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Cirurgião Vascular em São Paulo
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Qual a sensação da veia entupida?

Tue, 04/13/2021 - 22:50

Veia entupida é o nome comum dado à obstrução arterial ou venosa que acontece quando o sangue é impedido de circular naturalmente por dentro de veias, vasos e artérias. Esse impedimento pode ter várias razões e provocar sintomas diversos ao indivíduo. Veja a seguir quais são os sintomas mais comuns da “veia entupida” e o que fazer ao identificar o problema.

“Veia entupida”: o que é?

Dizemos que uma veia está entupida quando o fluxo sanguíneo nessa região é interrompido e o sangue fica estagnado. Esse acúmulo de sangue gera vários desconfortos, além de doenças graves. Uma das regiões mais afetadas por veias entupidas são os membros inferiores, mais precisamente na região da panturrilha.

A aterosclerose é uma das principais causas das artérias entupidas e se caracteriza pela presença de placas de gordura no interior das artérias, obstruindo a passagem regular do sangue. A aterosclerose é responsável pela maioria dos casos de outra enfermidade: a doença arterial periférica (DAP).

 

Riscos de uma veia ou artéria entupida

O sangue possui vários componentes necessários à saúde e ao funcionamento de órgãos, músculos e tecidos, como o oxigênio, por exemplo. Quando alguma parte do corpo sofre com falta de oxigênio, estamos diante de uma isquemia, uma doença arterial que pode atingir qualquer parte do corpo, mas é muito comum na região das pernas e também no coração.

Além disso, a própria doença arterial periférica é uma consequência grave de um vaso entupido, pois, além dos sintomas extremamente desconfortáveis, também pode evoluir para outros problemas igualmente sérios e que necessitam de atenção urgente, como a amputação dos membros.

Por fim, temos a trombose venosa, que se caracteriza pela formação de coágulos dentro das veias, impedindo o fluxo sanguíneo. Esses trombos podem chegar até os pulmões, dificultando a chegada de oxigênio nesse órgão e causando uma embolia pulmonar, doença grave que pode levar o paciente a óbito.

 

Sensação de uma veia entupida

Será que é possível saber se uma veia do seu corpo está entupida? A partir da observação detalhada do corpo e dos sinais que ele apresenta, é provável que a pessoa que esteja com alguma artéria obstruída consiga perceber alguma alteração.

Apesar disso, é preciso saber que a artéria entupida faz parte de um problema crônico que é a doença arterial periférica. Por isso, os sintomas podem variar de acordo com a fase da doença e, quando em seu estágio inicial, alguns desses sinais podem não aparecer.

Ainda assim, podemos destacar alguns sintomas bastante relatados por quem sofre com veia entupida. São eles:

 

Dor local

A dor provocada pela veia entupida costuma atacar regiões específicas como os músculos da panturrilha e da coxa. O momento em que ela surge também é um fator de destaque. Geralmente, essa dor aparece quando o indivíduo começa a caminhar e diminui quando ele descansa.

Esse tipo de dor também é chamada de claudicante ou claudicação por causa da mudança alternada de movimentos iguais: caminhar, parar por causa da dor, voltar a caminhar quando a dor passa, parar novamente e assim por diante.

Quando a doença já está em estágio avançado, o indivíduo relata dores intensas nas pernas mesmo em repouso, quando está deitado, por exemplo. Muitos pacientes não conseguem dormir direito por causa da dor intensa e se sentem melhores quando deixam as pernas pendentes, para fora da cama.

 

Inchaço em apenas uma das pernas

Quando há formação de coágulos impedindo o fluxo sanguíneo dentro das veias, o local afetado sofre com inchaço e também é um sintoma a ser analisado com atenção. Esse inchaço é uma consequência direta do sangue acumulado, impedido de seguir o seu caminho natural.

Junto com o inchaço, o paciente pode experimentar calor na região, dor ao caminhar ou ao toque, irritação local e vermelhidão na pele.

Esse inchaço não ocorre nas duas pernas ao mesmo tempo, uma vez que nem sempre os dois membros são afetados pelo entupimento das veias ao mesmo tempo. Por isso, o paciente pode identificar uma perna com um volume maior, enquanto a outra continua com seu aspecto normal.

Então, uma perna mais inchada do que a outra, com dor e vermelhidão pode ser o resultado de uma veia entupida na região dos membros inferiores.

Além desses sintomas, podemos listar também:

 

Nos homens, a obstrução das artérias também pode causar disfunção erétil, quando a doença está em estágio avançado.

 

Como é feito o diagnóstico da veia entupida

Logo que identificar algum dos sinais listados, é fundamental que o indivíduo marque uma consulta com o cirurgião vascular e relate o que está sentindo.

Nesse primeiro contato, o médico deverá investigar os hábitos de vida do paciente que possam favorecer o surgimento da doença, analisar as pernas desse paciente em busca de indícios da doença, medir a pressão da região, que costuma ser mais baixa do que em outros locais, e solicitar exames para confirmar o diagnóstico.

Exames de imagem são essenciais para verificar a situação das artérias e o nível de estreitamento delas. São exemplos: ultrassom, angiografia, tomografia computadorizada e ressonância magnética.

 

Fatores de risco para a veia entupida

Pacientes que sofrem com veias entupidas costumam apresentar um perfil com alguns pontos em comum, considerados fatores de risco para a doença. Por exemplo:

  • Fumantes;
  • Obesos;
  • Sedentários;
  • Diabéticos;
  • Hipertensos;
  • Pessoas com colesterol alto;
  • Pessoas com mais de 50 anos: o avanço da idade compromete a saúde e qualidade das artérias;
  • Pessoas com histórico na família de doenças obstrutivas arteriais.

 

Como tratar a veia entupida

O tratamento para a veia entupida depende do grau de entupimento e de sua localização (arterial ou venoso), além das condições gerais de saúde da pessoa. Algumas mudanças de hábitos podem ajudar a prevenir e amenizar o problema como, por exemplo:

  • Fazer exercícios físicos;
  • Melhorar a alimentação;
  • Hidratação;
  • Parar de fumar e de ingerir álcool;
  • Controlar o diabetes, a pressão alta e o colesterol.

 

O médico pode prescrever medicamentos para ajudar a desentupir as artérias e veias e realizar exames de desobstrução desses vasos com a angioplastia, que pode ser ou não acompanhada da aplicação do stent, um pequeno tubo metálico que mantém a artéria livre de obstruções.

Como vimos, a sensação de uma veia entupida pode provocar no paciente dores nas pernas ao caminhar ou mesmo estando em repouso, acompanhado de inchaço em um dos membros, além de outros sintomas. Diante de qualquer alteração do tipo é fundamental buscar a orientação de um cirurgião vascular para diagnosticar e tratar o problema o quanto antes e evitar complicações.

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Categories: Medicina

O Glúten

Tue, 04/06/2021 - 17:35

O glúten é um combinado de proteínas de armazenamento denominadas prolaminas e glutaminas, que se unem com o amido no endosperma (que nutre a planta embrionária durante a germinação) das sementes de vários cereais da família das gramíneas (Poaceae), subfamília Pooideae, principalmente das espécies da tribo Triticeae, como o trigo, cevada, triticale (híbrido de trigo e centeio) e centeio. Esses cereais são compostos por cerca de 40-70% de amido, 1-5% de lipídios, e 7-15% de proteínas (gliadina, glutenina, albumina e globulina). Por sua estrutura bioquímica, esse tipo de glúten é, muitas vezes, denominado “glúten triticeae”, e popularmente conhecido como “glúten de trigo”.

Espécies da tribo Aveneae, como a aveia, não contém glúten, mas, normalmente, são processadas em fábricas e moinhos que também processam cereais que contêm essa substância, causando assim a contaminação da aveia pelos resíduos de glúten.

A viscosidade e elasticidade são propriedades naturais dos elementos proteicos do glúten, a gliadina (prolamina) e glutenina (glutelina). A gliadina (composta pelos aminoácidos sulfurados, cistina e cisteína) é uma proteína bastante extensível, mas pouco elástica, responsável pela ductibilidade e coesividade, enquanto a glutenina é o polímero responsável pela elasticidade da estrutura. A complexa mistura dessas duas cadeias proteicas longas resulta na formação da massa com propriedades de coesão e viscoelasticidade, na qual o glúten retém a água nos interstícios das cadeias proteicas.

Até recentemente acreditava-se que a intolerância ao glúten restringia-se aqueles que possuem doença celíaca e alergia ao trigo, porém, nos últimos anos, vários artigos científicos provaram que o glúten também afeta pessoas que não possuem essas doenças. Essa nova entidade foi nomeada de sensibilidade não-celíaca ao glúten. Mas não é tão nova assim, os primeiros relatos datam de 3 décadas atrás. Não se sabe a real prevalência da sensibilidade não celíaca ao glúten pois muitos pacientes fazem o auto diagnóstico e se tratam com dieta livre de glúten sem consulta médica, mas estima-se entre 6 a 63% da população. O problema aparenta ser mais frequente em mulheres jovens e de meia idade.

 

Os sintomas são semelhantes à síndrome do intestino irritável, como dor abdominal, flatulência, empachamento, diarreia, constipação, além de sintomas sistêmicos como dor de cabeça, dor muscular e articular, fadiga crônica, câimbras, dormência de membros, “mente embaçada”, perda de massa muscular, anemia, eczema, eritema, hiperatividade, ataxia, distúrbio de atenção e depressão. Os sintomas aparecem horas ou dias após a ingestão do glúten(1).

O diagnóstico é feito com o teste alimentar com dieta livre de glúten por três semanas. Não existe marcador laboratorial especifico para a sensibilidade não-celíaca ao glúten. Os marcadores anticorpos IgG antigliadina ocorrem em apenas metade dos pacientes.

O glúten também causa o aumento da permeabilidade intestinal. Quando ingerido, o glúten entre no trato gastrointestinal, e suas proteínas glutaminas e prolaminas são parcialmente hidrolisadas por proteases presentes no trato gastrointestinal. Ocorre aumento do peptídeo zonulina, envolvido regulação da junção celular, que aparentemente é responsável pelo aumento da permeabilidade intestinal.(2)

 

A alergia ao glúten é mediada por anticorpos IgE, sendo a ω5-gliadina o principal alérgeno.

 

Dieta livre de glúten.

 

Só existe um método provado de tratar a sensibilidade não-celíaca ao glúten, que, obviamente é a retirada completa do glúten da alimentação. Existe pouca informação sobre a quantidade mínima tolerável, que pode variar entre 10 a 100mg diários. A remoção completa de todo glúten da dieta não é factível por contaminação na preparação alimentar e presença de pequenas quantidades em alimentos e medicamentos.

Produtos sem glúten normalmente são feitos com farinhas e amidos refinados com baixa quantidade de fibras, necessárias para uma dieta saudável. A dieta livre de glúten também está associada a deficiência de vitamina C, B12, D e ácido fólico, portanto a ingesta de frutas e antioxidantes é recomendada. Alimentos sem glúten tem baixa quantidade de folato, sendo necessário reposição.

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Categories: Medicina

Como saber se a artéria está entupida?

Sat, 03/27/2021 - 14:51

Quando uma artéria está entupida, o corpo costuma apresentar alguns sintomas indicando que algo não está bem. Estar atento a esses sinais é de extrema importância para que o indivíduo consiga antecipar o diagnóstico e começar o tratamento da doença que está causando o entupimento o mais rápido possível. Você saberia dizer quais sintomas o corpo emite quando uma artéria está entupida? No artigo de hoje, vamos falar um pouco mais sobre isso.

O que é uma artéria entupida?

Dizemos que uma artéria está entupida quando o sangue não circula corretamente dentro dela. Isto é, quando o fluxo sanguíneo é interrompido por alguma má formação na parede dos vasos ou pela presença de algum coágulo que impede esse fluxo.

Quando essa obstrução acontece, os órgãos e os tecidos da região onde está a artéria entupida ficam comprometidos por falta de oxigênio, que chega até eles através da circulação sanguínea. As artérias localizadas nos membros inferiores são comumente afetadas por esses bloqueios, gerando desconfortos sucessivos, bem como outras áreas do corpo.

Principais causas do entupimento das artérias

Mas, o que causa o entupimento das artérias? Existem algumas doenças responsáveis por esse problema. Podemos listar:

Aterosclerose

A aterosclerose é uma doença comum que se caracteriza pelo endurecimento das artérias. Esse endurecimento pode ser provocado pelo acúmulo de gordura nos vasos ou por desgaste natural das veias devido ao envelhecimento do corpo.

A aterosclerose não costuma apresentar sintomas na sua fase inicial, mas sim quando as artérias estão muito comprometidas, o que ressalta mais ainda a importância do diagnóstico precoce.

Doença arterial periférica

É uma doença provocada pela aterosclerose e atinge a região periférica do corpo, como pernas e pés. O sangue não circula normalmente nessa região, comprometendo a saúde das pernas e gerando diversos desconfortos.

Além de dor e desconforto na região, a doença arterial periférica pode causar mudança de coloração nas pernas e extremidades dos dedos dos pés, ferimentos que demoram a cicatrizar, unhas que demoram a crescer, perda de sensibilidade dentre outros sintomas.

Embolia arterial

O desprendimento de um coagulo e sua migração para outro local é a embolia, que pode ocorrer no sistema arterial. A fonte desse coágulo pode ser o coração, a parede doente da artéria, ou mesmo um trombo venoso numa situação muito particular que é a embolia paradoxal.

Quando não tratada corretamente, a embolia arterial pode evoluir para gangrena e necrose.

É um evento de aparecimento súbito, com dor intensa nos membros.

Como saber se uma artéria está entupida?

Existem três maneiras que, em conjunto, ajudam o indivíduo a perceber a presença de algum problema de circulação causado por entupimento de artérias. As dicas são:

Fique atento aos sintomas

Quando o sangue não circula normalmente dentro das artérias, o corpo logo apresenta sinais que facilitam a identificação da doença. E esse é o primeiro ponto a ser analisado. Fique atento a:

  • Cansaço e fraqueza nas pernas;
  • Formigamento;
  • Pequenos ferimentos e úlceras difíceis de cicatrizar;
  • Inchaço;
  • Dor intensa, mesmo estando em repouso;
  • Dificuldade de caminhar;
  • Pele avermelhada por causa da retenção de sangue;
  • Sensação de calor ou frio na região afetada;
  • Perda de pelo;
  • Necrose nas pernas, em estágio mais grave da má circulação e que pode evoluir para amputações;
  • Dor no peito, caso a artéria entupida seja uma coronária;
  • Confusão mental e tontura, caso a artéria bloqueada seja na cabeça.
Busque uma consulta médica com um médico vascular

Ao perceber um ou mais sintomas listados acima, é de extrema importância e urgência buscar ajuda médica com um especialista nesse tipo de enfermidade que é o cirurgião vascular.

O médico tem experiência suficiente para perceber a causa do incômodo descrito pelo paciente e pode fazer um diagnóstico com base nos seus conhecimentos, solicitando exames para confirmar ou não a sua suspeita.

Realize os exames solicitados

Os exames são ferramentas fundamentais para garantir a certeza do diagnóstico do médico. Além de identificar uma artéria entupida, os exames podem medir o grau de comprometimento das artérias, facilitando a compreensão da doença e melhor sugestão de tratamento. Os exames mais comuns para identificação de artéria entupida são:

Cateterismo: é um exame invasivo, com introdução de um cateter nas veias e artérias, a fim de identificar obstruções nas artérias coronárias. É um exame muito utilizado para diagnóstico e tratamento de problemas vasculares e cardíacos.

Ecocardiograma: outro exame que também permite ao médico a identificação de artérias entupidas, mas precisamente aquelas que envolvem o coração. É um exame de imagem simples e de rápida execução.

Angiotomografia: esse é um exame de imagem que permite que o médico visualize a presença de placas de gordura dentro das artérias, provocando o bloqueio do sangue.

Ecografia/Ecodoppler: também é um exame de imagem que permite ver a situação das artérias e perceber se há ou não obstáculos impedindo o fluxo do sangue.

Medição de pulsos e pressão: quando o paciente tem algum problema de circulação na região das pernas, como resultado de alguma doença periférica, a pressão nessa região é menor do que em outras partes do corpo, o que pode ser verificado pelo médico que está fazendo a avaliação inicial.

Como vimos, a artéria entupida é uma condição que afeta boa parte da população em geral e normalmente a causa dessa obstrução está relacionada à presença de placas de gordura nos vasos, mas também pode ser provocada por alterações na parede de veias, vasos e artérias, dificultando o fluxo natural do sangue. A melhor forma de perceber se está sofrendo ou não com uma artéria entupida é ficar atento aos sintomas listados aqui, procurar um médico vascular e seguir todas as orientações recomendadas.

 

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Urticária colinérgica

Fri, 03/26/2021 - 12:30

Na urticária colinérgica, a formação de caroços, placas ou manchas avermelhadas pelo corpo é mais comum em situações onde ocorre o aumento da temperatura do corpo, como exercícios físicos intensos, banhos quentes, calor excessivo, estresse, consumo de bebidas e alimentos quentes e apimentados e contato com substâncias quentes, como compressas, por exemplo.

É um tipo de alergia que faz parte do grupo de urticárias que são desencadeadas por estímulos físicos, como calor, sol, frio, contato com produtos e suor, sendo que é comum a pessoa que apresenta ter mais de um tipo.

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Lipedema Fotos

Thu, 03/18/2021 - 18:41

Todos querem ver fotos de lipedema para tentar se comparar. Separo alguns desenhos de lipedema baseados em fotos.

Fotos de Lipedema

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Categories: Medicina

O que é a circulação periférica?

Thu, 03/18/2021 - 13:11

Chamamos de circulação sanguínea o trajeto que o sangue faz dentro do nosso corpo, levando a todos os órgãos e tecidos o oxigênio e demais substâncias necessárias para o desempenho de suas funções. O coração é o responsável pelo bombeamento de sangue na área central do corpo. Quando essa circulação acontece na parte inferior do corpo e nos membros superiores, ela é chamada de circulação periférica e pode apresentar diversos problemas quando o fluxo sanguíneo se torna irregular. A seguir, vamos saber mais sobre circulação periférica, doenças relacionadas, sintomas e medidas de prevenção.

 

Circulação periférica: o que é

Circulação periférica é aquela que acontece em partes específicas do corpo como pernas, braços e abdômen. É isso que a diferencia da circulação geral, aquela que percorre todo o corpo humano, incluindo a região da cabeça.

Sempre que falamos em circulação é comum que as pessoas confundam com aquela que acontece no coração, uma vez que esse é o órgão responsável pelo bombeamento e distribuição geral de sangue. Então, para facilitar o entendimento, podemos dizer que ao falarmos em periférico, estamos nos referindo ao fluxo sanguíneo que não acontece no coração.

É importante fazer essa diferenciação porque ela elimina uma confusão também muito comum que é associar um problema de circulação periférica a problemas cardíacos, simplesmente porque envolvem o sistema circulatório. Fato que o nome “cardiovascular” ajuda a aumentar essa confusão. Contudo, não são problemas obrigatoriamente relacionados.

A circulação periférica pode ser comprometida por muitas doenças que não tem relação com problemas cardíacos, mas por insuficiência venosa provocada por lesões, doenças arteriais periféricas ou mau funcionamento de veias e vasos.

 

Má circulação periférica: o que é e por que acontece

A má circulação acontece quando o fluxo sanguíneo não segue o seu curso natural, sendo interrompido ou prejudicado por alguma doença que atinge os vasos sanguíneos. O resultado deste comprometimento é a ausência ou quantidade insuficiente de sangue nas pernas e pés.

Como vimos, o funcionamento correto do nosso corpo só acontece quando a circulação sanguínea segue seu fluxo normal. A má circulação periférica impede que pernas, pés e abdômen recebam o oxigênio necessário.

Sem oxigênio, os tecidos ficam comprometidos, fazendo surgir diversos sintomas. Em alguns casos mais graves, esses tecidos podem morrer, de fato, levando à amputação de membros inferiores. É uma situação muito comum em quem sofre com diabetes, por exemplo, e não mantém a doença controlada.

 

Causas da má circulação

A principal causa da má circulação periférica é o endurecimento das artérias, provocado por doenças como a aterosclerose. Nesse tipo de enfermidade, placas de gordura se acumulam dentro das artérias, bloqueando a passagem de sangue e, consequentemente, de oxigênio.

A aterosclerose provoca também a doença arterial periférica (DAP ou DAOP), que se caracteriza pela diminuição do sangue nas artérias dos membros inferiores e que pode evoluir para a necrose dos tecidos afetados.

Outros fatores que causam a má circulação são as veias doentes, que também dificultam o fluxo sanguíneo, fazendo surgir um problema muito conhecido, especialmente, das mulheres que são as varizes. Estas são as principais consequências da insuficiência venosa.

 

Como identificar problemas na circulação periférica

Quando a má circulação sanguínea atinge a região periférica do corpo, existem alguns sintomas que logo indicam a presença de algum problema que merece ser investigado. Podemos citar:

  • Dor e cansaço nas pernas e pés;
  • Inchaço (edema);
  • Vermelhidão ou escurecimento da pele;
  • Presença de varizes e microvasos;
  • Pequenos ferimentos nas pernas e nos pés;
  • Sensação de formigamento nas pernas;
  • Cãibras;
  • Fadiga;
  • Fraqueza nas pernas;
  • Úlceras de difícil cicatrização etc.

 

Como prevenir a má circulação sanguínea e periférica

Não existe uma maneira que seja totalmente eficaz para evitar a má circulação sanguínea, contudo existem alguns cuidados que podem retardar o aparecimento ou evitar que algumas alterações surjam ou se agravem. Seguem as dicas:

 

Manter uma alimentação saudável

Focar em uma alimentação balanceada, com ingestão de alimentos naturais e evitando processados e industrializados. Evitar também alimentos muito calóricos ricos em açúcar e gordura.

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Fazer atividade física

Um fator que influencia diretamente a má circulação sanguínea é o sedentarismo. Ficar muito tempo sem mexer o corpo compromete o fluxo dos líquidos corporais.

 

Perder peso

O sobrepeso e a obesidade geram uma sobrecarga enorme para pernas e pés, piorando quadros já existentes de doenças e estimulando o aparecimento de outras. Dieta e exercícios são eficazes para a redução do percentual de gordura no corpo.

 

Combater o alcoolismo e o tabagismo

Beber e fumar são hábitos que comprometem severamente o funcionamento do corpo humano, especialmente seus órgãos internos, pois aceleram a morte precoce das células.

 

Evitar ficar muito tempo na mesma posição

Seja deitado ou em pé, ficar muito tempo em uma única posição é prejudicial à circulação sanguínea. Pessoas que trabalham o dia inteiro em pé ou sentadas ou em recuperação pós-cirurgia podem sofrer com problemas de circulação e insuficiência venosa como as varizes.

 

Consultar um médico vascular

O cirurgião vascular é a especialidade responsável pelo tratamento e cuidado das doenças relacionadas à má circulação periférica. Logo que sentir algum desconforto ou identificar alguma alteração na pele, a orientação é buscar o diagnóstico para facilitar o tratamento.

 

Cirurgião vascular ou cirurgião cardíaco? Qual procurar?

O cirurgião vascular trata do sistema circulatório, mas o coração não está entre os órgãos acompanhados por essa especialidade médica. Como dissemos, o cirurgião vascular cuida de problemas arteriais periféricos, que podem também atingir o coração, mas que, nesse caso, são tratados por outra especialidade, que é o cirurgião cardíaco ou cardiologista.

Em todo o caso, o indivíduo precisa procurar ajuda médica sempre que notar algum sintoma que sinalize o surgimento de alguma doença, seja ela de ordem periférica ou cardíaca. Caso o médico que o atenda verifique que o caso deve ser acompanhado por outra especialidade, ele mesmo fará essa recomendação ou encaminhamento do paciente.

Como vimos, a circulação periférica é aquela que percorre as áreas mais extremas do corpo como pernas, pés, abdômen e órgãos adjacentes. O coração, portanto, não está incluso. Assim, o médico que trata as doenças arteriais periféricas, cirurgião vascular, não é o mesmo que opera o coração que, no caso, é o cirurgião cardíaco.

Para evitar essas doenças, é preciso ficar atento aos sinais da má circulação sanguínea na região periférica do corpo, observando alterações desconfortáveis nas pernas e buscando ajuda médica logo que perceber algo fora do normal. E, claro, não se esquecer de cultivar hábitos saudáveis, fundamentais para a saúde não só do sistema vascular e circulatório, mas de todo o corpo humano.

 

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Quais são as doenças vasculares periféricas?

Fri, 03/12/2021 - 18:11

As doenças vasculares periféricas também são conhecidas como doenças arteriais periféricas e, como o nome sugere, são aquelas que atingem a extremidade do corpo, mais precisamente as pernas e os pés. Veja a seguir quais são os principais tipos dessa doença, seus fatores de risco e o que você pode fazer para evitar que elas surjam.

O que são doenças vasculares periféricas?

As doenças vasculares periféricas, (DVP), são distúrbios que afetam a circulação periférica do corpo, ou seja, a região das pernas e dos pés. A doença provoca estreitamento das artérias localizadas na região dos membros inferiores, prejudicando a circulação sanguínea local.

Quando não recebe o sangue de forma adequada, essa parte do corpo também não recebe oxigênio, essencial para a saúde e sobrevivência dos tecidos. A consequência da ausência de oxigênio, portanto, é a fragilidade dos tecidos que demoram a se recuperar após alguma lesão.

Mas, o que provoca esse estreitamento das artérias? A principal causa do comprometimento dos vasos sanguíneos é a formação de placas de gordura que, além de bloquear o fluxo sanguíneo, também endurece e lesiona as artérias por onde o sangue circula.

Além disso, existem alguns fatores de risco que aumentam a probabilidade do indivíduo sofrer com a doença vascular periférica. Falaremos mais sobre esses fatores de risco no final deste artigo.

 

Principais doenças vasculares periféricas

As doenças vasculares periféricas que mais atingem a população são:

Insuficiência venosa (varizes)

A insuficiência venosa é uma doença extremamente comum que atinge especialmente a região das pernas de homens e mulheres. O público feminino, contudo, é o que mais sofre com esse problema. A doença é provocada por má circulação nos vasos sanguíneos, geralmente ocasionada por bloqueios ou mau funcionamento das veias.

As varizes são uma das complicações da insuficiência venosa. São veias saltadas e tortuosas, que podem surgir como pequenos vasinhos e evoluir para condições mais graves da doença. A presença de varizes nas pernas é sinal de que há algum problema com a saúde dos vasos sanguíneos.

Sintomas

Além de veias aparentes e saltadas, outros sintomas da insuficiência venosa são veias de coloração arroxeada ou avermelhada, dor, cansaço e formigamento nas pernas, sensação de peso e desconforto geral na área afetada.

Quando não tratadas corretamente e precocemente, as varizes podem evoluir para complicações mais graves como trombose, úlceras e outras doenças.

Aterosclerose

A aterosclerose é a principal causa das doenças vasculares periféricas já que ela é responsável pelo acúmulo de placas de gordura dentro dos vasos sanguíneos, bloqueando a passagem do sangue e evitando que o oxigênio, o sangue e outros nutrientes cheguem aos órgãos e tecidos.

A aterosclerose pode atingir várias partes do corpo e as pernas são um exemplo de área atingida com frequência.

Sintomas

O acúmulo de gordura nos vasos acontece ao longo da vida do indivíduo e, nem sempre, oferece sinais que indiquem um problema.

Quando está em estágio mais avançado e acontece o rompimento dessas placas é que a pessoa começa a sentir que algo não vai bem com o seu corpo. Além disso, os sintomas podem variar de acordo com a área afetada. 

Quando atinge as artérias do pescoço e da região da cabeça, a aterosclerose pode provocar acidente vascular cerebral (AVC), morte súbita e infarto.

A aterosclerose, quando atinge as veias localizadas nas pernas, costuma provocar desconforto, cansaço e dor sem causa aparente e até durante períodos de descanso, dor ao caminhar e também ferimentos.

Trombose venosa

A trombose venosa é causada pela presença de coágulos nas veias mais internas das pernas, por isso também é chamada de trombose venosa profunda. Geralmente, o trombo se instala na região da panturrilha, responsável pelo bombeamento de sangue para os membros inferiores.

A trombose venosa pode evoluir para uma complicação bem mais grave que é a embolia pulmonar. Acontece quando o coágulo presente nas veias das pernas se desprende e segue o fluxo da corrente sanguínea chegando até os pulmões, bloqueando as artérias do órgão, provocando falta de ar e dor no peito. A embolia pulmonar é uma das causas mais comuns de morte repentina.

Temos também a trombose arterial, que é quando o coágulo bloqueia uma artéria. Uma das principais consequências dessa doença é o AVC (Acidente Vascular Cerebral). É uma doença perigosa que precisa ser diagnosticada o mais rápido possível.

Mas, o que provoca a trombose venosa?

A trombose normalmente se manifesta quando uma pessoa passa muito tempo imóvel, em uma mesma posição. É o que acontece em voos muito longos, após a realização de cirurgias ou quando a pessoa tem alguma condição que a obriga a ficar por muito tempo sem se movimentar.

Além disso, como vimos, a trombose pode ser causada por alguma lesão ou mau funcionamento de veias e artérias que dificultam a passagem de sangue, formando os trombos. É o que caracteriza as doenças vasculares periféricas.

Sintomas

Os principais sintomas da trombose são: dor, inchaço local, vermelhidão, calor e musculatura rígida.

Fatores de risco para as doenças vasculares periféricas

Existem alguns fatores de risco que podem aumentar a chance de uma pessoa sofrer com uma doença vascular periférica. São eles:

  • Predisposição genética;
  • Sedentarismo ou longos períodos em posição imóvel;
  • Obesidade;
  • Tabagismo;
  • Alcoolismo;
  • Uso prolongado de anticoncepcionais;
  • Idade avançada;
  • Doenças cardiovasculares e respiratórias;
  • Diabetes;
  • Altas taxas de colesterol;
  • Alimentação rica em gorduras e industrializados;
  • Varizes (fator de risco para a trombose);
  • Estresse.
Como prevenir

Não existe uma maneira cem por cento segura de prevenir o surgimento dessas doenças, mas é possível reduzir o risco de ser afetado por elas. O primeiro passo é conhecer todos os fatores de risco e tentar ficar longe deles.

Assim, é preciso melhorar a alimentação, perder peso, deixar de lado os hábitos pouco saudáveis, fazer atividade física e driblar o estresse realizando atividades relaxantes. Além disso, é preciso tratar doenças já existentes como diabetes, hipertensão e doenças cardíacas.

Por fim, realizar uma consulta com um médico vascular logo que identificar alguma alteração no corpo ou após os 35 anos de idade, especialmente se houver algum caso na família de doença vascular periférica ou similares.

Como pudemos perceber, as doenças que afetam o sistema vascular periférico são extremamente nocivas ao indivíduo causando não só problemas estéticos, como é o caso das varizes, mas, principalmente, impedindo uma vida com mais qualidade e mais longa, que é o mais importante.

 

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Categories: Medicina

O que são distúrbios vasculares?

Tue, 03/09/2021 - 21:06

Chamamos de distúrbios vasculares qualquer doença que comprometa de alguma forma os vasos sanguíneos, responsáveis pelo transporte de oxigênio, sangue e demais líquidos por todo o corpo humano.

Assim, todos os distúrbios vasculares, ao atingirem o sistema cardiovascular, também chamado de sistema circulatório, acaba atingindo também o sistema arterial, o sistema venoso e o sistema linfático, visto que eles se relacionam nas funções que executam.

Distúrbios vasculares: o que são?

Como vimos, distúrbios vasculares são doenças que atingem os sistemas venoso, arterial e linfático prejudicando o correto funcionamento de vasos, veias e artérias. Algumas doenças em outros órgãos também podem surgir por causa de vasos lesionados ou doentes, essa característica peculiar da especialidade que abrange todo o corpo humano.

Em resumo, toda e qualquer alteração que se instale e atrapalhe a função desses sistemas são chamados de distúrbios vasculares. A seguir, veremos alguns exemplos:

 

Quais os principais distúrbios vasculares?

O sistema cardiovascular pode sofrer com a incidência de vários tipos de doenças. Apesar dos pontos em comum, elas não são todas iguais. Confira.

Doenças do sistema linfático

O sistema linfático é o responsável pelo transporte de líquidos presentes nos tecidos para o sistema circulatório. É um sistema importante para o corpo porque transporta proteínas não absorvidas pelos vasos capilares, atua na função imunológica e auxilia na filtragem do sangue.

As doenças mais comuns que atacam o sistema linfático e que são frequentemente tratadas pelo cirurgião vascular são:

Erisipela

A erisipela é uma infecção dermatológica provocada por uma bactéria que atinge os vasos linfáticos. A doença ataca a parte mais externa da pele e compromete especialmente a região das pernas e dos pés. Também é conhecida como vermelhidão por causa da aparência do local atingido.

Outros sintomas da erisipela são as feridas em tons avermelhados, inflamação e dor local. Se não for tratada, a erisipela pode evoluir e provocar ferimentos maiores e de difícil cicatrização. E se surgir com frequência, essa doença também pode gerar complicações causando a temida elefantíase.

A melhor forma de prevenção da erisipela é manter pernas e pés saudáveis, longe de infecções, ferimentos e micoses que podem ser porta de entrada para micro-organismos, causadores deste e de outros problemas.

Linfedema

O linfedema também é uma doença cardiovascular cuja principal característica é o inchaço provocado pelo acúmulo de líquido proteico em diferentes partes do corpo, especialmente nas pernas e nos braços.

Esse acúmulo geralmente é ocasionado por alguma interrupção no fluxo da linfa pelos vasos, que pode acontecer por causa de algum obstáculo ou por causa de alguma alteração nas paredes dos vasos por onde a linfa circula.

Quando atinge as pernas, o linfedema pode ser resultado da erisipela de repetição, ou seja, quando ocorre muitas vezes em seguida, cada vez com sintomas mais fortes.

Já quando os braços são mais atingidos pelo linfedema, o inchaço costuma ter relação com tratamentos de câncer de mama, em que a cirurgia para retirar o nódulo maligno acaba também removendo alguns linfonodos, prejudicando o funcionamento do sistema linfático.

 

Doenças do sistema arterial

O sistema arterial é composto por vasos que saem do coração e se ramificam por toda a extensão do corpo. As principais doenças que o atingem são:

Aterosclerose

Uma doença muito comum que atinge o sistema arterial é a aterosclerose. Com o passar da idade, as artérias ficam mais endurecidas, estreitas e comprometidas, bloqueando o fluxo sanguíneo natural. Esse bloqueio provoca isquemias em diferentes partes do corpo como coração, pescoço e pernas.

Isquemias

Quando atinge as artérias do coração, a isquemia provoca diversas reações, dentre elas o ataque cardíaco. Já quando a isquemia acontece nas artérias do pescoço, o resultado é o AVCI (Acidente Vascular Cerebral Isquêmico). O AVCI é uma doença que pode levar a óbito em pouquíssimo tempo, além de deixar sequelas que comprometem muito a vida do indivíduo. Portanto, o socorro nesses casos deve ser urgente.

Por fim, temos a isquemia nas pernas, chamada de doença arterial obstrutiva periférica – DAOP, que também é provocada pela má circulação sanguínea. A isquemia causa dor e cansaço nas pernas, mesmo em repouso, ferimentos no local e coloração arroxeada ou azulada nas pontas dos dedos.

Essa doença arterial é bastante grave e, se não for tratada, pode levar a amputações dos membros inferiores. Além disso, é um fator de risco para a incidência de outras doenças arteriais como o AVC.

Estenose

A estenose é o estreitamento das artérias impedindo a livre circulação de sangue e oxigênio para órgãos como o coração. É uma das causas de outras doenças vasculares como o AVC.

Aneurismas

As artérias também podem ficar dilatadas, provocando aneurismas. Essa dilatação é responsável pelo enfraquecimento dos vasos que, por sua vez, podem romper e causar hemorragias. Os principais tipos de aneurisma são:

  • Aneurisma de aorta: primeiro tipo de aneurisma mais comum e que pode atingir a região do tórax (aneurisma de aorta torácico) ou do abdômen (aneurisma de aorta abdominal), esse último caso sendo o mais comum.
  • Aneurisma de ilíaca: segundo tipo de aneurisma mais comum e que atinge as ramificações da aorta, na região abdominal.
  • Aneurisma de vasos viscerais: terceiro tipo mais comum de aneurisma e atinge órgãos específicos como fígado, intestino, rim e baço, ou seja, as vísceras abdominais.
  • Aneurisma de carótida: atinge as artérias localizadas ao lado do pescoço.
  • Aneurisma de artéria renal: compromete especificamente os rins.
Doenças do sistema venoso

O sistema nervoso é responsável pelo transporte do sangue das extremidades do corpo até o coração. 

Varizes

Dentre as doenças que atingem o sistema venoso, a principal delas são as varizes. As varizes se apresentam como veias dilatadas, saltadas e irregulares, que surgem nos membros inferiores de mulheres, grupo mais atingido.

Apesar de muitas pessoas considerarem as varizes como um problema apenas quando elas estão em estágio avançado, é preciso destacar que até os vasinhos pequenos, que aparecem como pequenas ramificações na pele, já são indícios de distúrbios vasculares e precisam de cuidados médicos.

As varizes provocam dor, cansaço, sensação de peso e outros desconfortos, especialmente quando a pessoa fica muito tempo em pé ou sentada. Quando não tratadas, as varizes podem evoluir para doenças mais graves, causando, inclusive, úlceras de difícil cicatrização.

Outras doenças do sistema venoso são:

Como vimos, os distúrbios vasculares podem se apresentar em uma enorme diversidade de doenças, atingindo sistemas diferentes, porém complementares. Diante de qualquer sintoma que possa sinalizar algum problema de circulação, o indivíduo precisa entrar em contato com o cirurgião vascular para identificar o problema e começar o tratamento antes da evolução da doença.

 

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O que é um médico vascular?

Mon, 03/08/2021 - 11:59

Você sabe o que é um médico vascular e qual o caminho que ele percorreu para alcançar esse posto e essa titulação? Hoje, falaremos um pouco sobre toda a trajetória do médico e cirurgião vascular, desde a graduação até as especializações. Veremos também por que é importante que o médico esteja atualizado constantemente dentro do seu ramo de atuação e como isso pode interferir na escolha do paciente na hora em que ele precisa tratar de alguma doença vascular.

Como é a formação do Médico Cirurgião Vascular

A formação do médico vascular começa quando ele decide que quer cursar medicina na faculdade e, para isso, se prepara para o vestibular de uma instituição de ensino superior que oferta o curso. Os vestibulares para as faculdades de medicina são sempre muito concorridos e, para conseguir uma vaga, é preciso muita dedicação.

Graduação e Internato

A graduação do médico vascular dura cerca de seis anos. Na graduação, o médico vai formar toda a sua bagagem teórica, aprendendo nos livros e com os professores, tudo relacionado às doenças humanas, seus sintomas e tratamentos.

Esses seis anos da graduação são divididos em quatro anos na faculdade de medicina e os dois últimos anos no internato, dentro do hospital, já cuidando dos pacientes e de suas doenças. Nessa fase, o médico é chamado de interno.

Residência em Cirurgia geral

Após o internato, vem a residência que é outro período em que o médico já atua dentro do hospital, dessa vez se dedicando à cirurgia geral. O período de residência na cirurgia geral dura entre 2 e 4 anos e o médico também é avaliado mediante uma prova final.

Nessa fase da residência, o médico já começa a buscar a sua subespecialização. Ou seja, ele já começa a decidir sobre qual área deseja atuar após a formação completa. Quem deseja atuar como cirurgião vascular precisa fazer a residência médica na cirurgia geral. Já quem deseja se tornar um angiologista, pode fazer a residência na clínica médica.

Após essa fase, o médico já tem a formação em cirurgia geral, concluída ao final da residência, e já pode tratar doenças como hérnia, hemorroidas, apendicite e outras doenças abdominais.

Residência em Cirurgia Vascular

A segunda residência que o médico tem que enfrentar para se tornar um médico vascular é a residência em cirurgia vascular que também dura entre 2 e 4 anos, com mais uma prova no final desse período.

Esse momento é bem mais dedicado à subespecialidade da cirurgia vascular. Ou seja, o médico está especificando mais ainda as doenças com as quais ele deseja lidar enquanto médico e já está se qualificando bastante com as experiências.

Nessa fase, ele vai tratar doenças vasculares que envolvem o sistema arterial, o sistema venoso e o sistema linfático. No sistema arterial, algumas doenças comuns são a aterosclerose, o aneurisma e as estenoses.

As doenças venosas mais comuns do sistema venoso são as varizes e a trombose. Por fim, o sistema linfático apresenta as doenças linfáticas como o linfedema e a erisipela.

Subespecialização

Após passar pela graduação, internato, residência em cirurgia médica e pela residência em cirurgia vascular, o profissional já é médico, já é cirurgião geral e cirurgião vascular. Agora ele também pode se subespecializar em:

  • Cirurgia endovascular: nesta especialização, o médico aprende os tratamentos mais modernos realizados dentro dos vasos como a colocação de stents e a fazer a embolização, além de outros procedimentos minimamente invasivos. É o que também chamamos de angiorradiologia.
  • Ecografia vascular: especialização em que o médico aprende a realizar exames ultrassonográficos e ecográficos dentro das patologias vasculares. Também é outro título que o médico vascular pode conseguir e acrescentar no seu currículo.

Quem regula essas titulações médicas

O MEC (Ministério da Educação) é o órgão federal que regula a profissão através das graduações e das residências. As faculdades que oferecem o curso de medicina, por exemplo, precisam passar pelo crivo do MEC antes de começarem as suas atividades. Isto é, precisam ser reconhecidas pelo órgão.

Já os títulos médicos que o profissional vai recebendo durante a sua carreira, como o de cirurgião vascular, especialista em cirurgia endovascular e outros, são ofertados pela Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV).

Carreira acadêmica

Outra opção disponível para o médico vascular é a carreira acadêmica. Após a graduação e todas as residências e especializações já listadas aqui, o médico pode fazer mestrado, doutorado, pós-doutorado e, assim, se tornar professor em uma universidade pública ou privada.

Também é uma alternativa muito interessante e extremamente importante porque ele repassa para outros futuros médicos uma carga enorme de conhecimento, se tornando fundamental para a formação com excelência de outros profissionais.


A medicina avança e o médico deve estar preparado

O fato é que, para um médico vascular, assim como para outros especialistas, o estudo nunca acaba. Reunir um bom pacote de especializações pode durar até 12 anos ou mais até chegar naquilo que ele deseja para a sua vida de médico.

A medicina avança muito rapidamente e o médico precisa ficar atento a todas as novidades que surgirem para aprender e aplicar tudo na solução do problema que o seu paciente apresenta.

Muitos procedimentos que hoje são realizados de forma natural e contínua não são ensinados nem no período de graduação e nem nas residências. Muitas dessas inovações surgem depois da formação de muitos profissionais ou ainda não estão disponíveis aqui no nosso país.

Um exemplo é a cirurgia de varizes com laser que é uma técnica nova que chegou aqui no Brasil recentemente e começamos a fazer antes de outros profissionais.

Outro exemplo de procedimento novo é a cirurgia endovascular que também não era realizada no Brasil, mas que fomos procurar saber como funcionava em outros países como a Itália. E de lá trouxemos conhecimentos valiosos a respeito.

Por fim, e não menos importante, temos o lipedema. Um assunto sobre o qual praticamente ninguém falava nada e que conseguimos trazer para o público não apenas informações precisas que facilitam o diagnóstico, mas também excelentes maneiras de tratar a doença.

 

Escolhendo o seu médico vascular

O cirurgião vascular é ultraespecializado em tratamento vascular, arterial, venoso e linfático. Passou por muitos testes de aprendizagem e é capaz de lidar com diversas doenças que afetam as pessoas. Por isso, é importante buscar um cirurgião que tenha passado por todas essas fases, que tenha um bom currículo (que pode ser visto no sistema do curriculo lattes) respaldado pelo MEC e pela SBACV e que entenda que estudar faz parte de toda a vida de um médico. Se aperfeiçoar, buscar conhecimento demonstra comprometimento com o seu trabalho e também com as pessoas que depositam nele a solução dos seus problemas.


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Como prevenir as doenças vasculares?

Mon, 03/08/2021 - 11:44

Prevenir a instalação de doenças vasculares é um fator importante na busca diária por uma vida mais saudável e longeva. As doenças vasculares são problemas graves responsáveis por uma porcentagem considerável de mortes no país. Além disso, seus sintomas e complicações comprometem severamente a mobilidade, a realização de atividades diárias, a estética e a saúde mental do indivíduo. Veja a seguir quais são as principais doenças vasculares e o que fazer para preveni-las.

O que são doenças vasculares?

Doenças vasculares são aquelas que atingem e prejudicam o bom funcionamento do sistema vascular, formado pelos vasos sanguíneos responsáveis pelo transporte de sangue e outras substâncias por toda a extensão do corpo humano.

O principal efeito das doenças vasculares é a interrupção da circulação sanguínea pelo corpo, causando complicações graves como acúmulo de líquido, acúmulo de sangue, formação de coágulos e lesões nas veias e nas artérias.

 

Principais doenças vasculares e como prevenir

Existe uma série de doenças que atingem o sistema vascular e o bom funcionamento dos vasos sanguíneos. As principais serão listadas a seguir com suas respectivas medidas de prevenção.

Varizes

As varizes talvez sejam as doenças vasculares mais comuns e mais conhecidas da população em geral. Caracterizam-se por veias dilatadas, saltadas e avermelhadas, algumas com formatos semelhantes a teias de aranha e que provocam dor, inchaço e cansaço nas pernas.

As varizes podem ser de dois tipos: primárias, de origem genética e secundárias, adquiridas devido a algum fator externo.

Prevenção de varizes de origem genética

Ao identificar alguém na família com histórico de varizes, a mulher já deve tomar precauções para evitar que esse problema também a atinja, já que ela está dentro do fator de risco. O primeiro passo é procurar um cirurgião vascular para investigar e antecipar o tratamento da veia doente.

Outra técnica de prevenção é o uso da meia elástica de leve compressão. É um hábito que reduz bastante o surgimento das varizes. As meias de compressão estimulam a circulação sanguínea e aliviam sintomas como o inchaço e o cansaço, muito comum naquelas pessoas que ficam muito tempo em pé ou passam o dia sentadas por conta do trabalho.

A prática de hábitos saudáveis também é outra forma de prevenir as varizes. Portanto, é importante fazer atividade física, exercitar os músculos, especialmente da panturrilha e evitar hábitos nocivos como o uso do cigarro e o álcool em excesso.

Prevenção das varizes de origem secundária

As varizes secundárias geralmente são adquiridas após algum trauma ou devido a complicações como a trombose venosa. Nesse caso, é preciso evitar esses acidentes e tratar qualquer complicação vascular previamente identificada para evitar as varizes. E, claro, levar uma vida ativa com prática de hábitos saudáveis.


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Trombose venosa

A trombose venosa se caracteriza pela presença de coágulos dentro dos vasos sanguíneos, impedindo a circulação. Pode ser superficial quando atinge a parte mais externa das veias e pode ser profunda quando está entre os músculos das pernas.

Por ser uma doença que também tem um fator genético forte, uma das medidas de prevenção é buscar orientação de um cirurgião vascular antes que surjam os primeiros sintomas. A trombose pode ser uma complicação das varizes e, por isso, é preciso ficar atento.

Outro ponto importante de prevenção é perder peso. A obesidade é uma das causas da trombose venosa. Além disso, é recomendado o uso de meias elásticas e a prática de atividades físicas de forma constante.

 

Aneurisma periférico

O aneurisma periférico caracteriza-se pela dilatação de uma artéria na região das pernas, devido à presença de coágulos, impedindo a circulação. Pode causar inchaço, dor e vermelhidão local, além de outros problemas de circulação.

A melhor prevenção é a consulta com o cirurgião vascular para diagnóstico precoce da doença, bem como o início do tratamento o quanto antes.

 

Pé diabético

O pé diabético é uma doença que atinge pessoas que têm diabetes e os principais sintomas são: calos, rachaduras, micoses, ferimentos, mudança na tonalidade da pele, dor e infecções. A má circulação sanguínea é um dos grandes causadores dessa doença.

Como medida de prevenção, o primeiro passo é manter o diabetes controlado. Aliado a isso, é necessário redobrar os cuidados com os pés usando calçados confortáveis, evitando andar descalço, evitar cortes na região dos membros inferiores, secar bem os pés para evitar micoses e tratar com urgência qualquer feridinha que possa surgir.

 

Doença arterial obstrutiva periférica

Ocorre quando há alguma obstrução ou estreitamento das artérias dos membros inferiores. Geralmente é provocada pelo acúmulo de placas de gordura no sangue, além do envelhecimento natural do corpo.

Algumas medidas de prevenção consistem em: controlar os índices de colesterol, manter uma alimentação saudável, perder peso, evitar o tabagismo, controlar o diabetes e a hipertensão e sair do sedentarismo.

Além disso, é fundamental buscar ajuda médica, já que a doença apresenta sintomas leves, porém, desconfortáveis e que exigem o tratamento correto.

 

Quais são os fatores de risco para as doenças vasculares

Além das causas comuns das doenças vasculares, existem os fatores de risco. São situações, hábitos ou condições que envolvem o indivíduo aumentando o risco da incidência dessas doenças. É importante conhecer esses fatores para aprender a lidar melhor com eles.

  • Obesidade
  • Tabagismo
  • Consumo excessivo de álcool
  • Ficar muito tempo em pé
  • Ficar muito tempo sentado
  • Alimentação rica em gordura, frituras e demais alimentos pouco saudáveis
  • Histórico familiar de doenças vasculares
  • Sedentarismo
  • Hipertensão
  • Diabetes
  • Altos índices de colesterol
  • Idade avançada
  • Ter sofrido com outras doenças vasculares no passado
  • Problemas cardíacos

 

É muito importante estar ciente desses fatores de risco porque eles também podem funcionar como um método de prevenção geral para as doenças vasculares. Ao analisar os seus hábitos e o seu estilo de vida, o indivíduo pode promover mudanças na sua rotina e afastar o surgimento dessas e de outras enfermidades.

Como vimos, existem diferentes tipos de doenças vasculares e a prevenção de cada uma delas depende do conhecimento prévio das suas causas. Contudo, algumas orientações são básicas e comuns a todas, como a consulta periódica com um médico vascular, profissional especializado no tratamento dessas doenças e que pode antecipar o diagnóstico de algum problema, antes do surgimento dos sintomas. Além disso, é fundamental manter hábitos saudáveis e tentar evitar, dentro do possível, os fatores de risco que também influenciam no surgimento e agravamento da doença.

 

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