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Clinica de cirurgia vascular, angiorradiologia, endovascular, ecodoppler vascular, angiologia e radiologia intervencionista. Tratamento de varizes com laser.
Updated: 29 min 28 sec ago

Trombose Venosa e Avião (TVP, tromboflebite, embolia)

Mon, 08/07/2017 - 14:13
O dr. Alexandre Amato explica quais são as recomendações gerais tanto para quem sofre, quanto para evitar a trombose venosa em viagens de avião. Confira!  

**** Transcrição *****       Olá, sou doutor Alexandre Amato, cirurgião vascular, do Instituto Amato. E hoje vou falar sobre três assuntos, trombose venosa, embolia pulmonar e avião. Que será que avião tem a ver com tudo isso? Bom, a trombose venosa é a formação de um coágulo, um trombo dentro de uma veia e isso pode causar dor e inchaço. Quando esse coagulo se desprende ele pode percorrer as veias e ir parar no pulmão causando uma embolia pulmonar. A embolia pulmonar é muito grave podendo causar até a morte, por isso que as pessoas têm o medo da trombose. Na verdade, o medo é da embolia pulmonar decorrente de uma trombose venosa profunda. Então o tratamento da trombose consiste na anticoagulação e esse tratamento visa a diminuição do risco de embolia pulmonar. Quem tem uma embolia pulmonar pode sentir muita súbita falta de ar, dor torácica, escarro com sangue, formigamento e tudo isso pode sugerir uma embolia pulmonar. Mas normalmente estão associados aos sintomas da trombose venosa também. Então a pessoas que tem uma perna inchada, tem a dor na perna e em seguida passou a ter os sintomas da embolia pulmonar. Então agora o que que tudo isso tem a ver com avião? No avião em viagens longas principalmente com mais de 3 horas há um risco maior pela situação de ficar parado de se desenvolver uma trombose e consequentemente uma embolia então o medo vem daí. Mas agora o risco não é igual para todo mundo, quem possui fatores de risco, deve se preocupar mais com uma trombose então, quais são os fatores de risco? Quem já teve uma trombose, quem tem uma trombofilia, ou seja, uma doença do sangue que pode desencadear uma trombose, quem teve uma cirurgia recente, quem está imobilizado com a perna enfaixada, engessada, quem tem alguma doença grave e mais alguns outros fatores também. Existe um trabalho bem interessante um trabalho antigo que foi publicado mostrando quem teve trombose e tinha viajado de avião, dessas pessoas quase totalidade estava sentada em na janelinha, não estava sentado no corredor então isso vem do fato de que quem está no corredor acaba se movimentando mais tendo mais liberdade de movimentação do que quem está na janelinha. Então vamos lá, o que a gente pode fazer para evitar uma trombose e consequentemente uma embolia pulmonar no avião? Então, em primeiro lugar é não ficar parado o tempo todo tentar se movimentar, fazer exercícios na perna para bombear o sangue de volta, tomar bastante liquido o liquido não só dilui o sangue que não fica tão espesso, mas também te obriga a ir no banheiro que acaba se movimentando mais, o uso da meia elástica   serve não só para evitar trombose, mas também diminui os sintomas de uma viagem prolongada, como aquele inchaço no final da viagem e dor, sensação de peso e cansaço nas pernas. Outra dica agora, é usar o corredor e não a janelinha, Então como recomendações gerais para todo mundo eu digo, fazer exercícios de panturrilha então movimentar a perna durante o voo, se movimentar o máximo que puder, se hidratar bem tomar bastante liquido. E quem tem fator de risco, primeiro ter uma orientação pelo seu médico, pelo seu cirurgião vascular, mas basicamente vai ser o uso da meia elástica e possivelmente em alguns casos o uso de medicação anticoagulante para deixar o sangue mais fino e com menos risco de trombose. Se você gostou das informações compartilhe nosso vídeo e veja os nossos outros vídeos nas mídias sociais. Obrigado. Tags: trombosevenosavenosovideo Select ratingGive Trombose Venosa e Avião (TVP, tromboflebite, embolia) 1/5Give Trombose Venosa e Avião (TVP, tromboflebite, embolia) 2/5Give Trombose Venosa e Avião (TVP, tromboflebite, embolia) 3/5Give Trombose Venosa e Avião (TVP, tromboflebite, embolia) 4/5Give Trombose Venosa e Avião (TVP, tromboflebite, embolia) 5/5 Average: 5 (1 vote)
Categories: Medicina

Trombose Venosa e Avião (TVP, tromboflebite, embolia)

Mon, 08/07/2017 - 14:13
O dr. Alexandre Amato explica quais são as recomendações gerais tanto para quem sofre, quanto para evitar a trombose venosa em viagens de avião. Confira!  

**** Transcrição *****       Olá, sou doutor Alexandre Amato, cirurgião vascular, do Instituto Amato. E hoje vou falar sobre três assuntos, trombose venosa, embolia pulmonar e avião. Que será que avião tem a ver com tudo isso? Bom, a trombose venosa é a formação de um coágulo, um trombo dentro de uma veia e isso pode causar dor e inchaço. Quando esse coagulo se desprende ele pode percorrer as veias e ir parar no pulmão causando uma embolia pulmonar. A embolia pulmonar é muito grave podendo causar até a morte, por isso que as pessoas têm o medo da trombose. Na verdade, o medo é da embolia pulmonar decorrente de uma trombose venosa profunda. Então o tratamento da trombose consiste na anticoagulação e esse tratamento visa a diminuição do risco de embolia pulmonar. Quem tem uma embolia pulmonar pode sentir muita súbita falta de ar, dor torácica, escarro com sangue, formigamento e tudo isso pode sugerir uma embolia pulmonar. Mas normalmente estão associados aos sintomas da trombose venosa também. Então a pessoas que tem uma perna inchada, tem a dor na perna e em seguida passou a ter os sintomas da embolia pulmonar. Então agora o que que tudo isso tem a ver com avião? No avião em viagens longas principalmente com mais de 3 horas há um risco maior pela situação de ficar parado de se desenvolver uma trombose e consequentemente uma embolia então o medo vem daí. Mas agora o risco não é igual para todo mundo, quem possui fatores de risco, deve se preocupar mais com uma trombose então, quais são os fatores de risco? Quem já teve uma trombose, quem tem uma trombofilia, ou seja, uma doença do sangue que pode desencadear uma trombose, quem teve uma cirurgia recente, quem está imobilizado com a perna enfaixada, engessada, quem tem alguma doença grave e mais alguns outros fatores também. Existe um trabalho bem interessante um trabalho antigo que foi publicado mostrando quem teve trombose e tinha viajado de avião, dessas pessoas quase totalidade estava sentada em na janelinha, não estava sentado no corredor então isso vem do fato de que quem está no corredor acaba se movimentando mais tendo mais liberdade de movimentação do que quem está na janelinha. Então vamos lá, o que a gente pode fazer para evitar uma trombose e consequentemente uma embolia pulmonar no avião? Então, em primeiro lugar é não ficar parado o tempo todo tentar se movimentar, fazer exercícios na perna para bombear o sangue de volta, tomar bastante liquido o liquido não só dilui o sangue que não fica tão espesso, mas também te obriga a ir no banheiro que acaba se movimentando mais, o uso da meia elástica   serve não só para evitar trombose, mas também diminui os sintomas de uma viagem prolongada, como aquele inchaço no final da viagem e dor, sensação de peso e cansaço nas pernas. Outra dica agora, é usar o corredor e não a janelinha, Então como recomendações gerais para todo mundo eu digo, fazer exercícios de panturrilha então movimentar a perna durante o voo, se movimentar o máximo que puder, se hidratar bem tomar bastante liquido. E quem tem fator de risco, primeiro ter uma orientação pelo seu médico, pelo seu cirurgião vascular, mas basicamente vai ser o uso da meia elástica e possivelmente em alguns casos o uso de medicação anticoagulante para deixar o sangue mais fino e com menos risco de trombose. Se você gostou das informações compartilhe nosso vídeo e veja os nossos outros vídeos nas mídias sociais. Obrigado. Tags: trombosevenosavenosovideo Select ratingGive Trombose Venosa e Avião (TVP, tromboflebite, embolia) 1/5Give Trombose Venosa e Avião (TVP, tromboflebite, embolia) 2/5Give Trombose Venosa e Avião (TVP, tromboflebite, embolia) 3/5Give Trombose Venosa e Avião (TVP, tromboflebite, embolia) 4/5Give Trombose Venosa e Avião (TVP, tromboflebite, embolia) 5/5 No votes yet
Categories: Medicina

Dieta anti-inflamatória

Wed, 08/02/2017 - 22:29

Está se tornando cada vez mais claro que a inflamação crônica é a causa de muitas doenças graves – incluindo doenças cardíacas, muitos cânceres, e a doença de Alzheimer. Todos conhecemos a inflamação na superfície do corpo como dor, calor, inchaço e vermelhidão local. É o pilar da resposta de cura do corpo, trazendo mais nutrição e mais atividade imunológica para um local de lesão ou infecção. É com a inflamação que o corpo resiste e luta contra algo que não seja natural. Mas quando a inflamação persiste, não cessa ou ocorre onde não deve, danifica o corpo e provoca doenças. Estresse, falta de exercício, predisposição genética e exposição a toxinas (como o fumo de tabaco), todos podem contribuir para tal inflamação crônica. Mas, as escolhas alimentares também desempenham um papel importante, e é aí que podemos fazer a diferença. A aprendizagem de como alimentos específicos influenciam o processo inflamatório é a melhor estratégia para conter e reduzir os riscos de doença a longo prazo. 
A dieta anti-inflamatória não é uma dieta no sentido popular de perder peso – não é um programa de perda de peso (embora as pessoas possam fazer e perder peso com ela), além da dieta anti-inflamatória não ser um plano de alimentação para ficar por um período limitado de tempo, ou seja é mais uma reeducação alimentar. Em vez disso, ela é uma maneira de selecionar e preparar alimentos que tenham propriedades anti-inflamatórias, baseando-se no conhecimento científico de como podem ajudar seu corpo a manter a saúde ótima. Juntamente influenciando a inflamação, esta dieta natural anti-inflamatória fornecerá energia constante e amplas vitaminas, minerais, fibra dietética de ácidos graxos essenciais e a proteção dos fitonutrientes.
Você também pode adaptar suas receitas existentes de acordo com estas dicas de dieta anti-inflamatória:
Dicas gerais da dieta anti-inflamatória:

  • Foque na variedade. Principio importante para qualquer mudança de longo prazo.
  • Inclua alimentos frescos tanto quanto possível.
  • Minimize o consumo de alimentos processados e fast-food.
  • Coma em abundância frutas e legumes.

Ingestão calórica

  • A maioria dos adultos precisa consumir entre 2.000 e 3.000 calorias por dia.
  • Mulheres e pessoas menores e menos ativas precisam de menos calorias.
  • Homens e pessoas maiores e mais ativas precisam de mais calorias.
  • Se você está comendo o número apropriado de calorias para o seu nível de atividade, seu peso não deve variar muito.
  • A distribuição das calorias que você ingerir deve ser da seguinte forma: 40 a 50% de carboidratos, 30% de gordura e 20 a 30% de proteína.
  • Tente incluir carboidratos, gordura e proteína em cada refeição.

Hidratos de carbono (Carboidratos)

  • Em uma dieta de 2.000 calorias por dia, as mulheres adultas devem consumir entre 160 a 200 gramas de carboidratos por dia.
  • Homens adultos devem consumir entre 240 a 300 gramas de carboidratos por dia.
  • A maioria disto deve ser na forma de alimentos menos refinados, menos-processados com uma carga de baixo índice glicêmico.
  • Reduza o consumo de alimentos feitos com farinha de trigo e açúcar, especialmente o pão e alimentos embalados (incluindo batatas fritas e biscoitos).
  • Coma mais grãos integrais tais como arroz integral e trigo bulgur, em que o grão está intacto, ou em alguns pedaços grandes. Estes são preferíveis aos produtos de farinha de trigo integral, que tem aproximadamente o mesmo índice glicêmico que os produtos de farinha branca.
  • Coma mais feijões, abóboras de inverno e batata doce.
  • Cozinhe o macarrão al dente e coma-o com moderação.
  • Evite produtos feitos com alta frutose e xarope de milho.

Gordura

  • Em uma dieta de 2.000 calorias por dia, 600 calorias podem vir de gordura – ou seja, cerca de 67 gramas, e isso é saudável. Isto deve ser na proporção de 1:2:1 de gordura saturada a monoinsaturada e poliinsaturada.
  • Reduza sua ingestão de gordura saturada comendo menos manteiga, creme, queijo de alto teor de gordura, frango com pele e carnes gordas e produtos feitos com óleo de palmeira e óleo de côco.
  • Use o azeite extra virgem como um óleo de cozinha principal. Se você quer um óleo de sabor neutro, use óleo de canola prensado, orgânico. As versões de óleos de girassol e açafrão orgânicos, altamente oleicos e expelíveis também são aceitáveis.
  • Evite açafrão-bastardo/cártamo e óleos de girassol, óleo de milho, óleo de semente de algodão e mistura de óleos vegetais.
  • Evite rigorosamente margarina, gordura vegetal e todos os produtos que as listam como ingredientes. Estritamente evite todos os produtos feitos com óleos parcialmente hidrogenados de qualquer tipo. Inclua na sua dieta abacate e nozes, especialmente nozes, castanha de caju, amêndoas e manteigas de castanhas, feitas a partir dessas nozes.
  • Para ácidos graxos ômega-3, coma salmão (de preferência salmão fresco, congelado ou enlatado), sardinhas embaladas em água ou azeite, arenque e bacalhau preto (peixe negro, peixe-manteiga); ovos enriquecidos com ômega-3; as sementes de linhaça (de preferência moídas na hora); ou tome um suplemento de óleo de peixe (procure produtos que fornecem tanto EPA e DHA, em uma conveniente dose diária de duas a três gramas).

Proteína

  • Em uma dieta de 2.000 calorias por dia, sua ingestão diária de proteína deve estar entre 80 e 120 gramas. Coma menos proteína, se você tiver problemas renais ou hepáticos, alergias, ou uma doença autoimune.
  • Diminua o consumo de proteína animal, com exceção do peixe, iogurte e queijo natural de alta qualidade.
  • Coma mais proteína vegetal, especialmente a partir de grãos em geral e soja em particular. Familiarize-se com toda a variedade de alimentos de soja disponíveis e encontre aqueles que você gosta.

Fibra

  • Tente comer 40 gramas de fibra por dia. Você pode obter isso, aumentando o consumo de frutas, especialmente berries, legumes (especialmente feijões e grãos) e cereais integrais.
  • Cereais prontos para consumo podem ser fontes de boa fibra, mas leia os rótulos para certificar-se de que eles te dão pelo menos 4, e de preferência 5, gramas de farelo para cada porção de 30 gramas.

Fitonutrientes

  • Para obter máxima proteção natural contra doenças relacionadas a idade (incluindo doenças cardiovasculares, câncer e doenças neurodegenerativas), bem como contra a toxicidade ambiental, coma uma variedade de frutas, legumes e cogumelos.
  • Escolha frutas e legumes de todas as áreas do espectro de cor, especialmente berries, tomate, laranja e frutas amarelas e folhas verdes escuras.
  • Escolha produtos orgânicos sempre que possível. Saiba quais culturas convencionalmente cultivadas são mais suscetíveis de transportar resíduos de pesticidas e evite-as.
  • Coma os vegetais crucíferos (família da couve) regularmente.
  • Inclua alimentos de soja em sua dieta.
  • Beba chá em vez de café, especialmente chá branco, verde ou oolong de boa qualidade.
  • Se você bebe álcool, escolha vinho tinto, preferencialmente. E com moderação.
  • Desfrute de chocolate amargo com moderação (com um teor mínimo de cacau de 70 por cento).

Vitaminas e minerais
A melhor maneira de obter todas as suas vitaminas diárias, minerais e micronutrientes é comer uma dieta rica em alimentos frescos, com uma abundância de frutas e legumes. Além disso, é possível complementar sua dieta com coquetel antioxidante, desde que acompanhada por médico:

  • Vitamina C, 200 miligramas por dia.
  • Vitamina E, 400 IU de Tocoferóis mistos naturais (d-alfa-tocoferol com outros tocoferóis, ou, melhor, um mínimo de 80 miligramas de uma mistura natural de tocoferóis e tocotrienóis).
  • Selênio, 200 microgramas de uma forma orgânica (ligada ao fermento).
  • Carotenoides mistos, 10.000-15.000 IU diariamente.
  • Os antioxidantes podem ser mais convenientemente tomados como parte de um suplemento multivitamínico/multimineral diário que também fornece pelo menos 400 microgramas de ácido fólico e 2.000 UI de vitamina D. Ele não deve conter nenhum ferro (a menos que você seja uma mulher e tenha períodos menstruais regulares) e nenhuma vitamina A pré-formada (retinol). Tome estes suplementos com a sua maior refeição.
  • As mulheres devem tomar cálcio suplementar, de preferência como citrato de cálcio, 500-700 miligramas por dia, dependendo da sua ingestão deste mineral. Os homens devem evitar cálcio suplementar.

Outros suplementos dietéticos

  • Se você não está comendo peixes oleosos pelo menos duas vezes por semana, tome suplemento de óleo de peixe, em cápsula ou em forma líquida (dois a três gramas por dia de um produto contendo EPA e DHA). Procure produtos certificados por serem livres de metais pesados e outros contaminantes.
  • Converse com seu médico sobre fazer terapia de baixa dose de aspirina, tome uma ou duas aspirinas por dia (81 ou 162 miligramas).
  • Se você não vai comer regularmente gengibre e cúrcuma, considere tomar estes de forma suplementar.
  • Adicione coenzima Q10 (CoQ10) ao seu regime diário: 60-100 miligramas em forma de softgel, tomado com sua maior refeição.
  • Se você é propenso a síndrome metabólica, tome ácidos alfa-lipóicos, 100 a 400 miligramas por dia.

Nenhuma medicação ou suplemento deve ser tomado sem o acompanhamento médico!!!
Água

  • Beba água pura, ou bebidas que são basicamente água (chá, suco de fruta muito diluído, água com gás com limão) durante todo o dia.
  • Use água engarrafada ou obtenha um purificador de água em casa, se a água da torneira tiver gosto de cloro ou outros contaminantes, ou se você vive em uma área onde a água é suspeita ou conhecida por ser contaminada.

 

Tags: dietalipedema Select ratingGive Dieta anti-inflamatória 1/5Give Dieta anti-inflamatória 2/5Give Dieta anti-inflamatória 3/5Give Dieta anti-inflamatória 4/5Give Dieta anti-inflamatória 5/5 No votes yet
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Dieta anti-inflamatória

Wed, 08/02/2017 - 22:29

Está se tornando cada vez mais claro que a inflamação crônica é a causa de muitas doenças graves – incluindo doenças cardíacas, muitos cânceres, e a doença de Alzheimer. Todos conhecemos a inflamação na superfície do corpo como dor, calor, inchaço e vermelhidão local. É o pilar da resposta de cura do corpo, trazendo mais nutrição e mais atividade imunológica para um local de lesão ou infecção. É com a inflamação que o corpo resiste e luta contra algo que não seja natural. Mas quando a inflamação persiste, não cessa ou ocorre onde não deve, danifica o corpo e provoca doenças. Estresse, falta de exercício, predisposição genética e exposição a toxinas (como o fumo de tabaco), todos podem contribuir para tal inflamação crônica. Mas, as escolhas alimentares também desempenham um papel importante, e é aí que podemos fazer a diferença. A aprendizagem de como alimentos específicos influenciam o processo inflamatório é a melhor estratégia para conter e reduzir os riscos de doença a longo prazo. 
A dieta anti-inflamatória não é uma dieta no sentido popular de perder peso – não é um programa de perda de peso (embora as pessoas possam fazer e perder peso com ela), além da dieta anti-inflamatória não ser um plano de alimentação para ficar por um período limitado de tempo, ou seja é mais uma reeducação alimentar. Em vez disso, ela é uma maneira de selecionar e preparar alimentos que tenham propriedades anti-inflamatórias, baseando-se no conhecimento científico de como podem ajudar seu corpo a manter a saúde ótima. Juntamente influenciando a inflamação, esta dieta natural anti-inflamatória fornecerá energia constante e amplas vitaminas, minerais, fibra dietética de ácidos graxos essenciais e a proteção dos fitonutrientes.
Você também pode adaptar suas receitas existentes de acordo com estas dicas de dieta anti-inflamatória:
Dicas gerais da dieta anti-inflamatória:

  • Foque na variedade. Principio importante para qualquer mudança de longo prazo.
  • Inclua alimentos frescos tanto quanto possível.
  • Minimize o consumo de alimentos processados e fast-food.
  • Coma em abundância frutas e legumes.

Ingestão calórica

  • A maioria dos adultos precisa consumir entre 2.000 e 3.000 calorias por dia.
  • Mulheres e pessoas menores e menos ativas precisam de menos calorias.
  • Homens e pessoas maiores e mais ativas precisam de mais calorias.
  • Se você está comendo o número apropriado de calorias para o seu nível de atividade, seu peso não deve variar muito.
  • A distribuição das calorias que você ingerir deve ser da seguinte forma: 40 a 50% de carboidratos, 30% de gordura e 20 a 30% de proteína.
  • Tente incluir carboidratos, gordura e proteína em cada refeição.

Hidratos de carbono (Carboidratos)

  • Em uma dieta de 2.000 calorias por dia, as mulheres adultas devem consumir entre 160 a 200 gramas de carboidratos por dia.
  • Homens adultos devem consumir entre 240 a 300 gramas de carboidratos por dia.
  • A maioria disto deve ser na forma de alimentos menos refinados, menos-processados com uma carga de baixo índice glicêmico.
  • Reduza o consumo de alimentos feitos com farinha de trigo e açúcar, especialmente o pão e alimentos embalados (incluindo batatas fritas e biscoitos).
  • Coma mais grãos integrais tais como arroz integral e trigo bulgur, em que o grão está intacto, ou em alguns pedaços grandes. Estes são preferíveis aos produtos de farinha de trigo integral, que tem aproximadamente o mesmo índice glicêmico que os produtos de farinha branca.
  • Coma mais feijões, abóboras de inverno e batata doce.
  • Cozinhe o macarrão al dente e coma-o com moderação.
  • Evite produtos feitos com alta frutose e xarope de milho.

Gordura

  • Em uma dieta de 2.000 calorias por dia, 600 calorias podem vir de gordura – ou seja, cerca de 67 gramas, e isso é saudável. Isto deve ser na proporção de 1:2:1 de gordura saturada a monoinsaturada e poliinsaturada.
  • Reduza sua ingestão de gordura saturada comendo menos manteiga, creme, queijo de alto teor de gordura, frango com pele e carnes gordas e produtos feitos com óleo de palmeira e óleo de côco.
  • Use o azeite extra virgem como um óleo de cozinha principal. Se você quer um óleo de sabor neutro, use óleo de canola prensado, orgânico. As versões de óleos de girassol e açafrão orgânicos, altamente oleicos e expelíveis também são aceitáveis.
  • Evite açafrão-bastardo/cártamo e óleos de girassol, óleo de milho, óleo de semente de algodão e mistura de óleos vegetais.
  • Evite rigorosamente margarina, gordura vegetal e todos os produtos que as listam como ingredientes. Estritamente evite todos os produtos feitos com óleos parcialmente hidrogenados de qualquer tipo. Inclua na sua dieta abacate e nozes, especialmente nozes, castanha de caju, amêndoas e manteigas de castanhas, feitas a partir dessas nozes.
  • Para ácidos graxos ômega-3, coma salmão (de preferência salmão fresco, congelado ou enlatado), sardinhas embaladas em água ou azeite, arenque e bacalhau preto (peixe negro, peixe-manteiga); ovos enriquecidos com ômega-3; as sementes de linhaça (de preferência moídas na hora); ou tome um suplemento de óleo de peixe (procure produtos que fornecem tanto EPA e DHA, em uma conveniente dose diária de duas a três gramas).

Proteína

  • Em uma dieta de 2.000 calorias por dia, sua ingestão diária de proteína deve estar entre 80 e 120 gramas. Coma menos proteína, se você tiver problemas renais ou hepáticos, alergias, ou uma doença autoimune.
  • Diminua o consumo de proteína animal, com exceção do peixe, iogurte e queijo natural de alta qualidade.
  • Coma mais proteína vegetal, especialmente a partir de grãos em geral e soja em particular. Familiarize-se com toda a variedade de alimentos de soja disponíveis e encontre aqueles que você gosta.

Fibra

  • Tente comer 40 gramas de fibra por dia. Você pode obter isso, aumentando o consumo de frutas, especialmente berries, legumes (especialmente feijões e grãos) e cereais integrais.
  • Cereais prontos para consumo podem ser fontes de boa fibra, mas leia os rótulos para certificar-se de que eles te dão pelo menos 4, e de preferência 5, gramas de farelo para cada porção de 30 gramas.

Fitonutrientes

  • Para obter máxima proteção natural contra doenças relacionadas a idade (incluindo doenças cardiovasculares, câncer e doenças neurodegenerativas), bem como contra a toxicidade ambiental, coma uma variedade de frutas, legumes e cogumelos.
  • Escolha frutas e legumes de todas as áreas do espectro de cor, especialmente berries, tomate, laranja e frutas amarelas e folhas verdes escuras.
  • Escolha produtos orgânicos sempre que possível. Saiba quais culturas convencionalmente cultivadas são mais suscetíveis de transportar resíduos de pesticidas e evite-as.
  • Coma os vegetais crucíferos (família da couve) regularmente.
  • Inclua alimentos de soja em sua dieta.
  • Beba chá em vez de café, especialmente chá branco, verde ou oolong de boa qualidade.
  • Se você bebe álcool, escolha vinho tinto, preferencialmente. E com moderação.
  • Desfrute de chocolate amargo com moderação (com um teor mínimo de cacau de 70 por cento).

Vitaminas e minerais
A melhor maneira de obter todas as suas vitaminas diárias, minerais e micronutrientes é comer uma dieta rica em alimentos frescos, com uma abundância de frutas e legumes. Além disso, é possível complementar sua dieta com coquetel antioxidante, desde que acompanhada por médico:

  • Vitamina C, 200 miligramas por dia.
  • Vitamina E, 400 IU de Tocoferóis mistos naturais (d-alfa-tocoferol com outros tocoferóis, ou, melhor, um mínimo de 80 miligramas de uma mistura natural de tocoferóis e tocotrienóis).
  • Selênio, 200 microgramas de uma forma orgânica (ligada ao fermento).
  • Carotenoides mistos, 10.000-15.000 IU diariamente.
  • Os antioxidantes podem ser mais convenientemente tomados como parte de um suplemento multivitamínico/multimineral diário que também fornece pelo menos 400 microgramas de ácido fólico e 2.000 UI de vitamina D. Ele não deve conter nenhum ferro (a menos que você seja uma mulher e tenha períodos menstruais regulares) e nenhuma vitamina A pré-formada (retinol). Tome estes suplementos com a sua maior refeição.
  • As mulheres devem tomar cálcio suplementar, de preferência como citrato de cálcio, 500-700 miligramas por dia, dependendo da sua ingestão deste mineral. Os homens devem evitar cálcio suplementar.

Outros suplementos dietéticos

  • Se você não está comendo peixes oleosos pelo menos duas vezes por semana, tome suplemento de óleo de peixe, em cápsula ou em forma líquida (dois a três gramas por dia de um produto contendo EPA e DHA). Procure produtos certificados por serem livres de metais pesados e outros contaminantes.
  • Converse com seu médico sobre fazer terapia de baixa dose de aspirina, tome uma ou duas aspirinas por dia (81 ou 162 miligramas).
  • Se você não vai comer regularmente gengibre e cúrcuma, considere tomar estes de forma suplementar.
  • Adicione coenzima Q10 (CoQ10) ao seu regime diário: 60-100 miligramas em forma de softgel, tomado com sua maior refeição.
  • Se você é propenso a síndrome metabólica, tome ácidos alfa-lipóicos, 100 a 400 miligramas por dia.

Nenhuma medicação ou suplemento deve ser tomado sem o acompanhamento médico!!!
Água

  • Beba água pura, ou bebidas que são basicamente água (chá, suco de fruta muito diluído, água com gás com limão) durante todo o dia.
  • Use água engarrafada ou obtenha um purificador de água em casa, se a água da torneira tiver gosto de cloro ou outros contaminantes, ou se você vive em uma área onde a água é suspeita ou conhecida por ser contaminada.

 

Tags: dieta Select ratingGive Dieta anti-inflamatória 1/5Give Dieta anti-inflamatória 2/5Give Dieta anti-inflamatória 3/5Give Dieta anti-inflamatória 4/5Give Dieta anti-inflamatória 5/5 No votes yet
Categories: Medicina

Embolização de Varicocele

Mon, 07/17/2017 - 18:32

Embolização de Varicocele
Uma varicocele é uma veia alargada no escroto de um homem que pode causar dor, inchaço ou infertilidade. A técnica de Embolização de Varicocele usa orientação por imagem de RaioX e um cateter para colocar uma mola pequena ou um fluido embólico em um vaso sanguíneo para desviar o fluxo de sangue para longe da varicocele. É menos invasivo que a cirurgia convencional, podendo aliviar a dor e inchaço e melhorar a qualidade do esperma com segurança.
Informe o seu médico sobre qualquer doença recente, condições médicas, alergias e medicamentos que você está tomando, incluindo aspirina e suplementos fitoterápicos. Você pode ser aconselhado a parar de tomar aspirina, antiinflamatórios não-esteroides (AINEs) ou anticoagulantes, vários dias antes de seu procedimento. Deixe joias em casa e use roupas soltas e confortáveis. Você pode ser requisitado a usar um roupão. Se você for ser sedado, pode ser dito para não comer ou beber nada de quatro a oito horas antes de seu procedimento. Se assim for, tenha planos de alguém te levar para casa depois.

 
O que é Embolização de Varicocele?
Embolização de varicocele é um procedimento guiado por imagem no qual se usa um cateter em uma minúscula mola e/ou líquido embólico em um vaso sanguíneo para desviar o fluxo de sangue de uma Varicocele.
Uma varicocele é uma veia alargada e alongada no escroto de um homem, como se fossem varizes. Pode causar dor, inchaço e infertilidade. Um exame clínico pode confirmar a presença de um varicocele e um exame de ultrassom pode permitir a avaliação das conclusões.
Embolização de Varicocele, com segurança, alivia a dor e inchaço e pode melhorar a qualidade do esperma para casais inférteis.
 
Como devo me preparar?
Deve reportar ao seu médico todos os medicamentos que está tomando, incluindo os suplementos de ervas, e se você tem alguma alergia, especialmente para medicamento anestésico local, anestesia geral ou para materiais de contraste contendo iodo (por vezes referido como "corante" ou "tintura de raio-x"). Seu médico pode aconselhá-lo a parar de tomar aspirina, antiinflamatórios não-esteroides (AINEs) ou "afinadores" de sangue por um determinado período de tempo antes do seu procedimento.
Você receberá instruções específicas sobre como se preparar, incluindo quaisquer alterações que precisam ser feitas no seu horário de medicação regular.
Se você for receber um sedativo durante o procedimento, pode ser orientado a não comer ou beber nada durante quatro a oito horas antes do seu exame. Deve ter um parente ou amigo para acompanhá-lo e levá-lo para casa depois.
Será dado a você um roupão ou avental para usar durante o procedimento.
 
Com o que o equipamento se parece?
Neste procedimento, um cateter será usado.
Um cateter é um tubo de plástico longo e fino que é consideravelmente menor do que um "lápis", ou aproximadamente 1/8 de polegada de diâmetro.
Embolizações de varicocele geralmente são realizadas com orientação de raio-x.
Outros equipamentos que podem ser utilizados durante o procedimento incluem uma linha intravenosa (IV), máquina de ultrassom e dispositivos que monitoram seu batimento cardíaco e pressão arterial.
 
Como é realizado o procedimento?
Procedimentos minimamente invasivos, guiados por imagem, tais como embolização de varicocele são mais frequentemente realizados por um angiorradiologista treinado em radiologia intervencionista, em uma sala de cirurgia.
Este procedimento geralmente é feito em regime de hospital dia. No entanto, alguns pacientes podem necessitar seguir o procedimento de admissão. Por favor consulte com seu médico sobre se você será ou se não será admitido.
Você será posicionado na mesa de exames.
Você pode ser conectado a monitores que controlam a sua frequência cardíaca, pressão arterial e pulso durante o procedimento.
Uma enfermeira ou irá inserir por via venosa (IV) uma sonda em uma veia na sua mão ou braço para que o medicamento sedativo possa ser administrado por via intravenosa. Sedação moderada pode ser usada. Como alternativa, você pode receber anestesia geral.
Seu médico vai anestesiar a área, geralmente na virilha, com um anestésico local.
A área do seu corpo onde o cateter é inserido será esterilizada e coberta com um pano cirúrgico.
Uma incisão na pele muito pequena é feita no local.
Usando a imagem de orientação com RaioX, um cateter (um tubo plástico longo, fino, oco) é inserido através da pele para a veia femoral, um grande vaso sanguíneo na virilha e manobrada para o local do tratamento.
Pequenas quantidades de corante de raio-x (contraste) são injetadas para que o angiorradiologista possa claramente ver as veias na radiografia, a fim de identificar onde está o problema e onde embolizar, ou bloquear, a veia.
Pequenas molas feitas de aço inoxidável, platina ou outros materiais, tais como líquidos, que diretamente fecham um vaso, são inseridas na veia para bloqueá-la. Bloqueando a drenagem da veia deficiente, o refluxo para o testículo é interrompido e o sangue é desviado para veias saudáveis para sair do testículo através de vias normais. O inchaço e pressão dentro do testículo serão reduzidos, se o fluxo sanguíneo for desviado com sucesso.
No final do procedimento, o cateter será removido e pressão será aplicada para parar qualquer sangramento. A abertura na pele é então coberta com um curativo. Nenhuma sutura é necessária.
Este procedimento geralmente é realizado dentro de uma hora.
 
O que vou experimentar durante e após o procedimento?
O angiorradiologista limpa sua pele acima do ponto de inserção para o cateter e aplica um anestésico local. A sedação por via venosa é normalmente dada para que você não sinta muita dor ou incômodo. Normalmente, você não vai sentir o cateter durante o procedimento.
Dispositivos para monitorar sua frequência cardíaca e pressão arterial serão anexados ao seu corpo.
Você vai sentir uma ligeira picada de agulha quando a agulha for inserida em sua veia para a linha intravenosa (IV) e quando o anestésico local for injetado. A maior parte da sensação é no local da incisão de pele que está anestesiada usando anestesia local. Você pode sentir pressão quando o cateter é inserido na veia ou artéria.
Se o procedimento for feito com sedação, com o sedativo intravenoso (IV) você vai se sentir relaxado, com sono e confortável para o procedimento. Você pode ou não pode permanecer acordado, dependendo de quão profundamente você está sedado.
Você pode sentir pressão leve quando o cateter for inserido, mas não um sério desconforto.
Como o material de contraste passa por seu corpo, você pode experimentar uma sensação de calor que rapidamente some.
Você permanecerá na sala de recuperação até que esteja completamente acordado e pronto para voltar para casa.
Você deve ser capaz de retomar suas atividades normais dentro de 24 horas.
Quem interpreta os resultados e como eu os consigo?
O angiorradiologista pode aconselhá-lo se o procedimento foi um sucesso técnico, quando ele estiver concluído.
 
Quais são os benefícios vs riscos?
Benefícios

  • Não há necessidade de incisão cirúrgica — apenas uma pequena incisão na pele que não tem que ser costurada.
  • O tempo de recuperação é mais curto com embolização do que com a cirurgia aberta.
  • Existe uma taxa de sucesso de 90% com embolização, que são os mesmos resultados como os alcançados com as mais invasivas técnicas cirúrgicas.

Riscos

  • Qualquer processo onde a pele é penetrada carrega um risco de infecção. A chance de infecção, que exige tratamento antibiótico parece ser menos de um em 1.000.
  • Há um risco muito pequeno de uma reação alérgica, quando o material de contraste é injetado.
  • Qualquer procedimento que envolve a colocação de um cateter dentro de um vaso sanguíneo acarreta certos riscos. Estes riscos incluem danos para os vasos sanguíneos, grandes hematomas ou hemorragias no local da punção e infecção. No entanto precaução é tomada para mitigar esses riscos.
  • Há sempre uma chance de que um agente embólico possa apresentar-se no lugar errado e privar o tecido normal do seu suprimento de oxigênio.
  • Há sempre uma pequena chance de câncer devido a exposição a radiações depois de muito tempo, e com o acúmulo de radiação. No entanto, o benefício do tratamento compensa o risco.
  • Outras possíveis complicações incluem dor lombar, inflamação dentro do escroto (epididimite) e flebite.

 
Quais são as limitações da embolização de Varicocele?
Em aproximadamente 5 a 10 por cento dos pacientes que se submetem à embolização de varicocele, as varicoceles retornam. Esta taxa de recorrência de varicocele é semelhante a taxa relatada para procedimentos cirúrgicos invasivos.
Em menos de cinco por cento dos pacientes que se submetem à embolização de varicocele, o angiorradiologista não será capaz de posicionar o cateter adequadamente para permitir o bloqueio da veia deficiente.
 

Tags: infertilidadehomemvaricoceleembolização Select ratingGive Embolização de Varicocele 1/5Give Embolização de Varicocele 2/5Give Embolização de Varicocele 3/5Give Embolização de Varicocele 4/5Give Embolização de Varicocele 5/5 Average: 5 (1 vote)
Categories: Medicina

Embolização de Varicocele

Mon, 07/17/2017 - 18:32

Embolização de Varicocele
Uma varicocele é uma veia alargada no escroto de um homem que pode causar dor, inchaço ou infertilidade. A técnica de Embolização de Varicocele usa orientação por imagem de RaioX e um cateter para colocar uma mola pequena ou um fluido embólico em um vaso sanguíneo para desviar o fluxo de sangue para longe da varicocele. É menos invasivo que a cirurgia convencional, podendo aliviar a dor e inchaço e melhorar a qualidade do esperma com segurança.
Informe o seu médico sobre qualquer doença recente, condições médicas, alergias e medicamentos que você está tomando, incluindo aspirina e suplementos fitoterápicos. Você pode ser aconselhado a parar de tomar aspirina, antiinflamatórios não-esteroides (AINEs) ou anticoagulantes, vários dias antes de seu procedimento. Deixe joias em casa e use roupas soltas e confortáveis. Você pode ser requisitado a usar um roupão. Se você for ser sedado, pode ser dito para não comer ou beber nada de quatro a oito horas antes de seu procedimento. Se assim for, tenha planos de alguém te levar para casa depois.

 
O que é Embolização de Varicocele?
Embolização de varicocele é um procedimento guiado por imagem no qual se usa um cateter em uma minúscula mola e/ou líquido embólico em um vaso sanguíneo para desviar o fluxo de sangue de uma Varicocele.
Uma varicocele é uma veia alargada e alongada no escroto de um homem, como se fossem varizes. Pode causar dor, inchaço e infertilidade. Um exame clínico pode confirmar a presença de um varicocele e um exame de ultrassom pode permitir a avaliação das conclusões.
Embolização de Varicocele, com segurança, alivia a dor e inchaço e pode melhorar a qualidade do esperma para casais inférteis.
 
Como devo me preparar?
Deve reportar ao seu médico todos os medicamentos que está tomando, incluindo os suplementos de ervas, e se você tem alguma alergia, especialmente para medicamento anestésico local, anestesia geral ou para materiais de contraste contendo iodo (por vezes referido como "corante" ou "tintura de raio-x"). Seu médico pode aconselhá-lo a parar de tomar aspirina, antiinflamatórios não-esteroides (AINEs) ou "afinadores" de sangue por um determinado período de tempo antes do seu procedimento.
Você receberá instruções específicas sobre como se preparar, incluindo quaisquer alterações que precisam ser feitas no seu horário de medicação regular.
Se você for receber um sedativo durante o procedimento, pode ser orientado a não comer ou beber nada durante quatro a oito horas antes do seu exame. Deve ter um parente ou amigo para acompanhá-lo e levá-lo para casa depois.
Será dado a você um roupão ou avental para usar durante o procedimento.
 
Com o que o equipamento se parece?
Neste procedimento, um cateter será usado.
Um cateter é um tubo de plástico longo e fino que é consideravelmente menor do que um "lápis", ou aproximadamente 1/8 de polegada de diâmetro.
Embolizações de varicocele geralmente são realizadas com orientação de raio-x.
Outros equipamentos que podem ser utilizados durante o procedimento incluem uma linha intravenosa (IV), máquina de ultrassom e dispositivos que monitoram seu batimento cardíaco e pressão arterial.
 
Como é realizado o procedimento?
Procedimentos minimamente invasivos, guiados por imagem, tais como embolização de varicocele são mais frequentemente realizados por um angiorradiologista treinado em radiologia intervencionista, em uma sala de cirurgia.
Este procedimento geralmente é feito em regime de hospital dia. No entanto, alguns pacientes podem necessitar seguir o procedimento de admissão. Por favor consulte com seu médico sobre se você será ou se não será admitido.
Você será posicionado na mesa de exames.
Você pode ser conectado a monitores que controlam a sua frequência cardíaca, pressão arterial e pulso durante o procedimento.
Uma enfermeira ou irá inserir por via venosa (IV) uma sonda em uma veia na sua mão ou braço para que o medicamento sedativo possa ser administrado por via intravenosa. Sedação moderada pode ser usada. Como alternativa, você pode receber anestesia geral.
Seu médico vai anestesiar a área, geralmente na virilha, com um anestésico local.
A área do seu corpo onde o cateter é inserido será esterilizada e coberta com um pano cirúrgico.
Uma incisão na pele muito pequena é feita no local.
Usando a imagem de orientação com RaioX, um cateter (um tubo plástico longo, fino, oco) é inserido através da pele para a veia femoral, um grande vaso sanguíneo na virilha e manobrada para o local do tratamento.
Pequenas quantidades de corante de raio-x (contraste) são injetadas para que o angiorradiologista possa claramente ver as veias na radiografia, a fim de identificar onde está o problema e onde embolizar, ou bloquear, a veia.
Pequenas molas feitas de aço inoxidável, platina ou outros materiais, tais como líquidos, que diretamente fecham um vaso, são inseridas na veia para bloqueá-la. Bloqueando a drenagem da veia deficiente, o refluxo para o testículo é interrompido e o sangue é desviado para veias saudáveis para sair do testículo através de vias normais. O inchaço e pressão dentro do testículo serão reduzidos, se o fluxo sanguíneo for desviado com sucesso.
No final do procedimento, o cateter será removido e pressão será aplicada para parar qualquer sangramento. A abertura na pele é então coberta com um curativo. Nenhuma sutura é necessária.
Este procedimento geralmente é realizado dentro de uma hora.
 
O que vou experimentar durante e após o procedimento?
O angiorradiologista limpa sua pele acima do ponto de inserção para o cateter e aplica um anestésico local. A sedação por via venosa é normalmente dada para que você não sinta muita dor ou incômodo. Normalmente, você não vai sentir o cateter durante o procedimento.
Dispositivos para monitorar sua frequência cardíaca e pressão arterial serão anexados ao seu corpo.
Você vai sentir uma ligeira picada de agulha quando a agulha for inserida em sua veia para a linha intravenosa (IV) e quando o anestésico local for injetado. A maior parte da sensação é no local da incisão de pele que está anestesiada usando anestesia local. Você pode sentir pressão quando o cateter é inserido na veia ou artéria.
Se o procedimento for feito com sedação, com o sedativo intravenoso (IV) você vai se sentir relaxado, com sono e confortável para o procedimento. Você pode ou não pode permanecer acordado, dependendo de quão profundamente você está sedado.
Você pode sentir pressão leve quando o cateter for inserido, mas não um sério desconforto.
Como o material de contraste passa por seu corpo, você pode experimentar uma sensação de calor que rapidamente some.
Você permanecerá na sala de recuperação até que esteja completamente acordado e pronto para voltar para casa.
Você deve ser capaz de retomar suas atividades normais dentro de 24 horas.
Quem interpreta os resultados e como eu os consigo?
O angiorradiologista pode aconselhá-lo se o procedimento foi um sucesso técnico, quando ele estiver concluído.
 
Quais são os benefícios vs riscos?
Benefícios

  • Não há necessidade de incisão cirúrgica — apenas uma pequena incisão na pele que não tem que ser costurada.
  • O tempo de recuperação é mais curto com embolização do que com a cirurgia aberta.
  • Existe uma taxa de sucesso de 90% com embolização, que são os mesmos resultados como os alcançados com as mais invasivas técnicas cirúrgicas.

Riscos

  • Qualquer processo onde a pele é penetrada carrega um risco de infecção. A chance de infecção, que exige tratamento antibiótico parece ser menos de um em 1.000.
  • Há um risco muito pequeno de uma reação alérgica, quando o material de contraste é injetado.
  • Qualquer procedimento que envolve a colocação de um cateter dentro de um vaso sanguíneo acarreta certos riscos. Estes riscos incluem danos para os vasos sanguíneos, grandes hematomas ou hemorragias no local da punção e infecção. No entanto precaução é tomada para mitigar esses riscos.
  • Há sempre uma chance de que um agente embólico possa apresentar-se no lugar errado e privar o tecido normal do seu suprimento de oxigênio.
  • Há sempre uma pequena chance de câncer devido a exposição a radiações depois de muito tempo, e com o acúmulo de radiação. No entanto, o benefício do tratamento compensa o risco.
  • Outras possíveis complicações incluem dor lombar, inflamação dentro do escroto (epididimite) e flebite.

 
Quais são as limitações da embolização de Varicocele?
Em aproximadamente 5 a 10 por cento dos pacientes que se submetem à embolização de varicocele, as varicoceles retornam. Esta taxa de recorrência de varicocele é semelhante a taxa relatada para procedimentos cirúrgicos invasivos.
Em menos de cinco por cento dos pacientes que se submetem à embolização de varicocele, o angiorradiologista não será capaz de posicionar o cateter adequadamente para permitir o bloqueio da veia deficiente.
 

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Categories: Medicina

Hiperidrose

Fri, 07/14/2017 - 19:38

O que é hiperidrose?
É uma doença na qual ocorre suor excessivo, os pacientes podem transpirar muito mesmo em repouso. A sudorese até certo ponto é uma condição normal do nosso corpo e ajuda a manter a temperatura. É normal suar quando se está calor, durante a prática de atividades físicas ou em certas situações específicas, como momentos de raiva, nervosismo ou medo. Entretanto, a sudorese excessiva ocorre mesmo sem a presença de qualquer desses fatores. Isso ocorre porque as glândulas sudoríparas (de suor) dos pacientes são hiperfuncionantes.
A hiperidrose pode decorrer de diferentes causas, como fatores emocionais, hereditários ou doenças. Diferentes regiões do corpo podem ser acometidas: axilas, palmas das mãos, rosto, cabeça, plantas dos pés e virilhas. Quando há transpiração extrema, esta pode ser embaraçosa, desconfortável, indutora de ansiedade e se tornar incapacitante. Pode perturbar todos os aspectos da vida de uma pessoa, desde a escolha da carreira e atividades recreativas até relacionamentos, bem-estar emocional e autoimagem.
Quais são os sintomas?
O principal sintoma da hiperidrose é o suor excessivo, seja em todo o corpo ou em áreas localizadas, como axilas, mãos, pés ou rosto. 
Quem são os especialistas resposnsáveis por tratar a hiperidrose?
É uma doença de tratamento multidisciplinar. O dermatologista atua nas alterações fisiológicas determinadas pela simpatectomia, tanto por secura da pele. O nutricionista ou nutrólogo são de extrema importância na orientação dietética, com prescrição de dieta com baixa capacidade termogênica. O endocrinologista auxilia no sobrepeso ou problemas relacionados ao metabolismo. O psicólogo ajuda no apoio psicológico e na minimização dos sintomas. O psiquiatra ou neurologista também acompanha o tratamento com antidepressivos ou drogas de efeito no sistema nervoso central quando induzida por estresse mental ou por ansiedade. O educador físico orientará e acompanhará nos exercícios físicos, contribuindo na melhora do condicionamento físico e, conseqüentemente, na qualidade de vida do paciente. O cirurgião vascular ou cirurgião torácico são responsáveis pelo tratamento cirúrgico com a simpatectomia e a simpatectomia videotoracoscópica.
Quais são os tratamentos disponíveis?
É preciso determinar a causa principal da condição, diagnosticando alguma doença ou uso de medicação. Por isso a consulta com o cirurgião vascular é muito importante. No caso de hiperidrose primária, existem alguns tratamentos disponíveis como os que seguem:

  • Tratamento não medicamentoso:
    • ​Controle do peso: Geralmente, o aumento do índice de massa corpórea (IMC) está associado à maior necessidade de transpiração. Portanto, os pacientes com HHC devem ser orientados a manter seu IMC na faixa considerada normal.Este índice é calculado pela seguinte fórmula: IMC = peso em quilogramas dividido pela altura em metros, elevada ao quadrado (kg/m2).
    • Dieta não-termogênica: A dieta estimula o sistema nervoso simpático a aumentar a salivação. Esse estímulo é proveniente do paladar, olfato e até mesmo da visão. O estímulo simpático pode ter efeito sistêmico, dependendo da composição dos micronutrientes da dieta, provo- cando, em alguns casos, o aumento da sudorese corpórea. Certos alimentos têm sido reportados como ativadores do sistema nervoso simpático, levando a respostas metabólicas e endócrinas, 30-40 min após sua ingestão, e devem ser EVITADOS, tais como pimenta, alho, coentro, canela, ketchup, sal, gengibre, chocolate, café, carne de porco, vísceras, carne vermelha, leite e derivados, morango, refrigerantes a base de cola, algumas leguminosas, chás (mate, preto, verdes, camomila), etc. Com relação à composição da dieta, as proteínas são as que mais contribuem para ativar o sistema nervoso simpático, ou seja, ativam a termogênese, seguidas pelos carboidratos. Os carboidratos estimulam a síntese de insulina, levando ao aumento dos níveis de norepinefrina e, conseqüentemente, ao aumento da temperatura corpórea. As gorduras não apresentam efeito termogênico como muitos acreditam, sendo a mais neutra dos três.
    • Exercícios físicos: Fazer exercícios é bom e também é eficiente no emagrecimento e redução dos índices de gordura corpórea.
    • Vestuário: O vestuário, tanto social quanto do ambiente de trabalho, deverá ser readaptado às condições supor- táveis pelo paciente. Uma fina camiseta de tecido sintético (poliamida e elastano), tipo caimento seco (dry-fit) pode ajudar a melhor distribuir o suor, quando usada por debaixo da camisa. Trocas frequentes quando necessários.
    • Clima: os pacientes apresentam melhora quando estão em clima frio, com baixa umidade e com boa ventilação. 
    • Atividades laborativas: Mudar para funções e trabalhos que possam ser exercidos em ambiente que possua climatização com ar refrigerado.
    • Sono: O uso de antidepressivos pode ajudar no restabelecimento da qualidade e quantidade do sono.
    • Antitranspirantes: sudorese excessiva pode ser controlada com fortes antitranspirantes (48hs ou mais).
  • Tratamento medicamentoso oral: drogas anticolinérgicas ajudam a impedir a estimulação das glândulas sudoríparas, mas, embora eficazes para alguns pacientes, são pouco receitadas e às vezes pouco toleradas. Os efeitos colaterais incluem boca seca, tonturas e problemas com a micção. Os betabloqueadores ou benzodiazepínicos podem ajudar a reduzir a transpiração relacionada ao estresse.
  • Toxina botulínica tipo A (Botox): toxina botulínica purificada pode ser injetada na axila, nas mãos ou nos pés para bloquear temporariamente a sudorese, sendo seu principal inconveniente a dor na aplicação.
  • Simpatectomia torácica endoscópica (STE): em casos graves, que não respondem aos tratamentos clínicos, pode-se recomendar um procedimento cirúrgico executado por cirurgião tóracico ou vascular.  Este procedimento desliga o sinal que avisa o corpo para suar excessivamente. Sua melhor indicação é para os casos nos quais as palmas das mãos ou plantas dos pés são acometidas.  A principal complicação é começar a suar em outras áreas do corpo, o que chamamos de hiperidrose compensatória.
  • Curetagem e liposucção/lipoaspiração: em alguns casos de hiperidrose axilar pode ser feita uma “raspagem”, ou mesmo uma liposucção das glândulas sudoríparas e da gordura que está abaixo da pele da axila, aliviando, desta forma, a sudorese.
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Hiperidrose

Fri, 07/14/2017 - 19:38

O que é hiperidrose?
É uma doença na qual ocorre suor excessivo, os pacientes podem transpirar muito mesmo em repouso. A sudorese até certo ponto é uma condição normal do nosso corpo e ajuda a manter a temperatura. É normal suar quando se está calor, durante a prática de atividades físicas ou em certas situações específicas, como momentos de raiva, nervosismo ou medo. Entretanto, a sudorese excessiva ocorre mesmo sem a presença de qualquer desses fatores. Isso ocorre porque as glândulas sudoríparas (de suor) dos pacientes são hiperfuncionantes.
A hiperidrose pode decorrer de diferentes causas, como fatores emocionais, hereditários ou doenças. Diferentes regiões do corpo podem ser acometidas: axilas, palmas das mãos, rosto, cabeça, plantas dos pés e virilhas. Quando há transpiração extrema, esta pode ser embaraçosa, desconfortável, indutora de ansiedade e se tornar incapacitante. Pode perturbar todos os aspectos da vida de uma pessoa, desde a escolha da carreira e atividades recreativas até relacionamentos, bem-estar emocional e autoimagem.
Quais são os sintomas?
O principal sintoma da hiperidrose é o suor excessivo, seja em todo o corpo ou em áreas localizadas, como axilas, mãos, pés ou rosto. 
Quem são os especialistas resposnsáveis por tratar a hiperidrose?
É uma doença de tratamento multidisciplinar. O dermatologista atua nas alterações fisiológicas determinadas pela simpatectomia, tanto por secura da pele. O nutricionista ou nutrólogo são de extrema importância na orientação dietética, com prescrição de dieta com baixa capacidade termogênica. O endocrinologista auxilia no sobrepeso ou problemas relacionados ao metabolismo. O psicólogo ajuda no apoio psicológico e na minimização dos sintomas. O psiquiatra ou neurologista também acompanha o tratamento com antidepressivos ou drogas de efeito no sistema nervoso central quando induzida por estresse mental ou por ansiedade. O educador físico orientará e acompanhará nos exercícios físicos, contribuindo na melhora do condicionamento físico e, conseqüentemente, na qualidade de vida do paciente. O cirurgião vascular ou cirurgião torácico são responsáveis pelo tratamento cirúrgico com a simpatectomia e a simpatectomia videotoracoscópica.
Quais são os tratamentos disponíveis?
É preciso determinar a causa principal da condição, diagnosticando alguma doença ou uso de medicação. Por isso a consulta com o cirurgião vascular é muito importante. No caso de hiperidrose primária, existem alguns tratamentos disponíveis como os que seguem:

  • Tratamento não medicamentoso:
    • ​Controle do peso: Geralmente, o aumento do índice de massa corpórea (IMC) está associado à maior necessidade de transpiração. Portanto, os pacientes com HHC devem ser orientados a manter seu IMC na faixa considerada normal.Este índice é calculado pela seguinte fórmula: IMC = peso em quilogramas dividido pela altura em metros, elevada ao quadrado (kg/m2).
    • Dieta não-termogênica: A dieta estimula o sistema nervoso simpático a aumentar a salivação. Esse estímulo é proveniente do paladar, olfato e até mesmo da visão. O estímulo simpático pode ter efeito sistêmico, dependendo da composição dos micronutrientes da dieta, provo- cando, em alguns casos, o aumento da sudorese corpórea. Certos alimentos têm sido reportados como ativadores do sistema nervoso simpático, levando a respostas metabólicas e endócrinas, 30-40 min após sua ingestão, e devem ser EVITADOS, tais como pimenta, alho, coentro, canela, ketchup, sal, gengibre, chocolate, café, carne de porco, vísceras, carne vermelha, leite e derivados, morango, refrigerantes a base de cola, algumas leguminosas, chás (mate, preto, verdes, camomila), etc. Com relação à composição da dieta, as proteínas são as que mais contribuem para ativar o sistema nervoso simpático, ou seja, ativam a termogênese, seguidas pelos carboidratos. Os carboidratos estimulam a síntese de insulina, levando ao aumento dos níveis de norepinefrina e, conseqüentemente, ao aumento da temperatura corpórea. As gorduras não apresentam efeito termogênico como muitos acreditam, sendo a mais neutra dos três.
    • Exercícios físicos: Fazer exercícios é bom e também é eficiente no emagrecimento e redução dos índices de gordura corpórea.
    • Vestuário: O vestuário, tanto social quanto do ambiente de trabalho, deverá ser readaptado às condições supor- táveis pelo paciente. Uma fina camiseta de tecido sintético (poliamida e elastano), tipo caimento seco (dry-fit) pode ajudar a melhor distribuir o suor, quando usada por debaixo da camisa. Trocas frequentes quando necessários.
    • Clima: os pacientes apresentam melhora quando estão em clima frio, com baixa umidade e com boa ventilação. 
    • Atividades laborativas: Mudar para funções e trabalhos que possam ser exercidos em ambiente que possua climatização com ar refrigerado.
    • Sono: O uso de antidepressivos pode ajudar no restabelecimento da qualidade e quantidade do sono.
    • Antitranspirantes: sudorese excessiva pode ser controlada com fortes antitranspirantes (48hs ou mais).
  • Tratamento medicamentoso oral: drogas anticolinérgicas ajudam a impedir a estimulação das glândulas sudoríparas, mas, embora eficazes para alguns pacientes, são pouco receitadas e às vezes pouco toleradas. Os efeitos colaterais incluem boca seca, tonturas e problemas com a micção. Os betabloqueadores ou benzodiazepínicos podem ajudar a reduzir a transpiração relacionada ao estresse.
  • Toxina botulínica tipo A (Botox): toxina botulínica purificada pode ser injetada na axila, nas mãos ou nos pés para bloquear temporariamente a sudorese, sendo seu principal inconveniente a dor na aplicação.
  • Simpatectomia torácica endoscópica (STE): em casos graves, que não respondem aos tratamentos clínicos, pode-se recomendar um procedimento cirúrgico executado por cirurgião tóracico ou vascular.  Este procedimento desliga o sinal que avisa o corpo para suar excessivamente. Sua melhor indicação é para os casos nos quais as palmas das mãos ou plantas dos pés são acometidas.  A principal complicação é começar a suar em outras áreas do corpo, o que chamamos de hiperidrose compensatória.
  • Curetagem e liposucção/lipoaspiração: em alguns casos de hiperidrose axilar pode ser feita uma “raspagem”, ou mesmo uma liposucção das glândulas sudoríparas e da gordura que está abaixo da pele da axila, aliviando, desta forma, a sudorese.
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Sistema Linfático

Thu, 07/13/2017 - 22:05
Sistema linfático: linfedema, erisipela

Doenças do Sistema Linfático:
Existem várias doenças do sistema linfático. A mais prevalente na prática diária do cirurgião vascular é a Erisipela. Mas também fazem parte os linfedemas.
Não confundir linfedema com lipedema, entidade clinica que se diferencia por ser uma doença crônica que ocorre na maioria das vezes em mulheres, caracterizada por ser bilateral, com excesso simétrico de tecido gorduroso principalmente nas pernas e tornozelos, combinado a uma tendência de inchaço que piora ao ficar de pé, muitas vezes associado a dor.

linfáticosistemadoenças
Categories: Medicina

Sistema Linfático

Thu, 07/13/2017 - 22:05
Sistema linfático: linfedema, erisipela

Doenças do Sistema Linfático:
Existem várias doenças do sistema linfático. A mais prevalente na prática diária do cirurgião vascular é a Erisipela. Mas também fazem parte os linfedemas.
Não confundir linfedema com lipedema, entidade clinica que se diferencia por ser uma doença crônica que ocorre na maioria das vezes em mulheres, caracterizada por ser bilateral, com excesso simétrico de tecido gorduroso principalmente nas pernas e tornozelos, combinado a uma tendência de inchaço que piora ao ficar de pé, muitas vezes associado a dor.

linfáticosistemadoenças
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Lipedema

Thu, 07/13/2017 - 21:51

Definição: lipedema (síndrome gordurosa dolorosa) é uma doença crônica que ocorre na maioria das vezes em mulheres. É caracterizada por ser bilateral, com excesso simétrico de tecido gorduroso principalmente nas pernas e tornozelos, combinado a uma tendência de inchaço que piora ao ficar de pé. O lipedema em homens é raro. Frequentemente o lipedema é confundido com o linfedema de membros inferiores ou simplesmente obesidade.

 

Etiologia

A etiologia do lipedema e outros tipos de deposição gordurosa ainda é desconhecido, embora suspeite-se de uma causa genética. Outras possíveis causas de lipedema incluem metabólico, inflamatório e envolvimento hormonal.

 

Sintomas

Sintomas variam de acordo com cada pessoa, e nem todas possuem todos os sintomas

  • Apresentação simétrica, envolvendo ambas as pernas 1
  • Dor em tecido mole no repouso, ao caminhar ou ao tocar. Hipersensibilidade ao toque.1
  • Acúmulo de gordura lipêmica da cintura até os joelhos ou tornozelos, as vezes com uma marca anelar acima do tornozelo, com os pés livres de acometimento2
  • Hiper mobilidade2
  • Coxins gordurosos acima, medial e abaixo dos joelhos e na região lateral alta de coxas1
  • Nodulos gordurosos ou coxins podem aumentar estresse na articulação causando marcha anormal e/ou dor aumentada nas articulações2
  • Problemas nos joelhos que podem levar a alteração da marcha1
  • Acúmulo de gordura lipedêmica nos braços, as vezes com hgrande quantidade de gordura pendurada quando braço está esticado, pesquisa mostra que entre 30 a 90% das pessoas com lipedema tem braços também afetados2
  • Acúmulo de gordura lipedemica nos braços, causando um efeito de “blusa” com um anel distinto de grdura acima do pulso2
  • Perda da elasticidade da pele1
  • Edema não depressível no inicio; posteriormente pode tornar-se lipo-linfema (estágio IV)1
  • Edema depressível pode ocorrer na ortostase prolongada e melhora ao elevar membros2
  • Dieta de restrição calórica tem pouco efeito na gordura lipedêmica1
  • Hematomas fáceis e frequentes1
  • Sinal de Stemmer negativo nos pés e mãos1
  • Temperatura diminuída nos membros3
  • Cansaço geral3
  • Sensibilidade à pressão3
  • Textura do membro é borrachosa3
  • O inicio dos sintomas ocorrem na puberdade, gravidez ou menopausa1
  • Aparecimento ou exacerbação pode ocorrer após cirurgia com anestesia geral3
  • Pés e mãos geralmente são poupados antes do estagio IV de lipo-linfedema1
  • Estagios iniciais: a parte superior do corpo pode permanecer delgada a medida que o corpo inferior aumenta e a gordura se acumula nos quadris, coxas e pernas1
  • Estagios tardios: gordura piledemica também pode acumular no peito, torso, abdome e extremidades superiores3
  • Envolvimento linfático evidente nos estágios tardios2
  • Dor crônica e constrangimento pode levar a depressão e/ou transtornos alimentares2,3
  • Deterioração progressiva da mobilidade se não tratado1
  • Gordura torna-se fibrótica4
  • Baixa de vitamina D, ferro e/ou B124
  • Às vezes ocorrem bolsões de gordura/fluido abaixo do joelho3

 

1 – citado em vários trabalhos 2 – citado em alguns trabalhos 3 – respostas em pesquisas com pacientes 4 – relatos de caso

 

Estágios do lipedema

·      Estágio I

  • Pele é lisa/suave
  • O inchaço aumenta durante o dia e pode resolver com o descanso e elevação dos membros
  • Responde bem ao tratamento

·      Estágio II

  • Pele tem marcas “identações”
  • Lipomas podem ocorrer
  • Eczema e erisipelas podem estar presentes
  • Edema aumenta durante o dia, com melhora parcial após repouso e elevação dos membros
  • Pode responder bem ao tratamento

·      Estágio III

  • Tecido conectivo endurecido, fibroesclerose
  • Edema presente e consistente
  • Grandes áreas e massas de pele e gordura que se sobrepõe
  • Menos responsivo a algumas modalidades de tratamento

·      Estágio IV

  • Fibroesclerose, possivelmente elefantíase
  • Edema consistente presente
  • Grandes áreas e massas de pele e gordura que se sobrepõe
  • Tambem conhecido como Lipo-linfedema
  • Menos responsivo a algumas modalidades de tratamento

 

Diagnóstico diferencial

 

Doença

Lipedema

Linfedema

Obesidade

Lipo-linfedema

Insuficiencia Venosa

Característica

Depositos de gordura, edema em pernas e braços, mas não em mãos e pés

Depósitos de gordura, edema em um membro incluindo pés e mãos

Deposito de gordura generalizado

Depósito de gordura, edema generalizado em pernas, braços e torso

Edema próximo do tornozelo, dermatite ocre, pouco edema

Sexo

F

M/F

M/F

F

M/F

Quando inicia

Durante mudanças hormonais (puberdade, gravidez, menopausa)

Após cirurgia que aferta o sistema linfático ou ao nascimento

Qualquer idade

Durante mudanças hormonais

Em torno do inicio da obesidade, diabetes, gravidez, hipertensão

Associação com dieta

Dieta com restrição calórica inefetiva

Dieta com restrição calórica inefetiva

Dieta e perda de peso são efetivas

Dieta com restrição calórica inefetiva

Sem relação com a ingestão calórica

Edema/Inchaço

Edema não depressível

Edema depressível

Sem edema

Muito edema, um pouco depressível, alguma fibrose

Frequentemente edema, mas também pode ocorrer sem edema nos estágios iniciais

Sinal típico no exame físico

Sinal de Stemmer negativo

Sinal de Stemmer positivo

Sinal de Stemmer negativo

Sinal de Stemmer negativo ou positivo

 

Dor?

Provavelmente dor nas áreas afetadas

Sem dor inicialmente

Sem dor

Dor em áreas afetadas

Provavelmente dor

Frequencia na população

Melhor estimativa é de 11% das mulheres adultas

Baixa

>30% dos norte americanos

Desconhecido

30% dos norte americanos

Celulite/Erisipela

Sem história de celulite

História possível de celulite ou erisipela

 

Provavelmente história de celulite

Frequente coceira e manchas na pelo confundidas com celulite

Genética/Hereditariedade

Provavelmente história famíliar

História familiar não provável a não ser que seja linfedema familiar

Provavelmente história famíliar

Provavelmente história famíliar de lipedema

Provavelmente história famíliar

 

Diferenciação entre lipedema e linfedema

Para se aprofundar na explanação do lipedema, é necessário comparar com o linfedema. Linfedema é frequentemente assimétrico e pode ser adquirido (secundário a cirurgia, trauma, infecção que danifica o sistema linfático) ou congênito (mudanças hereditárias o sistema linfático). A medida que o edema condinua e se espalha das extremidades inferiores para outras partes do corpo, o edema é provavelmente causado pelo fluxo linfático lento e mudanças da estrutura linfática causada pela pressão no membro lipedematoso. Isso é conhecido como lipo-linfedema. Lipo-linfedema também pode ocorrer concomitantemente com insuficiência venosa crônica e outras doenças vasculares.

 

Diagnóstico

Atualmente, a melhor maneira de diagnosticas lipedema é com o exame físico e anamnese feitas por médico treinado. Alguns médicos estão familiarizados com a distinção entre lipedema, linfedema e obesidade. Após a palpação da gordura o médico pode sentir nódulos. Com o avanço da doença, os nódulos podem aumentar de tamanho e de númeor e podem formar sequencias de nódulos. Comunicação entre pacientes e médicos deve ser estimulada.

O teste sanguíneo definitivo para diagnostico de lipedema não existe, entretanto alguns médicos recomendam tratar doenças concomitantes que costumam agravar o quadro e sintomas do lipedema. Os testes são: dosagem hormonal tireoideana, marcadores inflamatórios, dosagem de vitamina B e D. Em alguns estágios da doença, pode ser possível ver evidência do lipedema ou lipo-linfedema pelo ultrassom Ressonância Magnética, linfografia e/ ou linfocintilografia. Entretanto, deve haver muito cuidado devido ao falso resultado NORMAL nas fases iniciais do lipedema. Algumas ferramentas diagnósticas podem ajudar o médico a definir o protocolo de tratamento.

Schmeller distingue lipedema de lipohipertrofia que pode se apresentar com forma corporal semelhante, mas sem edema ou dor. Ele postula que essa condição pode levar a outra e que pessoas podem mover de um estado a outro. Mais pesquisa se faz necessária para determinar se lipedema e lipohipertrofia são a mesma condição ou se são diferentes uma da outra.

 

Tratamento

Embora o lipedema tenha sido diagnosticado e identificado inicialmente na Mayo Clinic em 1940, a maioria dos médicos não está familiarizado com a doença. Não há cura identificada no momento para o lipedema, entretanto a detecção precoce e o tratamento pode reduzir os danos progressivos ao paciente. Mudanças precoces de peso e dieta com nutrição e exercício podem ajudar a reduzir a gordura não  lipedemica e reduzir a inflamação. Dessa forma pode prevenir o aumento da parte inferior do corpo, que seria pior se o paciente também fosse obeso. Entretanto, mesmo com dieta rígida e regime de exercícios a doença também pode progredir e tratamentos futuros podem ser necessários.

Embora não haja tratamento comprovadamente efetivo para o lipedema, o edema pode ser controlado com a compressão, certos medicamentos, drenagem linfática manual e terapia de descongestao completa. A compressão pode ajudar no retorno linfático, mas dificilmente é tolerado pela dor que os pacientes apresentam, por isso é necessário o tratamento com médico especializado também na escolha da melhor compressão.

Lipoaspiração no tratamento do lipedema iniciou em 1980 e esta ficando cada vez mais comum. Embora tenha ajudado muitos pacientes quando feito por cirurgião treinado e consicente do lipedema, poucos médicos tem o conhecimento necessário, sendo um tratamento frequente na Europa, mas nem tanto nos Estados Unidos. Entre as técnicas de tratamento disponíveis, nem todas são adequadas para todos pacientes. A Lipoasiração assistida a agua (WAL – Water Assisted Liposuction) e a Lipoaspiração por tumescência (TLA – Tumescent Liposuction) são dois procedimentos realizados rotineiramente na Alemanha, Países Baixos, Inglaterra e Austria para pacientes com lipedema. Recomenda-se que os pacientes busquem informação aprofundada sobre as técnicas e os médicos antes da realização de qualquer procedimento.

Lipedema é acompanhada as vezes de outras doenças, que podem agravar a saúde do paciente. Doenças articulares, venosas, linfedema, obesidade, transtornos psicossociais são vistos frequentemente em pacientes com lipedema. Medicamentos para controle da dor, ansiedade e depressão são comuns nesta população, por isso recomenda-se associação a grupos de suporte. Cirurgia bariátrica não reduz a gordura lipedemica, embora possa ajudar a tratar as co-morbidades que acompanham.

 

Pesquisas atuais

Embora seja uma doença reconhecida, tratada e pesquisada na Europa, é pouco pesquisada nos Estados Unidos. Entretanto um aumento no reconhecimento do lipedema como condição médica é visto também na literatura médica. O interesse sobre lipedema tem aumentado nos anos. Dado que 11% da população adulta feminina pode sofrer desta doença, é vital que mais pesquisas sem feitas.

O lipedema é classificado no CID-10 como E882 (lipomatose)

 

Sinônimos
  • Lipalgia
  • Lipofilia Membralis
  • Adipose dolorosa
  • Adiposalgia
  • Lipohipertrofia dolorosa
  • Lipedema
  • Lipödem

 

Bibliografia

1)  Chen, S. G., Hsu, S. D., Chen, T. M., Wang, H. J. Painful fat syndrome in a male patient. Br J Plast Surg 2004; 57(3):282-286 2)  http://www.tillysmidt.nl/LIPEDEMA%20%20Englisch%20for%20Lipoedeem.htm,  3)  Todd, Marie, Lipoedema: presentation and management. Chronic Oedema, 2010; 10-16 4)  Schmeller W, Meier-Vollrath I, Chapter 7 Lipedema, http://www.hanse-klinik.com/englisch/Lipoedema.pdf  5)  Allen E V, Hines E A, Lipoedema of the legs. A syndrome characterized by fat legs and edema. Proc Staff. Meet. Mayo Clinic 1940; 15:184  6)  C to provide 7)  Fife CE, Maus EA, Carter MJ, 2010 Lipedema: A Frequently Misdiagnoed and Misunderstood Fatty Deposition Syndrome. ADV SKIN WOUND CARE 2010;23:81-92; quiz 93-4. reported "However, in an unpublished epidemiological study conducted in 2001, Foeldi and Foeldi [28] claimed that lipedema is present in 11% of the female population". [28] corresponds to "Foeldi E, Foeldi M. Lipedema. In: Foeldi M, Foeldi E, eds. Foeldi’s Textbook of Lymphology. 2nd ed. Munich, Germany: Elsevier; 2006:417-27. 8) Trayes KP, Studdiford JS, Pickle S, Tully AS  “Edema: Diagnosis and Management” Am Fam Physican 2013:88(2):102-110 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23939641  9) Herbst, Karen L “Rare adipose disorders (RADs) masquerading as obesity” Acta Pharmacol Sin. 2012 Feb;33(2):155-72. doi: 10.1038/aps.2011.153. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22301856  10) van der Krabben, Tatjana "Lipedema got a ICD-10 code!" http://blog.lipese.com/2016/12/lipedema-got-icd-10-code.html?utm_source=... 11) Lipedema / Lipoedema / Lipödem http://fatdisorders.org/fat-disorders/lipedema-lipoedema-description Tags: linfáticalinfáticoedemalipedema Select ratingGive Lipedema 1/5Give Lipedema 2/5Give Lipedema 3/5Give Lipedema 4/5Give Lipedema 5/5 No votes yet
Categories: Medicina

Lipedema

Thu, 07/13/2017 - 21:51

Definição: lipedema (síndrome gordurosa dolorosa) é uma doença crônica que ocorre na maioria das vezes em mulheres. É caracterizada por ser bilateral, com excesso simétrico de tecido gorduroso principalmente nas pernas e tornozelos, combinado a uma tendência de inchaço que piora ao ficar de pé. O lipedema em homens é raro. Frequentemente o lipedema é confundido com o linfedema de membros inferiores ou simplesmente obesidade.

 

Etiologia

A etiologia do lipedema e outros tipos de deposição gordurosa ainda é desconhecido, embora suspeite-se de uma causa genética. Outras possíveis causas de lipedema incluem metabólico, inflamatório e envolvimento hormonal.

 

Sintomas

Sintomas variam de acordo com cada pessoa, e nem todas possuem todos os sintomas

  • Apresentação simétrica, envolvendo ambas as pernas 1
  • Dor em tecido mole no repouso, ao caminhar ou ao tocar. Hipersensibilidade ao toque.1
  • Acúmulo de gordura lipêmica da cintura até os joelhos ou tornozelos, as vezes com uma marca anelar acima do tornozelo, com os pés livres de acometimento2
  • Hiper mobilidade2
  • Coxins gordurosos acima, medial e abaixo dos joelhos e na região lateral alta de coxas1
  • Nodulos gordurosos ou coxins podem aumentar estresse na articulação causando marcha anormal e/ou dor aumentada nas articulações2
  • Problemas nos joelhos que podem levar a alteração da marcha1
  • Acúmulo de gordura lipedêmica nos braços, as vezes com hgrande quantidade de gordura pendurada quando braço está esticado, pesquisa mostra que entre 30 a 90% das pessoas com lipedema tem braços também afetados2
  • Acúmulo de gordura lipedemica nos braços, causando um efeito de “blusa” com um anel distinto de grdura acima do pulso2
  • Perda da elasticidade da pele1
  • Edema não depressível no inicio; posteriormente pode tornar-se lipo-linfema (estágio IV)1
  • Edema depressível pode ocorrer na ortostase prolongada e melhora ao elevar membros2
  • Dieta de restrição calórica tem pouco efeito na gordura lipedêmica1
  • Hematomas fáceis e frequentes1
  • Sinal de Stemmer negativo nos pés e mãos1
  • Temperatura diminuída nos membros3
  • Cansaço geral3
  • Sensibilidade à pressão3
  • Textura do membro é borrachosa3
  • O inicio dos sintomas ocorrem na puberdade, gravidez ou menopausa1
  • Aparecimento ou exacerbação pode ocorrer após cirurgia com anestesia geral3
  • Pés e mãos geralmente são poupados antes do estagio IV de lipo-linfedema1
  • Estagios iniciais: a parte superior do corpo pode permanecer delgada a medida que o corpo inferior aumenta e a gordura se acumula nos quadris, coxas e pernas1
  • Estagios tardios: gordura piledemica também pode acumular no peito, torso, abdome e extremidades superiores3
  • Envolvimento linfático evidente nos estágios tardios2
  • Dor crônica e constrangimento pode levar a depressão e/ou transtornos alimentares2,3
  • Deterioração progressiva da mobilidade se não tratado1
  • Gordura torna-se fibrótica4
  • Baixa de vitamina D, ferro e/ou B124
  • Às vezes ocorrem bolsões de gordura/fluido abaixo do joelho3

 

1 – citado em vários trabalhos 2 – citado em alguns trabalhos 3 – respostas em pesquisas com pacientes 4 – relatos de caso

 

Estágios do lipedema

·      Estágio I

  • Pele é lisa/suave
  • O inchaço aumenta durante o dia e pode resolver com o descanso e elevação dos membros
  • Responde bem ao tratamento

·      Estágio II

  • Pele tem marcas “identações”
  • Lipomas podem ocorrer
  • Eczema e erisipelas podem estar presentes
  • Edema aumenta durante o dia, com melhora parcial após repouso e elevação dos membros
  • Pode responder bem ao tratamento

·      Estágio III

  • Tecido conectivo endurecido, fibroesclerose
  • Edema presente e consistente
  • Grandes áreas e massas de pele e gordura que se sobrepõe
  • Menos responsivo a algumas modalidades de tratamento

·      Estágio IV

  • Fibroesclerose, possivelmente elefantíase
  • Edema consistente presente
  • Grandes áreas e massas de pele e gordura que se sobrepõe
  • Tambem conhecido como Lipo-linfedema
  • Menos responsivo a algumas modalidades de tratamento

 

Diagnóstico diferencial

 

Doença

Lipedema

Linfedema

Obesidade

Lipo-linfedema

Insuficiencia Venosa

Característica

Depositos de gordura, edema em pernas e braços, mas não em mãos e pés

Depósitos de gordura, edema em um membro incluindo pés e mãos

Deposito de gordura generalizado

Depósito de gordura, edema generalizado em pernas, braços e torso

Edema próximo do tornozelo, dermatite ocre, pouco edema

Sexo

F

M/F

M/F

F

M/F

Quando inicia

Durante mudanças hormonais (puberdade, gravidez, menopausa)

Após cirurgia que aferta o sistema linfático ou ao nascimento

Qualquer idade

Durante mudanças hormonais

Em torno do inicio da obesidade, diabetes, gravidez, hipertensão

Associação com dieta

Dieta com restrição calórica inefetiva

Dieta com restrição calórica inefetiva

Dieta e perda de peso são efetivas

Dieta com restrição calórica inefetiva

Sem relação com a ingestão calórica

Edema/Inchaço

Edema não depressível

Edema depressível

Sem edema

Muito edema, um pouco depressível, alguma fibrose

Frequentemente edema, mas também pode ocorrer sem edema nos estágios iniciais

Sinal típico no exame físico

Sinal de Stemmer negativo

Sinal de Stemmer positivo

Sinal de Stemmer negativo

Sinal de Stemmer negativo ou positivo

 

Dor?

Provavelmente dor nas áreas afetadas

Sem dor inicialmente

Sem dor

Dor em áreas afetadas

Provavelmente dor

Frequencia na população

Melhor estimativa é de 11% das mulheres adultas

Baixa

>30% dos norte americanos

Desconhecido

30% dos norte americanos

Celulite/Erisipela

Sem história de celulite

História possível de celulite ou erisipela

 

Provavelmente história de celulite

Frequente coceira e manchas na pelo confundidas com celulite

Genética/Hereditariedade

Provavelmente história famíliar

História familiar não provável a não ser que seja linfedema familiar

Provavelmente história famíliar

Provavelmente história famíliar de lipedema

Provavelmente história famíliar

 

Diferenciação entre lipedema e linfedema

Para se aprofundar na explanação do lipedema, é necessário comparar com o linfedema. Linfedema é frequentemente assimétrico e pode ser adquirido (secundário a cirurgia, trauma, infecção que danifica o sistema linfático) ou congênito (mudanças hereditárias o sistema linfático). A medida que o edema condinua e se espalha das extremidades inferiores para outras partes do corpo, o edema é provavelmente causado pelo fluxo linfático lento e mudanças da estrutura linfática causada pela pressão no membro lipedematoso. Isso é conhecido como lipo-linfedema. Lipo-linfedema também pode ocorrer concomitantemente com insuficiência venosa crônica e outras doenças vasculares.

 

Diagnóstico

Atualmente, a melhor maneira de diagnosticas lipedema é com o exame físico e anamnese feitas por médico treinado. Alguns médicos estão familiarizados com a distinção entre lipedema, linfedema e obesidade. Após a palpação da gordura o médico pode sentir nódulos. Com o avanço da doença, os nódulos podem aumentar de tamanho e de númeor e podem formar sequencias de nódulos. Comunicação entre pacientes e médicos deve ser estimulada.

O teste sanguíneo definitivo para diagnostico de lipedema não existe, entretanto alguns médicos recomendam tratar doenças concomitantes que costumam agravar o quadro e sintomas do lipedema. Os testes são: dosagem hormonal tireoideana, marcadores inflamatórios, dosagem de vitamina B e D. Em alguns estágios da doença, pode ser possível ver evidência do lipedema ou lipo-linfedema pelo ultrassom Ressonância Magnética, linfografia e/ ou linfocintilografia. Entretanto, deve haver muito cuidado devido ao falso resultado NORMAL nas fases iniciais do lipedema. Algumas ferramentas diagnósticas podem ajudar o médico a definir o protocolo de tratamento.

Schmeller distingue lipedema de lipohipertrofia que pode se apresentar com forma corporal semelhante, mas sem edema ou dor. Ele postula que essa condição pode levar a outra e que pessoas podem mover de um estado a outro. Mais pesquisa se faz necessária para determinar se lipedema e lipohipertrofia são a mesma condição ou se são diferentes uma da outra.

 

Tratamento

Embora o lipedema tenha sido diagnosticado e identificado inicialmente na Mayo Clinic em 1940, a maioria dos médicos não está familiarizado com a doença. Não há cura identificada no momento para o lipedema, entretanto a detecção precoce e o tratamento pode reduzir os danos progressivos ao paciente. Mudanças precoces de peso e dieta com nutrição e exercício podem ajudar a reduzir a gordura não  lipedemica e reduzir a inflamação. Dessa forma pode prevenir o aumento da parte inferior do corpo, que seria pior se o paciente também fosse obeso. Entretanto, mesmo com dieta rígida e regime de exercícios a doença também pode progredir e tratamentos futuros podem ser necessários.

Embora não haja tratamento comprovadamente efetivo para o lipedema, o edema pode ser controlado com a compressão, certos medicamentos, drenagem linfática manual e terapia de descongestao completa. A compressão pode ajudar no retorno linfático, mas dificilmente é tolerado pela dor que os pacientes apresentam, por isso é necessário o tratamento com médico especializado também na escolha da melhor compressão.

Lipoaspiração no tratamento do lipedema iniciou em 1980 e esta ficando cada vez mais comum. Embora tenha ajudado muitos pacientes quando feito por cirurgião treinado e consicente do lipedema, poucos médicos tem o conhecimento necessário, sendo um tratamento frequente na Europa, mas nem tanto nos Estados Unidos. Entre as técnicas de tratamento disponíveis, nem todas são adequadas para todos pacientes. A Lipoasiração assistida a agua (WAL – Water Assisted Liposuction) e a Lipoaspiração por tumescência (TLA – Tumescent Liposuction) são dois procedimentos realizados rotineiramente na Alemanha, Países Baixos, Inglaterra e Austria para pacientes com lipedema. Recomenda-se que os pacientes busquem informação aprofundada sobre as técnicas e os médicos antes da realização de qualquer procedimento.

Lipedema é acompanhada as vezes de outras doenças, que podem agravar a saúde do paciente. Doenças articulares, venosas, linfedema, obesidade, transtornos psicossociais são vistos frequentemente em pacientes com lipedema. Medicamentos para controle da dor, ansiedade e depressão são comuns nesta população, por isso recomenda-se associação a grupos de suporte. Cirurgia bariátrica não reduz a gordura lipedemica, embora possa ajudar a tratar as co-morbidades que acompanham.

 

Pesquisas atuais

Embora seja uma doença reconhecida, tratada e pesquisada na Europa, é pouco pesquisada nos Estados Unidos. Entretanto um aumento no reconhecimento do lipedema como condição médica é visto também na literatura médica. O interesse sobre lipedema tem aumentado nos anos. Dado que 11% da população adulta feminina pode sofrer desta doença, é vital que mais pesquisas sem feitas.

O lipedema é classificado no CID-10 como E882 (lipomatose)

 

Sinônimos
  • Lipalgia
  • Lipofilia Membralis
  • Adipose dolorosa
  • Adiposalgia
  • Lipohipertrofia dolorosa
  • Lipedema
  • Lipödem

 

Bibliografia

1)  Chen, S. G., Hsu, S. D., Chen, T. M., Wang, H. J. Painful fat syndrome in a male patient. Br J Plast Surg 2004; 57(3):282-286 2)  http://www.tillysmidt.nl/LIPEDEMA%20%20Englisch%20for%20Lipoedeem.htm,  3)  Todd, Marie, Lipoedema: presentation and management. Chronic Oedema, 2010; 10-16 4)  Schmeller W, Meier-Vollrath I, Chapter 7 Lipedema, http://www.hanse-klinik.com/englisch/Lipoedema.pdf  5)  Allen E V, Hines E A, Lipoedema of the legs. A syndrome characterized by fat legs and edema. Proc Staff. Meet. Mayo Clinic 1940; 15:184  6)  C to provide 7)  Fife CE, Maus EA, Carter MJ, 2010 Lipedema: A Frequently Misdiagnoed and Misunderstood Fatty Deposition Syndrome. ADV SKIN WOUND CARE 2010;23:81-92; quiz 93-4. reported "However, in an unpublished epidemiological study conducted in 2001, Foeldi and Foeldi [28] claimed that lipedema is present in 11% of the female population". [28] corresponds to "Foeldi E, Foeldi M. Lipedema. In: Foeldi M, Foeldi E, eds. Foeldi’s Textbook of Lymphology. 2nd ed. Munich, Germany: Elsevier; 2006:417-27. 8) Trayes KP, Studdiford JS, Pickle S, Tully AS  “Edema: Diagnosis and Management” Am Fam Physican 2013:88(2):102-110 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23939641  9) Herbst, Karen L “Rare adipose disorders (RADs) masquerading as obesity” Acta Pharmacol Sin. 2012 Feb;33(2):155-72. doi: 10.1038/aps.2011.153. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22301856  10) van der Krabben, Tatjana "Lipedema got a ICD-10 code!" http://blog.lipese.com/2016/12/lipedema-got-icd-10-code.html?utm_source=... 11) Lipedema / Lipoedema / Lipödem http://fatdisorders.org/fat-disorders/lipedema-lipoedema-description Tags: linfáticalinfáticoedemalipedema
Categories: Medicina

Coágulos de sangue (Trombo)

Fri, 07/07/2017 - 13:31

Os coágulos sanguíneos são massas semi-sólidas de sangue que podem ser estacionárias (trombose) e bloquear o fluxo de sangue ou se soltar (embolia) e viajar para várias partes do corpo. Coágulos de sangue podem ser fatais dependendo da sua localização e gravidade.
Seu médico provavelmente irá realizar um exame físico, e você poderá passar por uma ecografia venosa ou uma tomografia computadorizada do tórax, abdômen/pélvis ou cabeça, para ajudar a diagnosticar a sua condição. O tratamento pode depender se o coágulo está localizado em uma artéria ou veia. Seu médico pode prescrever medicação, trombólise direcionada via catéter, cirurgia ou colocação de filtro de veia cava inferior (VCI) para tratar a sua condição.

 
O que são coágulos de sangue?
Coágulos de sangue são massas semi-sólidas de sangue. Normalmente, sangue flui livremente através das veias e artérias. Alguns coágulos de sangue, ou coagulação, são necessários e normais, poia a coagulação sanguínea ajuda a parar o sangramentos se você se cortar ou se ferir. No entanto, quando muita coagulação ocorre, pode causar sérias complicações.
Quando um coágulo de sangue se forma, pode ser estacionário (chamado trombose) e bloquear o fluxo de sangue ou se soltar (chamado embolia) e viajar para várias partes do corpo.
Existem dois tipos diferentes de coágulos:

  • Coágulos arteriais são aqueles que se formam dentro das artérias. Uma vez que os coágulos arteriais se formam, causam sintomas imediatamente. Como este tipo de coágulo impede que o oxigênio chegue em órgãos vitais, pode causar uma variedade de complicações como acidente vascular cerebral, ataque cardíaco, paralisia e dor intensa.
  • Coágulos venosos são aqueles que se formam nas veias. Coágulos venosos normalmente se formam lentamente durante um período de tempo e os sintomas de coágulos venosos gradualmente se tornam mais perceptíveis.

Coágulos sanguíneos podem ocorrer em diferentes partes do corpo, cada área tendo sintomas diferentes:

  • Pernas e braços: sintomas de coágulos de sangue nas pernas e braços variam e podem incluir dor ou caimbras, inchaço, sensibilidade, calor ao toque e azulação ou vermelhidão na cor de pele. Os coágulos que ocorrem nas veias maiores são chamados de trombose venosa profunda (TVP). Coágulos sanguíneos também podem ocorrer em veias menores e mais superficiais (mais perto da pele) formando a tromboflebite superficial.
  • Coração: Sintomas comuns de coágulos de sangue no coração incluem dor no peito e braço esquerdo, sudorese e dificuldade para respirar.
  • Pulmões: Os sintomas mais comuns incluem falta de ar ou dificuldade para respirar, dor no peito e tosse. Outros sintomas que podem ou não podem aparecer são sudorese, pele descorada, inchaço nas pernas, batimento cardíaco e/ou pulso irregulares e tonturas.
  • Cérebro: Pacientes com coágulos de sangue em seus cérebros podem experimentar problemas com sua visão ou fala, convulsões e fraqueza geral.
  • Abdômen: Os sintomas de coágulos de sangue abdominais podem incluir dor abdominal, náuseas, vômitos e diarreia e/ou sangue nas fezes.

Um coágulo de sangue pode ser fatal dependendo da localização e gravidade.
 
 
Como são avaliados os coágulos de sangue?
A avaliação de sua condição difere dependendo da localização e do tipo de seu coágulo de sangue. Seu médico começará geralmente obtendo seu histórico médico, pois isso pode fornecer informações sobre fatores que causaram o coágulo, e também irá realizar um exame físico. Em situações de emergência, onde os pacientes podem ser incapazes de descrever seus sintomas, os médicos podem enviar pacientes para uma avaliação imediatamente após um exame físico.
Você pode ser enviado para um ou mais dos seguintes exames:

  • Ecografia venosa: Este teste é geralmente o primeiro passo para a confirmação de um coágulo de sangue venoso. As ondas sonoras são usadas para criar uma imagem de suas veias. Um ultrassom com Doppler pode ser usado para ajudar a visualizar o fluxo de sangue em suas veias. Se os resultados do ultrassom forem inconclusivos, flebografia ou angiografia por ressonância magnética podem ser usadas.
  • Tomografia Computadorizada do tórax: Se o seu médico suspeitar que você tem uma embolia pulmonar, você pode se submeter a uma tomografia computadorizada. A causa mais comum de embolia pulmonar é quando um fragmento de uma perna ou coágulo pélvico se soltou e viajou através das veias para o pulmão. Você pode ser encaminhado à um raio x do tórax se seu médico acredita que você pode ter uma condição diferente de um coágulo de sangue.
  • Tomografia Computadorizada abdominal/pélvica: Este tipo de tomografia computadorizada pode ser usada se o seu médico suspeitar de um coágulo de sangue em algum lugar em seu abdômen ou pélvis. Também pode ser usada para descartar outras possíveis condições que causam os mesmos sintomas que os coágulos de sangue.
  • Tomografia Computadorizada da cabeça: Se você está tendo os sintomas de um AVC, seu doutor requisitará uma tomografia computadorizada de emergência da cabeça, a fim de confirmar a presença de um coágulo. Em alguns casos, seu médico poderá prescrever um exame de angiografia cerebral. Um ultrassom da carótida também pode ser realizado para ver se um fragmento de um coágulo de sangue no pescoço viajou para o cérebro.

Coágulos de sangue podem causar sintomas que imitam outras doenças ou condições. Você pode se submeter a testes adicionais para descartar outras condições.
 
 
Como são tratados os coágulos de sangue?
Coágulos arteriais:
Seu médico pode recomendar que você se submeta a uma trombólise direcionada via cateter ou trombectomia, um procedimento que envia medicação para "quebra do coágulo" no local do coágulo, ou fazer uma cirurgia para removê-lo. Estes tratamentos são destinados a cuidar dos coágulos agressivamente já que coágulos arteriais podem bloquear o fluxo sanguíneo para os órgãos vitais. Eles são usados apenas em casos de emergência ou risco de vida, normalmente.
Coágulos venosos:
Se você for diagnosticado com um coágulo venoso profundo, você será medicado para ajudar a afinar seu sangue, para permitir que seu sangue passe mais facilmente pelo local do coágulo.
Seu médico pode pedir que você se submeta a um procedimento chamado de colocação de filtro de veia cava inferior. Isto é recomendado para pacientes que estão em alto risco devido a coágulos de sangue. Um filtro é colocado na sua veia para ajudar a prevenir que os fragmentos de coágulo viagem através das veias para o coração ou os pulmões.
 

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Coágulos de sangue (Trombo)

Fri, 07/07/2017 - 13:31

Os coágulos sanguíneos são massas semi-sólidas de sangue que podem ser estacionárias (trombose) e bloquear o fluxo de sangue ou se soltar (embolia) e viajar para várias partes do corpo. Coágulos de sangue podem ser fatais dependendo da sua localização e gravidade.
Seu médico provavelmente irá realizar um exame físico, e você poderá passar por uma ecografia venosa ou uma tomografia computadorizada do tórax, abdômen/pélvis ou cabeça, para ajudar a diagnosticar a sua condição. O tratamento pode depender se o coágulo está localizado em uma artéria ou veia. Seu médico pode prescrever medicação, trombólise direcionada via catéter, cirurgia ou colocação de filtro de veia cava inferior (VCI) para tratar a sua condição.

 
O que são coágulos de sangue?
Coágulos de sangue são massas semi-sólidas de sangue. Normalmente, sangue flui livremente através das veias e artérias. Alguns coágulos de sangue, ou coagulação, são necessários e normais, poia a coagulação sanguínea ajuda a parar o sangramentos se você se cortar ou se ferir. No entanto, quando muita coagulação ocorre, pode causar sérias complicações.
Quando um coágulo de sangue se forma, pode ser estacionário (chamado trombose) e bloquear o fluxo de sangue ou se soltar (chamado embolia) e viajar para várias partes do corpo.
Existem dois tipos diferentes de coágulos:

  • Coágulos arteriais são aqueles que se formam dentro das artérias. Uma vez que os coágulos arteriais se formam, causam sintomas imediatamente. Como este tipo de coágulo impede que o oxigênio chegue em órgãos vitais, pode causar uma variedade de complicações como acidente vascular cerebral, ataque cardíaco, paralisia e dor intensa.
  • Coágulos venosos são aqueles que se formam nas veias. Coágulos venosos normalmente se formam lentamente durante um período de tempo e os sintomas de coágulos venosos gradualmente se tornam mais perceptíveis.

Coágulos sanguíneos podem ocorrer em diferentes partes do corpo, cada área tendo sintomas diferentes:

  • Pernas e braços: sintomas de coágulos de sangue nas pernas e braços variam e podem incluir dor ou caimbras, inchaço, sensibilidade, calor ao toque e azulação ou vermelhidão na cor de pele. Os coágulos que ocorrem nas veias maiores são chamados de trombose venosa profunda (TVP). Coágulos sanguíneos também podem ocorrer em veias menores e mais superficiais (mais perto da pele) formando a tromboflebite superficial.
  • Coração: Sintomas comuns de coágulos de sangue no coração incluem dor no peito e braço esquerdo, sudorese e dificuldade para respirar.
  • Pulmões: Os sintomas mais comuns incluem falta de ar ou dificuldade para respirar, dor no peito e tosse. Outros sintomas que podem ou não podem aparecer são sudorese, pele descorada, inchaço nas pernas, batimento cardíaco e/ou pulso irregulares e tonturas.
  • Cérebro: Pacientes com coágulos de sangue em seus cérebros podem experimentar problemas com sua visão ou fala, convulsões e fraqueza geral.
  • Abdômen: Os sintomas de coágulos de sangue abdominais podem incluir dor abdominal, náuseas, vômitos e diarreia e/ou sangue nas fezes.

Um coágulo de sangue pode ser fatal dependendo da localização e gravidade.
 
 
Como são avaliados os coágulos de sangue?
A avaliação de sua condição difere dependendo da localização e do tipo de seu coágulo de sangue. Seu médico começará geralmente obtendo seu histórico médico, pois isso pode fornecer informações sobre fatores que causaram o coágulo, e também irá realizar um exame físico. Em situações de emergência, onde os pacientes podem ser incapazes de descrever seus sintomas, os médicos podem enviar pacientes para uma avaliação imediatamente após um exame físico.
Você pode ser enviado para um ou mais dos seguintes exames:

  • Ecografia venosa: Este teste é geralmente o primeiro passo para a confirmação de um coágulo de sangue venoso. As ondas sonoras são usadas para criar uma imagem de suas veias. Um ultrassom com Doppler pode ser usado para ajudar a visualizar o fluxo de sangue em suas veias. Se os resultados do ultrassom forem inconclusivos, flebografia ou angiografia por ressonância magnética podem ser usadas.
  • Tomografia Computadorizada do tórax: Se o seu médico suspeitar que você tem uma embolia pulmonar, você pode se submeter a uma tomografia computadorizada. A causa mais comum de embolia pulmonar é quando um fragmento de uma perna ou coágulo pélvico se soltou e viajou através das veias para o pulmão. Você pode ser encaminhado à um raio x do tórax se seu médico acredita que você pode ter uma condição diferente de um coágulo de sangue.
  • Tomografia Computadorizada abdominal/pélvica: Este tipo de tomografia computadorizada pode ser usada se o seu médico suspeitar de um coágulo de sangue em algum lugar em seu abdômen ou pélvis. Também pode ser usada para descartar outras possíveis condições que causam os mesmos sintomas que os coágulos de sangue.
  • Tomografia Computadorizada da cabeça: Se você está tendo os sintomas de um AVC, seu doutor requisitará uma tomografia computadorizada de emergência da cabeça, a fim de confirmar a presença de um coágulo. Em alguns casos, seu médico poderá prescrever um exame de angiografia cerebral. Um ultrassom da carótida também pode ser realizado para ver se um fragmento de um coágulo de sangue no pescoço viajou para o cérebro.

Coágulos de sangue podem causar sintomas que imitam outras doenças ou condições. Você pode se submeter a testes adicionais para descartar outras condições.
 
 
Como são tratados os coágulos de sangue?
Coágulos arteriais:
Seu médico pode recomendar que você se submeta a uma trombólise direcionada via cateter ou trombectomia, um procedimento que envia medicação para "quebra do coágulo" no local do coágulo, ou fazer uma cirurgia para removê-lo. Estes tratamentos são destinados a cuidar dos coágulos agressivamente já que coágulos arteriais podem bloquear o fluxo sanguíneo para os órgãos vitais. Eles são usados apenas em casos de emergência ou risco de vida, normalmente.
Coágulos venosos:
Se você for diagnosticado com um coágulo venoso profundo, você será medicado para ajudar a afinar seu sangue, para permitir que seu sangue passe mais facilmente pelo local do coágulo.
Seu médico pode pedir que você se submeta a um procedimento chamado de colocação de filtro de veia cava inferior. Isto é recomendado para pacientes que estão em alto risco devido a coágulos de sangue. Um filtro é colocado na sua veia para ajudar a prevenir que os fragmentos de coágulo viagem através das veias para o coração ou os pulmões.
 

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Aneurisma da Aorta Abdominal (AAA)

Fri, 07/07/2017 - 13:18

Aneurisma da aorta abdominal (AAA) ocorre quando a aterosclerose ou o acúmulo de placa faz com que as paredes da aorta abdominal se tornem fracas e protuberante para fora como um balão. Um AAA se desenvolve lentamente ao longo do tempo e tem alguns sintomas perceptíveis. Quanto mais um aneurisma cresce, mais provável é que ele vá estourar, ou romper, causando intensa dor abdominal ou dor nas costas, tonturas, náuseas ou falta de ar, e podendo levar ao óbito.
Seu médico pode confirmar a presença de um AAA com uma ecografia abdominal, TC abdominal e pélvica ou angiografia. O tratamento depende da localização e tamanho do aneurisma, bem como sua idade, função renal e outras condições. Aneurismas menores que cinco centímetros de diâmetro são normalmente monitorados com ultra-som ou exames de TC a cada seis a 12 meses. Aneurismas maiores, ou aqueles que estão crescendo rapidamente ou vazando, podem exigir cirurgia aberta ou endovascular.

 
O que é um aneurisma da aorta abdominal?
A aorta, a maior artéria no corpo, é um vaso sanguíneo que leva sangue oxigenado, para longe do coração. Origina-se logo após a válvula aórtica conectada ao lado esquerdo do coração e se estende através do interior do peito e abdômen. A porção da aorta que se encontra profundamente dentro do abdômen, bem na frente da espinha é chamada de aorta abdominal.
Ao longo do tempo, as paredes da artéria podem se tornar fracas e alargar, uma analogia seria o que pode acontecer com uma mangueira de jardim velha. A pressão do sangue através do bombeamento da aorta pode deixar esta área fraca com uma protuberância para fora, como um balão (chamado aneurisma). Um aneurisma da aorta abdominal (AAA, ou "triplo A") ocorre quando este tipo de enfraquecimento do vaso acontece na porção da aorta que corre pelo abdômen.
A maioria dos AAAs é o resultado da aterosclerose, uma doença degenerativa crônica da parede arterial, em que gordura, colesterol e outras substâncias acumulam nas paredes das artérias e formam depósitos macios ou duros chamados placas.
Aneurismas da aorta abdominal normalmente desenvolvem-se lentamente ao longo de um período de muitos anos e quase nunca causam quaisquer sintomas perceptíveis. Ocasionalmente, especialmente em pacientes magras, uma sensação de pulsação no abdômen pode ser sentida. Quanto mais um aneurisma cresce, maior é a chance de que vá estourar, ou romper.
Se um aneurisma se expande rapidamente, goteja, ou vaza, os seguintes sintomas podem se desenvolver de repente:

  • intensa e persistente dor abdominal ou nas costas que pode irradiar para as nádegas e pernas
  • transpiração e sudorese fria
  • tontura
  • náuseas e vômitos
  • aumento da frequência cardíaca
  • falta de ar
  • pressão arterial baixa.

Principais fatores de risco para um AAA incluem histórico familiar, tabagismo e hipertensão arterial de longa data. Os homens que têm um histórico de tabagismo devem fazer um rastreamento único para AAA entre as idades de 65 e 75. Homens com histórico familiar de AAA devem ser rastreados com 60 anos de idade.
Como um aneurisma da aorta abdominal é avaliado?
Muitos aneurismas da aorta abdominal são encontrados por acaso em exames de ultra-som, raio-x ou checagens por TC. O paciente muitas vezes está sendo examinado por um motivo não relacionado. Em outros pacientes que experimentam sintomas e procuram um médico, um médico pode ser capaz de sentir uma aorta pulsante ou ouvir sons anormais no abdômen com o estetoscópio (sopro).
Para confirmar a presença de um aneurisma da aorta abdominal, um médico pode pedir exames de imagem incluindo:

  • Ecografia abdominal (US): Ultrassom é altamente preciso para medir o tamanho de um aneurisma. Um médico também pode usar uma técnica especial chamada Ultrassom com doppler para examinar o fluxo de sangue através da aorta. Ocasionalmente a aorta não pode ser completamente vista devido ao intestino sobrejacente que bloqueia a visão do ultrassom ou em pacientes muito grandes.
  • Tomografia computadorizada abdominal e pélvica (TC): Este exame é altamente preciso na determinação do tamanho e extensão do aneurisma. 
  • Angiografia: este exame, que usa raios-x , TC ou RM e um material de contraste para produzir imagens de vasos sanguíneos por todo o corpo, é usado para ajudar a identificar anormalidades como aneurismas da aorta abdominal.

Como é tratado um aneurisma da aorta abdominal?
O tratamento depende de uma variedade de fatores, incluindo o tamanho e localização do aneurisma na aorta abdominal e a idade do paciente, funcionamento do rim e outras condições.
Pacientes com aneurismas, que são menores do que cinco centímetros de diâmetro são normalmente monitorados com ultrassom ou exames de TC a cada seis a 12 meses e podem ser aconselhados a:

  • parar de fumar
  • controlar a pressão arterial
  • diminuir o colesterol.

Tratamento cirúrgico pode ser recomendado para pacientes que apresentem aneurismas que estão:

  • maiores que 5 centímetros (2 polegadas) de diâmetro
  • crescendo rapidamente
  • vazando
  • sintomas compressivos
  • rotos.

Existem duas opções de tratamento:

  • Tradicional reparo cirúrgico (aberto): neste tipo de cirurgia, uma incisão é feita no abdômen e a parte danificada da aorta é removida e substituída por um tubo sintético chamado de enxerto de Dacron, que é costurado no lugar.
  • Cirurgia endovascular: Neste procedimento, que é menos invasivo do que um reparo aberto, uma endoprótese de stent anexada à extremidade de um tubo de plástico fino chamado cateter, inserido através de uma artéria na perna e manobrado até no abdômen, onde ele é posicionado dentro do aneurisma e preso no lugar com ganchos pequenos.

 

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Aneurisma da Aorta Abdominal (AAA)

Fri, 07/07/2017 - 13:18

Aneurisma da aorta abdominal (AAA) ocorre quando a aterosclerose ou o acúmulo de placa faz com que as paredes da aorta abdominal se tornem fracas e protuberante para fora como um balão. Um AAA se desenvolve lentamente ao longo do tempo e tem alguns sintomas perceptíveis. Quanto mais um aneurisma cresce, mais provável é que ele vá estourar, ou romper, causando intensa dor abdominal ou dor nas costas, tonturas, náuseas ou falta de ar, e podendo levar ao óbito.
Seu médico pode confirmar a presença de um AAA com uma ecografia abdominal, TC abdominal e pélvica ou angiografia. O tratamento depende da localização e tamanho do aneurisma, bem como sua idade, função renal e outras condições. Aneurismas menores que cinco centímetros de diâmetro são normalmente monitorados com ultra-som ou exames de TC a cada seis a 12 meses. Aneurismas maiores, ou aqueles que estão crescendo rapidamente ou vazando, podem exigir cirurgia aberta ou endovascular.

 
O que é um aneurisma da aorta abdominal?
A aorta, a maior artéria no corpo, é um vaso sanguíneo que leva sangue oxigenado, para longe do coração. Origina-se logo após a válvula aórtica conectada ao lado esquerdo do coração e se estende através do interior do peito e abdômen. A porção da aorta que se encontra profundamente dentro do abdômen, bem na frente da espinha é chamada de aorta abdominal.
Ao longo do tempo, as paredes da artéria podem se tornar fracas e alargar, uma analogia seria o que pode acontecer com uma mangueira de jardim velha. A pressão do sangue através do bombeamento da aorta pode deixar esta área fraca com uma protuberância para fora, como um balão (chamado aneurisma). Um aneurisma da aorta abdominal (AAA, ou "triplo A") ocorre quando este tipo de enfraquecimento do vaso acontece na porção da aorta que corre pelo abdômen.
A maioria dos AAAs é o resultado da aterosclerose, uma doença degenerativa crônica da parede arterial, em que gordura, colesterol e outras substâncias acumulam nas paredes das artérias e formam depósitos macios ou duros chamados placas.
Aneurismas da aorta abdominal normalmente desenvolvem-se lentamente ao longo de um período de muitos anos e quase nunca causam quaisquer sintomas perceptíveis. Ocasionalmente, especialmente em pacientes magras, uma sensação de pulsação no abdômen pode ser sentida. Quanto mais um aneurisma cresce, maior é a chance de que vá estourar, ou romper.
Se um aneurisma se expande rapidamente, goteja, ou vaza, os seguintes sintomas podem se desenvolver de repente:

  • intensa e persistente dor abdominal ou nas costas que pode irradiar para as nádegas e pernas
  • transpiração e sudorese fria
  • tontura
  • náuseas e vômitos
  • aumento da frequência cardíaca
  • falta de ar
  • pressão arterial baixa.

Principais fatores de risco para um AAA incluem histórico familiar, tabagismo e hipertensão arterial de longa data. Os homens que têm um histórico de tabagismo devem fazer um rastreamento único para AAA entre as idades de 65 e 75. Homens com histórico familiar de AAA devem ser rastreados com 60 anos de idade.
Como um aneurisma da aorta abdominal é avaliado?
Muitos aneurismas da aorta abdominal são encontrados por acaso em exames de ultra-som, raio-x ou checagens por TC. O paciente muitas vezes está sendo examinado por um motivo não relacionado. Em outros pacientes que experimentam sintomas e procuram um médico, um médico pode ser capaz de sentir uma aorta pulsante ou ouvir sons anormais no abdômen com o estetoscópio (sopro).
Para confirmar a presença de um aneurisma da aorta abdominal, um médico pode pedir exames de imagem incluindo:

  • Ecografia abdominal (US): Ultrassom é altamente preciso para medir o tamanho de um aneurisma. Um médico também pode usar uma técnica especial chamada Ultrassom com doppler para examinar o fluxo de sangue através da aorta. Ocasionalmente a aorta não pode ser completamente vista devido ao intestino sobrejacente que bloqueia a visão do ultrassom ou em pacientes muito grandes.
  • Tomografia computadorizada abdominal e pélvica (TC): Este exame é altamente preciso na determinação do tamanho e extensão do aneurisma. 
  • Angiografia: este exame, que usa raios-x , TC ou RM e um material de contraste para produzir imagens de vasos sanguíneos por todo o corpo, é usado para ajudar a identificar anormalidades como aneurismas da aorta abdominal.

Como é tratado um aneurisma da aorta abdominal?
O tratamento depende de uma variedade de fatores, incluindo o tamanho e localização do aneurisma na aorta abdominal e a idade do paciente, funcionamento do rim e outras condições.
Pacientes com aneurismas, que são menores do que cinco centímetros de diâmetro são normalmente monitorados com ultrassom ou exames de TC a cada seis a 12 meses e podem ser aconselhados a:

  • parar de fumar
  • controlar a pressão arterial
  • diminuir o colesterol.

Tratamento cirúrgico pode ser recomendado para pacientes que apresentem aneurismas que estão:

  • maiores que 5 centímetros (2 polegadas) de diâmetro
  • crescendo rapidamente
  • vazando
  • sintomas compressivos
  • rotos.

Existem duas opções de tratamento:

  • Tradicional reparo cirúrgico (aberto): neste tipo de cirurgia, uma incisão é feita no abdômen e a parte danificada da aorta é removida e substituída por um tubo sintético chamado de enxerto de Dacron, que é costurado no lugar.
  • Cirurgia endovascular: Neste procedimento, que é menos invasivo do que um reparo aberto, uma endoprótese de stent anexada à extremidade de um tubo de plástico fino chamado cateter, inserido através de uma artéria na perna e manobrado até no abdômen, onde ele é posicionado dentro do aneurisma e preso no lugar com ganchos pequenos.

 

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Insuficiência venosa (varizes)

Fri, 07/07/2017 - 12:58

Insuficiência venosa é uma condição na qual as veias não são capazes de bombear o sangue de volta ao coração. Isso faz com que o sangue acumule nos vasos sanguíneos, fazendo com que eles se tornem mais largos ou tornem-se varizes ao longo do tempo.
Seu médico irá realizar um exame físico e poderá pedir um ultra-som venoso para avaliar sua função venosa e verificar se há coágulos de sangue. Veja os exames necessários na avaliação de varizes. O tratamento depende da gravidade da condição e varia de mudanças de estilo de vida a ablação venosa ou flebotomia (flebectomia/fleboextração).

 
O que é insuficiência venosa (varizes)?
Insuficiência venosa é uma condição médica na qual as veias no corpo (geralmente nas pernas) não são capazes de bombear o sangue de volta ao coração. Isso faz com que o sangue acumule nos vasos sanguíneos, fazendo com que eles se tornem mais largos (varizes) ou dilatados ao longo do tempo.
Normalmente, o sangue circula do coração para as pernas através das artérias e volta ao coração através das veias. Para empurrar o sangue para cima dos pés, as veias dependem dos músculos circundantes e de uma rede de válvulas unidirecionais para impedir que o sangue flua para trás. Se as válvulas unidirecionais e músculos tornarem-se fracos ou falharem, a veia torna-se incompetente e o sangue começa a acumular na veia em vez de retornar para o coração.
Insuficiência venosa provoca sintomas tais como:

  • veias torcidas e saltadas
  • o aparecimento de cores roxas ou azuis escuras na superfície da pele
  • inchaço na perna, coceira, dor, queimação, latejamento e cãibras musculares
  • fadiga e pernas pesadas
  • manchas na pele (dermatite ocre)
  • varizes

Varizes são vasos superficiais que tornam-se ampliados e torcidos. Qualquer veia do corpo pode se tornar-se varicoso, mas a condição ocorre mais frequentemente nas veias das pernas. Varizes são diferentes dos vasinhos — as veias azuladas e/ou roxas muito pequenas que estão perto da pele e aparecem sobre as pernas e/ou rosto. Aranhas vasculares geralmente não causam dor e são mais uma preocupação estética.
Fatores de risco para insuficiência venosa incluem:

  • histórico familiar
  • gravidez e outras condições que colocam pressão sobre as veias nas pernas
  • um histórico de coágulos de sangue
  • um histórico de tabagismo
  • ficar em pé ou sentado por longos períodos de tempo
  • tendo excesso de peso, o que aumenta a pressão sobre as pernas
  • menopausa
  • envelhecimento, o que resulta na diminuição da elasticidade dos vasos sanguíneos
  • paredes de vasos sanguíneos enfraquecidas
  • inflamação das veias (conhecida como flebite)
  • constipação crônica e em casos raros, tumores

 
Complicações da insuficiência venosa incluem:

  • dor
  • inflamação e inchaço
  • úlceras na pele
  • sangramento quando estouram as veias perto da superfície da pele
  • coágulos de sangue que podem levar a trombose venosa profunda
  • tromboflebite superficial, uma condição em que as veias superficiais (mais próximas da pele) dentro das pernas tornam-se endurecidas, inflamadas e de natureza semelhante a um cordão esticado

 
Como é avaliada a insuficiência venosa (varizes)?
Seu médico primário vai começar perguntando a você sobre seu histórico médico e sintomas. Um questionário pode ser respondido. Você também passará por um exame físico.

  • Seu médico também pode pedir uma ecografia venosa, um teste que usa sonografia para ver se as válvulas nas veias estão funcionando normalmente e para procurar coágulos.

 
Como é tratada a insuficiência venosa (varizes)?
Mudanças de estilo de vida podem ajudar a prevenir a formação de varizes. Estas alterações incluem:

  • elevar as pernas enquanto estiver sentado ou dormindo
  • usar meias de compressão ou bandagens elásticas
  • evitar ficar em pé por longos períodos de tempo
  • perder peso
  • exercício para melhorar a força das pernas

Se as mudanças de estilo de vida não aliviarem os sintomas ou a dor for severa, seu médico pode recomendar opções de tratamento, incluindo:

  • Escleroterapia: este tratamento minimamente invasivo injeta uma solução diretamente na veia que faz com que o vaso encolha e acabe por desaparecer. Para as veias maiores, uma espuma é injetada para fechar e selar a veia.
  • CLaCs: Laser transdermico associado à escleroterapia
  • Ablação térmica por via endovenosa: este procedimento guiado por imagem usa energia de radiofrequência ou laser para aquecer e selar uma veia incompetente. Ultra-som ajuda a visualizar a veia incompetente, permitindo que o médico guie um eletrodo de fibra ou de radiofrequência a laser através de um cateter na veia onde o calor é aplicado.
  • Flebectomia (também conhecido como microcirurgia venosa): este procedimento minimamente invasivo usa um pequeno bisturi ou agulha para remover as varizes na superfície da perna através de pequenas incisões na pele.
  • Cirurgia de stripping da veia: um procedimento cirúrgico realizado sob anestesia geral que envolve o descascamento ou inteira remoção superficial da veia na perna. Devido aos avanços em procedimentos minimamente invasivos, este procedimento raramente é feito hoje em dia.
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Categories: Medicina

Insuficiência venosa (varizes)

Fri, 07/07/2017 - 12:58

Insuficiência venosa é uma condição na qual as veias não são capazes de bombear o sangue de volta ao coração. Isso faz com que o sangue acumule nos vasos sanguíneos, fazendo com que eles se tornem mais largos ou tornem-se varizes ao longo do tempo.
Seu médico irá realizar um exame físico e poderá pedir um ultra-som venoso para avaliar sua função venosa e verificar se há coágulos de sangue. Veja os exames necessários na avaliação de varizes. O tratamento depende da gravidade da condição e varia de mudanças de estilo de vida a ablação venosa ou flebotomia (flebectomia/fleboextração).

 
O que é insuficiência venosa (varizes)?
Insuficiência venosa é uma condição médica na qual as veias no corpo (geralmente nas pernas) não são capazes de bombear o sangue de volta ao coração. Isso faz com que o sangue acumule nos vasos sanguíneos, fazendo com que eles se tornem mais largos (varizes) ou dilatados ao longo do tempo.
Normalmente, o sangue circula do coração para as pernas através das artérias e volta ao coração através das veias. Para empurrar o sangue para cima dos pés, as veias dependem dos músculos circundantes e de uma rede de válvulas unidirecionais para impedir que o sangue flua para trás. Se as válvulas unidirecionais e músculos tornarem-se fracos ou falharem, a veia torna-se incompetente e o sangue começa a acumular na veia em vez de retornar para o coração.
Insuficiência venosa provoca sintomas tais como:

  • veias torcidas e saltadas
  • o aparecimento de cores roxas ou azuis escuras na superfície da pele
  • inchaço na perna, coceira, dor, queimação, latejamento e cãibras musculares
  • fadiga e pernas pesadas
  • manchas na pele (dermatite ocre)
  • varizes

Varizes são vasos superficiais que tornam-se ampliados e torcidos. Qualquer veia do corpo pode se tornar-se varicoso, mas a condição ocorre mais frequentemente nas veias das pernas. Varizes são diferentes dos vasinhos — as veias azuladas e/ou roxas muito pequenas que estão perto da pele e aparecem sobre as pernas e/ou rosto. Aranhas vasculares geralmente não causam dor e são mais uma preocupação estética.
Fatores de risco para insuficiência venosa incluem:

  • histórico familiar
  • gravidez e outras condições que colocam pressão sobre as veias nas pernas
  • um histórico de coágulos de sangue
  • um histórico de tabagismo
  • ficar em pé ou sentado por longos períodos de tempo
  • tendo excesso de peso, o que aumenta a pressão sobre as pernas
  • menopausa
  • envelhecimento, o que resulta na diminuição da elasticidade dos vasos sanguíneos
  • paredes de vasos sanguíneos enfraquecidas
  • inflamação das veias (conhecida como flebite)
  • constipação crônica e em casos raros, tumores

 
Complicações da insuficiência venosa incluem:

  • dor
  • inflamação e inchaço
  • úlceras na pele
  • sangramento quando estouram as veias perto da superfície da pele
  • coágulos de sangue que podem levar a trombose venosa profunda
  • tromboflebite superficial, uma condição em que as veias superficiais (mais próximas da pele) dentro das pernas tornam-se endurecidas, inflamadas e de natureza semelhante a um cordão esticado

 
Como é avaliada a insuficiência venosa (varizes)?
Seu médico primário vai começar perguntando a você sobre seu histórico médico e sintomas. Um questionário pode ser respondido. Você também passará por um exame físico.

  • Seu médico também pode pedir uma ecografia venosa, um teste que usa sonografia para ver se as válvulas nas veias estão funcionando normalmente e para procurar coágulos.

 
Como é tratada a insuficiência venosa (varizes)?
Mudanças de estilo de vida podem ajudar a prevenir a formação de varizes. Estas alterações incluem:

  • elevar as pernas enquanto estiver sentado ou dormindo
  • usar meias de compressão ou bandagens elásticas
  • evitar ficar em pé por longos períodos de tempo
  • perder peso
  • exercício para melhorar a força das pernas

Se as mudanças de estilo de vida não aliviarem os sintomas ou a dor for severa, seu médico pode recomendar opções de tratamento, incluindo:

  • Escleroterapia: este tratamento minimamente invasivo injeta uma solução diretamente na veia que faz com que o vaso encolha e acabe por desaparecer. Para as veias maiores, uma espuma é injetada para fechar e selar a veia.
  • CLaCs: Laser transdermico associado à escleroterapia
  • Ablação térmica por via endovenosa: este procedimento guiado por imagem usa energia de radiofrequência ou laser para aquecer e selar uma veia incompetente. Ultra-som ajuda a visualizar a veia incompetente, permitindo que o médico guie um eletrodo de fibra ou de radiofrequência a laser através de um cateter na veia onde o calor é aplicado.
  • Flebectomia (também conhecido como microcirurgia venosa): este procedimento minimamente invasivo usa um pequeno bisturi ou agulha para remover as varizes na superfície da perna através de pequenas incisões na pele.
  • Cirurgia de stripping da veia: um procedimento cirúrgico realizado sob anestesia geral que envolve o descascamento ou inteira remoção superficial da veia na perna. Devido aos avanços em procedimentos minimamente invasivos, este procedimento raramente é feito hoje em dia.
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Estenose das artérias carótidas

Thu, 07/06/2017 - 15:06

Estenose da Artéria Carótida

Estenose da artéria carótida é um estreitamento das grandes artérias em ambos os lados do pescoço que levam o sangue para a cabeça, o rosto e o cérebro. Este estreitamento é geralmente o resultado de um acúmulo de placa calcificada dentro das artérias, uma condição chamada de aterosclerose. A estenose pode piorar com o tempo até bloquear completamente a artéria, ou desprender pequenos fragmentos que podem levar à um acidente vascular cerebral (derrame).

Seu médico pode solicitar um ultrassom de carótidas (ecodoppler), TC angiografia (AngioTC), angiografia de ressonância magnética (AngioRM) ou angiografia cervical e cerebral para determinar a presença e a localização da estenose. O tratamento para melhorar ou restaurar o fluxo sanguíneo pode incluir angioplastia e implante de stent vascular ou, em casos graves, cirurgia.

 

O que é estenose da artéria carótida?

Estenose da artéria carótida é um estreitamento nas artérias grandes localizadas em cada lado do pescoço que levam o sangue para a cabeça, o rosto e o cérebro. O estreitamento geralmente resulta da aterosclerose, ou acúmulo de placa no interior das artérias. Ao longo do tempo, a estenose pode avançar para o bloqueio completo da artéria.

Fatores de risco para estenose da artéria carótida incluem idade, tabagismo, hipertensão arterial, diabetes, obesidade e estilo de vida inativo.

Algumas pessoas com estenose da artéria carótida podem sentir tontura, visão turva e desmaio, que podem ser sinais de que o cérebro não está recebendo sangue e oxigênio suficiente. Em muitos casos, o primeiro sintoma é um ataque isquêmico transitório (AIT) ou um derrame porque um pequeno coágulo pode se formar na área do vaso que é afetado pela aterosclerose. Quando um pequeno coágulo se torna desprende, pode viajar para o cérebro e tapar uma artéria menor que um pedaço específico do cérebro depende para o seu funcionamento e, em última análise, sobrevivência. Os sintomas de um AIT e derrames são semelhantes: paralisia ou dormência de um lado do corpo, visão turva, dor de cabeça, problemas de fala e dificuldade em responder aos outros. O AIT é geralmente breve e não deixa nenhum dano duradouro; é devido a uma pequena e temporária oclusão de uma pequena artéria, mas muitas vezes é um sinal de aviso. Um acidente vascular cerebral é frequentemente associado com a morte de uma parte do cérebro devido à perda de seu suprimento de sangue e pode resultar em incapacidade grave ou morte.

Como a estenose da artéria carótida é avaliada?

Estenose da artéria carótida, por vezes, provoca um som anormal, um ruído ou sopro, na artéria que pode ser ouvida com um estetoscópio. Exames de imagem para diagnosticar, localizar e medir a estenose incluem:

  • Ultrassom de carótidas (incluindo ultrassom Doppler): este teste utiliza ondas sonoras para criar imagens em tempo real das artérias e localizar bloqueios. O Doppler é uma técnica de ultrassom especial que pode detectar áreas de fluxo de sangue restringido na artéria.
  • Angiografia por Tomografia Computadorizada (CTA): CTA usa um scanner TC para produzir visualizações detalhadas das artérias em qualquer lugar no corpo – neste caso, no pescoço. O teste é particularmente útil para pacientes com marcapassos ou stents.
  • Angiografia de ressonância magnética (ARM): este teste não-invasivo dá informações semelhantes ao CTA, sem o uso de radiação ionizante.
  • Angiografia cerebral: Também conhecida como angiografia de subtração digital intra-arterial (IADSA), a angiografia cerebral é um teste minimamente invasivo em que um cateter é guiado através de uma artéria para a área de interesse. Material de contraste é injetado através do tubo e imagens são capturadas com raios-x.

Como é tratada a estenose da artéria carótida?

Casos graves de estenose geralmente exigem endarterectomia carotídea, em que um cirurgião faz uma incisão para remover a placa de qualquer parte doente da artéria, enquanto o paciente está sob anestesia geral. Uma opção menos invasiva inclui:

  • Implante de stent e angioplastia de artéria carótida: Durante este procedimento, um cateter é enfiado através de uma incisão na virilha até o local do bloqueio, onde a ponta do balão é inflada para abrir a artéria. Um stent pode ser colocado na artéria para expandi-la e segurá-la aberta.

Leia também:

E como eu faço para decidir entre endarterectomia carotídea ou angioplastia com stent de carótida ? Tags: carótidaartériaarterialaterosclerose Select ratingGive Estenose das artérias carótidas 1/5Give Estenose das artérias carótidas 2/5Give Estenose das artérias carótidas 3/5Give Estenose das artérias carótidas 4/5Give Estenose das artérias carótidas 5/5 No votes yet
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Estenose das artérias carótidas

Thu, 07/06/2017 - 15:06

Estenose da Artéria Carótida

Estenose da artéria carótida é um estreitamento das grandes artérias em ambos os lados do pescoço que levam o sangue para a cabeça, o rosto e o cérebro. Este estreitamento é geralmente o resultado de um acúmulo de placa calcificada dentro das artérias, uma condição chamada de aterosclerose. A estenose pode piorar com o tempo até bloquear completamente a artéria, ou desprender pequenos fragmentos que podem levar à um acidente vascular cerebral (derrame).

Seu médico pode solicitar um ultrassom de carótidas (ecodoppler), TC angiografia (AngioTC), angiografia de ressonância magnética (AngioRM) ou angiografia cervical e cerebral para determinar a presença e a localização da estenose. O tratamento para melhorar ou restaurar o fluxo sanguíneo pode incluir angioplastia e implante de stent vascular ou, em casos graves, cirurgia.

 

O que é estenose da artéria carótida?

Estenose da artéria carótida é um estreitamento nas artérias grandes localizadas em cada lado do pescoço que levam o sangue para a cabeça, o rosto e o cérebro. O estreitamento geralmente resulta da aterosclerose, ou acúmulo de placa no interior das artérias. Ao longo do tempo, a estenose pode avançar para o bloqueio completo da artéria.

Fatores de risco para estenose da artéria carótida incluem idade, tabagismo, hipertensão arterial, diabetes, obesidade e estilo de vida inativo.

Algumas pessoas com estenose da artéria carótida podem sentir tontura, visão turva e desmaio, que podem ser sinais de que o cérebro não está recebendo sangue e oxigênio suficiente. Em muitos casos, o primeiro sintoma é um ataque isquêmico transitório (AIT) ou um derrame porque um pequeno coágulo pode se formar na área do vaso que é afetado pela aterosclerose. Quando um pequeno coágulo se torna desprende, pode viajar para o cérebro e tapar uma artéria menor que um pedaço específico do cérebro depende para o seu funcionamento e, em última análise, sobrevivência. Os sintomas de um AIT e derrames são semelhantes: paralisia ou dormência de um lado do corpo, visão turva, dor de cabeça, problemas de fala e dificuldade em responder aos outros. O AIT é geralmente breve e não deixa nenhum dano duradouro; é devido a uma pequena e temporária oclusão de uma pequena artéria, mas muitas vezes é um sinal de aviso. Um acidente vascular cerebral é frequentemente associado com a morte de uma parte do cérebro devido à perda de seu suprimento de sangue e pode resultar em incapacidade grave ou morte.

Como a estenose da artéria carótida é avaliada?

Estenose da artéria carótida, por vezes, provoca um som anormal, um ruído ou sopro, na artéria que pode ser ouvida com um estetoscópio. Exames de imagem para diagnosticar, localizar e medir a estenose incluem:

  • Ultrassom de carótidas (incluindo ultrassom Doppler): este teste utiliza ondas sonoras para criar imagens em tempo real das artérias e localizar bloqueios. O Doppler é uma técnica de ultrassom especial que pode detectar áreas de fluxo de sangue restringido na artéria.
  • Angiografia por Tomografia Computadorizada (CTA): CTA usa um scanner TC para produzir visualizações detalhadas das artérias em qualquer lugar no corpo – neste caso, no pescoço. O teste é particularmente útil para pacientes com marcapassos ou stents.
  • Angiografia de ressonância magnética (ARM): este teste não-invasivo dá informações semelhantes ao CTA, sem o uso de radiação ionizante.
  • Angiografia cerebral: Também conhecida como angiografia de subtração digital intra-arterial (IADSA), a angiografia cerebral é um teste minimamente invasivo em que um cateter é guiado através de uma artéria para a área de interesse. Material de contraste é injetado através do tubo e imagens são capturadas com raios-x.

Como é tratada a estenose da artéria carótida?

Casos graves de estenose geralmente exigem endarterectomia carotídea, em que um cirurgião faz uma incisão para remover a placa de qualquer parte doente da artéria, enquanto o paciente está sob anestesia geral. Uma opção menos invasiva inclui:

  • Implante de stent e angioplastia de artéria carótida: Durante este procedimento, um cateter é enfiado através de uma incisão na virilha até o local do bloqueio, onde a ponta do balão é inflada para abrir a artéria. Um stent pode ser colocado na artéria para expandi-la e segurá-la aberta.

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