que é a fertilização in vitro (FIV)? Em quais situações o método é aplicável? A FIV pode ajudar a engravidar?

  • Clínica de Reprodução Humana em São Paulo

    Clínica de Fertilização em São Paulo

  • Fertilização in vitro

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  • Como é feita a fertilização in vitro no laboratório

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  • Pipetagem no laboratório de fertilização

    Clínica de Fertilização in vitro

A Fertilização in vitro (FIV) é um processo em que as células ovarianas são fertilizadas pelo espermatozoide fora do corpo, in vitro. In vitro vem do Latim e significa em vidro, o que, no caso, se refere a um tubo de teste ou prato de Petri, daqueles usados em ciências.
FIV é um tratamento para a infertilidade que envolve controle hormonal do processo ovulatório, removendo o óvulo dos ovários femininos e permitindo que os espermatozoides fertilizem-o em um meio fluido (in vitro). O óvulo fertilizado é então transferido ao útero da paciente com a intenção de estabelecer uma gravidez de sucesso.
Usualmente, o tratamento da fertilização in vitro é preconizado uma vez que os outros tratamentos tenham falhado, seguidos meses de tentativas de engravidar sem sucesso.

O primeiro nascimento de sucesso de um “bebê de tubo de ensaio”, Louise Brown, ocorreu em 1978. Robert G. Edwards, o médico que desenvolveu o tratamento, foi premiado com o Nobel em Fisiologia ou Medicina em 2010.

 

A fertilização “in vitro”, também conhecida como bebê de proveta, é a união do espermatozóide com o óvulo no laboratório, formando o embrião que posteriormente será transferido para a cavidade uterina.

A paciente recebe medicações que vão estimular o crescimento dos folículos ovarianos. Os ovários são avaliados periodicamente até os folículos apresentarem tamanho adequado para agendar o dia da fertilização. Ao final da indução da ovulação, é administrada uma medicação que vai terminar de amadurecer os óvulos e aproximadamente 35hs após este procedimento é agendada a aspiração dos óvulos (punção folicular).

A punção folicular é realizada sob sedação (anestesia). O médico utiliza o ultrassom com uma agulha e aspira os folículos ovarianos via transvaginal. Os óvulos são encontrados dentro do líquido aspirado. No mesmo dia, o homem colhe o sêmen através da masturbação. Após algumas horas, o casal é liberado.

No laboratório, os óvulos são colocados em um recipiente com os espermatozóides (FIV clássica). Após dois ou três dias, em alguns casos até cinco dias, a paciente retorna para transferência embrionária. A transferência não requer anestesia. Os embriões são colocados dentro do útero com um catéter especial com ou sem auxílio de uma ultrassonografia pélvica via supra-púbica.

Após 12 a 14 dias, já se pode saber o resultado através do teste de gravidez (beta-hCG). A taxa de gravidez por tentativa depende da idade da mulher e do diagnóstico do casal.

 

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Autor: Dra. Juliana Amato

Clínica de Reprodução Humana Clínica de Fertilização in vitro

Leia também:

O processo de tratamento da Fertilização in vitro

A técnica da Fertilização in vitro na reprodução humana

 

 

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Fonte: Amato, JLS. Em Busca Da Fertilidade. 2014

fivfertilização in vitrotratamentotécnicainseminação vitroLocal do corpo: ÚteroCuidados pós procedimento: Repouso relativo e uso hormonal (indicado pelo médico)Preparo: Preparo hormonal e monitorização de cicloTipo de procedimento: NoninvasiveStatus: Bem definido
Categories: Medicina

Inseminação intra-uterina (IIU)

Tue, 01/22/2019 - 09:49

Intrauterine Insemination (IUI), Inseminação Intra Uterina (IIU), Inseminação in vitro

IIU

Inseminação Intra Uterina

A IIU - Inseminação Intra Uterina é também conhecida como IUI - Intrauterine Insemination.

 

 

 

O procedimento consiste na introdução do esperma capacitado dentro da cavidade uterina da mulher quando ocorre a ovulação. É utilizada quando o volume ou a concentração dos espermatozóides não são suficientes ou quando a mobilidade dos gametas decresce. Esta técnica também pode ser usada quando o muco cervical apresenta problemas. Em geral, neste procedimento, recomenda-se também o estímulo da ovulação na mulher como forma de potencializar os resultados. A taxa de sucesso da inseminação artificial depende muito das causas de infertilidade diagnosticadas. É essencial a permeabilidade em pelo menos uma das trompas, assim como um número mínimo de espermatozoides, para que a técnica funcione.
É um procedimento indolor realizado em consultório, ambulatorialmente, após o preparo do sêmen em laboratorio de infertilidade especializado.
É necessária a indução da ovulação por meio de medicamentos apropriados e acompanhamento ultrasonográfico frequente, onde será determinado o melhor momento para se fazer a inseminação.
No dia do procedimento, o parceiro deverá colher o material em laboratório, onde será processado, e a melhor amostra será separada para a inseminação no consultório.
A mulher não necessita de preparo especial no dia, devendo apenas comparecer na data e horários combinados.

 

 

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Autor: Dra. Juliana Amato

Fonte: Amato, JLS. Em Busca Da Fertilidade. 2014

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Categories: Medicina

Idade gestacional com a FIV

Tue, 01/22/2019 - 00:45
Idade gestacional

na FIV

A gestação humana é contada em semanas, com 40 semanas sendo considerado a gestação de termo. Muitas pessoas não percebem que quando é feito a fertilização in vitro (FIV), nós não iniciamos a conta a partir do dia de transferência do embrião para o útero.

A gestação é determinada pela idade do feto, e não pelo tempo que ele está sendo carregado. Desse modo, se você está tranferindo um embrião para o seu útero, o embrião já tem uma idade calculada.

Na gestação tradicional, a idade gestacional começa a contar a partir do último dia do período mentrual. No momento da concepção a idade gestação já está próxima de 2 semanas.

Portanto, ao calcular a idade gestacional na FIV, e também na barriga de aluguel, essa idade começa a ser calculada antes, e permite um calculo muito mais preciso, pois sabe-se a data exata da ovulação, da fertilização e da concepção. Toda essa informação ajuda a calcular precisamente a idade gestacional.

No geral, tranferindo um embrião de 3 dias vai dar uma idade de gestacional de 2 semanas e 2 dias logo após sair do laboratorio. Ao transferir um embrião de 5 dias, já sai com 2 semanas e 5 dias.

Após as 2 semanas de espera para realizar o teste de gravidez, pode chegar a 5 semanas de gestação, dependendo da idade do embrião ao ser tranferido.

A idade gestacional exata será estimada no primeiro ultrassom baseado no tamanho do saco gestacional e feto.

Gravidez múltipla é mais comum na FIV, e, nesses casos, o parto frequentemente ocorre antes das 40 semanas

Calcular a idade gestacional na FIV pode ser confuso. Existem várias calculadoras online para ajudar a fazer esse calculo, mas acredite no seu especialista em reprodução humana. A nossa calculadora de idade gestacional funciona para gestações normais.

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Categories: Medicina

HIV e gestação

Tue, 01/22/2019 - 00:43
HIV na gestação

como lidar

Esta informação é para você que foi diagnosticada com HIV (vírus de imunodeficiência humana) e está grávida ou planejando ter um bebê. Se você é um parceiro, parente ou amigo de alguém que está nesta situação, pode também ser útil. (Veja HIV no tratamento da infertilidade e reprodução humana)

Aqui você verá:

  • o que o HIV pode significar para você e seu bebê
  • quais são as maneiras mais eficazes de:
    • proteger o seu bebê no útero, durante o parto e nas primeiras semanas de vida
    • tratar-se durante a gravidez e trabalho de parto
  •  sobre o planejamento para a gravidez.

O que é HIV e o que isso pode significar para o meu bebê?

O HIV é um tipo de vírus chamado de retrovírus que impede o sistema imunológico do corpo de funcionar corretamente e dificulta a luta contra infecções. Se você tem o vírus, isso é reportado como sendo HIV positivo. O vírus pode ser transmitido de uma pessoa para outra através da troca de fluidos corporais, incluindo sangue, sêmen, fluídos vaginais e leite materno. Você pode passar o vírus para seu bebê através da placenta durante a gravidez, durante o nascimento e através do seu leite materno. O cuidado que você receberá visa reduzir o risco de transmitir o HIV para seu bebê. 

Que extras no pré-natal posso esperar se eu sou HIV positiva?

Cuidados especializados e verificações regulares de saúde devem ser realizados. Você deve ser cuidada por uma equipe de especialistas que inclui:

  • médico que se especializa em HIV, o infectologista
  • obstetra (médico especializado no tratamento de mulheres grávidas)
  • pediatra (médico especializado na saúde da criança).

Você e seu bebê deverão ser monitorados durante a gravidez, e isto pode incluir exames de ultra-som extras.

A quantidade de vírus (carga viral) e anticorpos para HIV (CD4) em seu sangue será monitorada, assim como serão os níveis de drogas se você estiver em tratamento.

Infecção e vacinação

Se você é HIV positiva, é importante saber se você é imune a certas infecções. Como outras mulheres grávidas, você será recomendada a fazer exames no início da gravidez para hepatite B, rubéola e sífilis. No entanto, você também será indicada a exames para hepatite C, varicela-zoster/catapora, sarampo e toxoplasmose.

Mulheres grávidas são indicadas para a vacina contra coqueluche. Você também será recomendada a ter vacinação para hepatite B (se você não está imune), para vacina da gripe e pneumococo (nos meses de Outono/Inverno). Estas são seguras na gravidez.

As vacinas para a varicela, sarampo, caxumba e rubéola não são seguras na gravidez e, portanto, serão oferecidas após o nascimento do seu bebê, se você não está imune.

Se você estiver recebendo tratamento para o HIV para a sua própria saúde, você pode ser recomendada a tomar antibióticos para reduzir as chances de desenvolver uma pneumonia.

Você deve ser indicada a usar um cotonete para infecções vaginais logo cedo na gravidez e depois novamente em torno de 28 semanas de sua gravidez. Se o cotonete mostrar infecção, deve ser oferecido tratamento para reduzir o risco de passar o HIV para seu bebê.

Síndrome de Down

Todas as mulheres são indicadas para um exame de triagem para a síndrome de Down. Se seu exame mostra que está em risco aumentado de ter um bebê com síndrome de Down, você será encaminhada para uma unidade de medicina fetal para discutir suas opções adicionais. Há um risco de que os testes possam transferir HIV para seu bebê. Isto será discutido com você totalmente.

Diabetes gestacional

Se estiver tomando certos medicamentos para o HIV no início da gravidez, você pode ser aconselhada a fazer um exame para diabetes gestacional (diabetes que é diagnosticada pela primeira vez na gravidez) entre 24 e 28 semanas. 

Posso reduzir a chance de passar o HIV para meu bebê?

Sim. Você pode reduzir significativamente o risco de passar HIV para seu bebê se você:

  • tiver tratando com drogas anti-retrovirais (veja abaixo)
  • evitar o aleitamento materno e optar por alimentar seu bebê com leite em fórmula
  • tiver uma cesariana, se sua equipe especializada recomendar.

Devo ter tratamento anti-retroviral na gravidez?

Sim. As drogas usadas para tratar a infecção pelo HIV são conhecidas como anti-retrovirais. Às vezes três ou mais tipos são usados juntos, o que é conhecido como terapia anti-retroviral altamente ativa (HAART). Seus médicos lhe oferecerão anti-retrovirais durante a gravidez e no nascimento de seu bebê (se já não estiver a tomá-los), para ajudar a reduzir a chance de passar o vírus para seu bebê. O tratamento anti-retroviral também pode ser benéfico para a sua saúde.

Se você não tiver tratamento anti-retroviral, há um risco muito maior de que você vá passar o vírus para seu bebê.

Tratamento anti-retroviral é seguro na gravidez?

Para você

Medicamentos anti-retrovirais são geralmente seguros, mas eles às vezes podem ter efeitos colaterais, incluindo problemas de estômago e digestivos, diabetes, erupções cutâneas, cansaço extremo, alta temperatura e falta de ar. É importante que informe o seu médico se você experimentar qualquer sintoma incomum enquanto estiver grávida.

Retrovirais às vezes também podem causar problemas hepáticos. Se você iniciou o HAART na gravidez, você deve fazer regularmente exames de sangue para verificar se seu fígado está funcionando normalmente. Algumas drogas podem reduzir os níveis de ferro no sangue (anemia) e você pode ser aconselhada a ter suplementos de ferro.

Você fica mais propensa a entrar em trabalho de parto mais cedo, se estiver tomando o HAART.

Para seu bebê

O tratamento anti-retroviral em si não parece ser prejudicial para os bebês. Não tomar a medicação é muito mais provável que seja prejudicial para seu bebê, porque o risco de transmitir o HIV para seu bebê será muito maior.

Que tratamento anti-retroviral devo fazer?

Você será recomendada a tomar os medicamentos, considerados o melhores para você. Também será informado quando deve começar e parar de tomá-los. 

Você já está tomando anti-retrovirais

Seus médicos recomendarão que você tome HAART durante a gravidez e depois de ter tido seu bebê. Se você esta tomado antes da gravidez, você não deve parar a medicação.

Você não está tomando anti-retrovirais

Deve ser indicado o tratamento para parar de passar o vírus para seu bebê. O tratamento usual é o HAART, conforme descrito acima. O tratamento com uma única droga anti-retroviral (zidovudina) pode considerar-se se sua carga viral for inferior a 10000, sua contagem de CD4 é de mais de 350 e se estiver preparada para ter uma cesariana.

Seu médico geralmente irá recomendar que você comece o tratamento entre 14 e 24 semanas de gravidez e continue até seu bebê nascer.

Qual é a melhor maneira de dar a luz ao meu bebê?

Sua equipe irá discutir com você a melhor maneira de dar à luz. O tratamento que você está tomando, sua carga viral e CD4 contam com 36 semanas e as gestações anteriores serão levadas em conta.

  • Você deve ser capaz de ter um parto vaginal, mesmo se você teve uma cesariana antes, se você estiver tomando o HAART, e tiver carga viral inferior a 50 e uma contagem de CD4 com mais de 350.
  • Se estiver tomando HAART e sua carga viral está entre 50 e 399, seus médicos podem recomendar uma cesariana, geralmente com 38 semanas. Isso vai depender do padrão de sua carga viral, há quanto tempo você esteve em tratamento e seus desejos.
  • Será informada que é melhor uma cesariana, geralmente com 38 semanas, se:
    • estiver tomando o HAART e tem uma carga viral de 400 ou mais
    • estiver tomando zidovudina sozinha
    • o vírus da hepatite C for detectado em seu sangue.

Se os seus médicos aconselham cesariana planejada, mas você quer um parto vaginal, sua vontade pode ser respeitada. No entanto, como com todas as mulheres, se há preocupações sobre você e seu bebê durante o trabalho de parto, pode ser necessária uma cesariana de emergência.

Para qualquer método que você escolher, uma amostra de seu sangue deve ser tomada no momento do nascimento para verificar a quantidade de vírus em seu sangue.

O que acontece se eu tenho uma cesariana planejada?

Se você estiver tomando o HAART, deve continuar a tomar como recomendado pelo seu médico.

Deve ser prescrita a zidovudina através de um soro, que será iniciado algumas horas antes de sua cesariana. Isso deve continuar até que seu bebê nasça e o cordão umbilical tenha sido fixado.

Porque é provável que você tenha sua cesariana antes de 39 semanas, deve ser indicada a um curso de duas a quatro injeções de corticoide durante um período de 48 horas para diminuir a chance de problemas respiratórios para o seu bebê. V

Se suas contrações começarem antes da sua cesariana planejada, vá direto para o hospital. A cesariana será feita assim que possível. Ocasionalmente, o trabalho de parto pode estar muito avançado e pode ser mais seguro para você e seu bebê ter um parto vaginal.

O que acontece se eu tiver um parto vaginal planejado?

Você deve receber tratamento HAART durante todo seu trabalho de parto. Quanto antes a sua bolsa estourar durante o trabalho de parto, maior o risco de transmitir o HIV para seu bebê.

Deve ser prescrita para uma infusão de zidovudina se sua bolsa rompeu ou se há o conhecimento de que tem uma carga viral muito alta.

Se passar da sua data de nascimento programada e sua carga viral não puder ser detectada, é possível ter o trabalho de parto iniciado (induzido).

E se minha bolsa estourar mais cedo?

Depois de 37 semanas

  • Parto vaginal planejado

Se sua bolsa estourar antes de você ir para o trabalho de parto e sua carga viral está a menos de 50, pode ser possível induzir o trabalho de parto com um soro para começar as contrações. Isto será iniciado imediatamente.

  • Cesariana planejada

Se sua bolsa estourar antes de sua cesariana planejada, vá direto para o hospital.

A cesariana será feita logo que possível.

 

Antes de 37 semanas

Se sua bolsa estourar antes de iniciarem suas contrações, sua equipe irá avaliar se seria melhor para seu bebê nascer, em vez de esperar. Isso vai depender de quão longe você está em sua gravidez e seu risco individual de transmitir o HIV para o seu bebê. 

Qual tratamento o meu bebê vai precisar após o nascimento?

Seu bebê deve receber medicamentos anti-retrovirais dentro de 4 horas e este deve ser continuado até que ele ou ela esteja entre 4 e 6 semanas de idade.

Seu bebê será testado para o HIV nos primeiros 2 dias, na alta do hospital, com 6 semanas e com 12 semanas. Se estes exames derem negativo e você não estiver amamentando, seu bebê não tem HIV. Será feito mais um exame para confirmar quando seu bebê tiver 18 meses de idade.

Qual é a melhor maneira de alimentar meu bebê?

Você pode reduzir significativamente o risco de transmitir o HIV, se você não amamentar e não usar seu próprio leite materno. Este é o meio mais importante de reduzir o risco do seu bebê. Se você é HIV positiva, é mais seguro usar leite de fórmula.

Ninguém será informado sobre meu status de HIV?

Sua equipe de saúde precisa estar ciente de que você é HIV positiva, para que possam fornecer o melhor cuidado possível para você e seu bebê. Essa informação constará em seu prontuário médico, de acesso restrito.

Se você ainda não disse a seu parceiro sexual que você é HIV positiva, a equipe irá incentivar e apoiar você para fazê-lo, a fim de reduzir o risco de transmissão.

Eles não devem contar a ninguém sobre seu estado de HIV sem sua permissão. Devem respeitar o seu direito à confidencialidade e usar do cuidado e sensibilidade, onde poderiam ser divulgadas informações sobre você para o seu parceiro ou parentes.

A única exceção é se você está colocando seu parceiro em risco. Nestas circunstâncias, os profissionais de saúde podem dizer ao parceiro sexual sobre seu estado de HIV. Mas sua equipe de saúde deve discutir isso com você primeiro. Eles devem ponderar os riscos envolvidos para você (por exemplo, violência e/ou abuso) antes de decidirem o que fazer.

O que devo fazer se eu estou planejando ter um bebê?

  • Se você ou seu parceiro é HIV positivo, deve ser informada sobre as práticas de sexo mais seguras e o uso de preservativos para prevenir a transmissão do HIV.
  • Você deve ser encaminhada para aconselhamento pré-gestacional e para conselhos sobre opções de concepção com uma equipe, que deve incluir um especialista em fertilidade e um especialista em HIV.
  • Você será aconselhada a esperar até que sua carga viral esteja baixa e para garantir que qualquer infecção seja tratada.
  • Todas as mulheres são aconselhadas a tomar ácido fólico (400 microgramas diários) por 3 meses antes de ficarem grávidas. Se estiver a tomar cotrimoxazol, você será aconselhada a tomar a dose mais elevada de ácido fólico (5 mg por dia).
  • Se o parceiro masculino for HIV positivo:
    • o risco de transmitir o HIV para a mulher é quase zero se ele estiver tomando o HAART, teve uma carga viral de menos de 50 por pelo menos 6 meses e não tem outras infecções e tem relação desprotegida apenas na época fértil do ciclo da mulher; nesta situação, a lavagem de esperma não pode reduzir o risco de transmissão do HIV e pode realmente reduzir a probabilidade de engravidar
    • você pode desejar considerar a concepção assistida com lavagem de esperma ou o esperma de um doador, se há uma grande chance de transmissão do HIV.

Há mais alguma coisa que eu deva saber?

Se você é HIV positiva, você deve obter aconselhamento contraceptivo de uma equipe especializada depois de ter tido seu bebê.

Mulheres com infecção pelo HIV são recomendadas a fazer esfregaços cervicovaginais anuais (papanicolau).

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Categories: Medicina

Inseminação de Doador

Tue, 01/22/2019 - 00:42
Inseminação

de doador

Isso envolve usar sêmen doado por outro homem. Como um casal, vocês podem decidir considerar inseminação de doador como uma alternativa para a injeção intracitoplasmática de espermatozoides (ICSI). Seu médico deve oferecer ambas as opções e explicar as vantagens e desvantagens de cada um. Sêmen doado pode ser usado para FIV se necessário.

Você pode ser indicado à inseminação de doador, se:

  • Há poucos espermatozoides no seu sêmen ou eles são de baixa qualidade e você decidiu fazer ao invés de realizar a ICSI ou
  • Você não tem espermatozoides no seu sêmen.

Você também pode ser indicado para inseminação de doador se tiver doença genética que poderia ser transmitida à criança, uma doença infecciosa que poderia ser transmitida à mulher ou à criança, ou se você e os grupos sanguíneos da sua parceira não são compatíveis.

Se você está considerando a inseminação de doador deve ser encaminhado para aconselhamento sobre as implicações para você e para as crianças que você puder ter. Todos os potenciais doadores de sêmen também devem ser indicados para aconselhamento independente para ajudá-los a pensar sobre as implicações da doação para si, seus próprios filhos e quaisquer crianças que possam ter como resultado da doação de sêmen.

Para as mulheres, antes de iniciar o tratamento com a inseminação do doador deve ser oferecido testes para confirmar que você está ovulando. Deve ser indicado exames para verificar suas trompas de falópio se houver algo no seu histórico médico que sugira que elas possam estar danificadas.

Se você estiver ovulando regularmente, deve ser indicada pelo menos 6 ciclos de inseminação de doador. Para reduzir o risco de gravidez múltipla pode ser indicada para uma inseminação 'não estimulada', que significa que você não receberá medicamentos de fertilidade para estimular seus ovários durante o tratamento. Você deve fazer inseminação intra-uterina em vez de inseminação intra-cervical porque isso pode dar uma chance maior de engravidar.

Se você não tiver engravidado após 3 ciclos de inseminação de doador, pode ser indicado exames para verificar suas trompas de falópio, se estes não tiverem sido feitos antes.

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Categories: Medicina

Qual a relação entre obesidade e infertilidade?

Tue, 01/22/2019 - 00:41
Perder peso para engravidar

Perder peso para engravidar

A obesidade é medida na prática com uma conta que usa o valor do peso e da altura. Essa conta representa um índice chamado índice de massa corporal ou IMC, de modo que quanto mais alto o índice mais acima do peso ideal a pessoa está. Esse excesso de peso já está associado aos mais diversos problemas de saúde, sendo considerado, por si só, uma condição que merece tratamento. Inúmeras pesquisas são feitas atualmente para compreender qual a relação entre a obesidade e a infertilidade. Será que, como a maioria dos aspectos da saúde humana, a capacidade reprodutiva também é negativamente influenciada por ela?
Um estudo* recentemente publicado na revista “Obstetrics and Gynecology Clinics of North America” procurou compreender melhor essa possível associação. Nele foi explicado que o tecido adiposo produz substâncias chamadas adipocinas, que influenciam a boa comunicação entre as células do corpo. Com essa comunicação dificultada, fica mais complicado executar corretamente as suas funções; essa influência pode inclusive ser exercida sobre as regiões do cérebro responsáveis pelo controle do ciclo ovulatório.
O tecido adiposo em excesso é considerado tóxico para o organismo porque também permite que a gordura seja estocada em diferentes células e tecidos, inclusive nos óvulos, afetando a sua qualidade.
O ciclo menstrual irregular, que pode estar presente em mulheres obesas, reflete o controle desregulado do organismo sobre a ovulação, mas parece que mesmo aquelas com o ciclo regular demoram mais para conseguir engravidar, assim como as chances de abortamento nessas mulheres também parecem ser maiores.
O aconselhamento por médico especialista antes da gravidez é muito importante para orientar a paciente obesa em relação a maneiras de como promover a sua capacidade reprodutiva, inclusive para aquelas que irão se submeter a tratamentos para infertilidade. Embora a perda de peso melhore de modo geral a função dos ovários e o desfecho da gravidez, o tratamento dessas pacientes deve ser individualizado, isto é, “cada caso é um caso”.

 

Veja também: Lipedema

*Obstet Gynecol Clin N Am 39 (2012) 479–493

Fonte: Amato, JLS. Em Busca Da Fertilidade. 2014

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