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Óleo de coco pode aumentar a sua fertilidade?

A verdade sobre o milagre dos alimentos: óleo de coco

Óleo de coco tem sido o “destaque” há um bom tempo. Ele parece curar qualquer coisa desde acne a zóster (herpes). De A a Z. Se você entendeu, o óleo de coco irá curá-lo. Muitas vezes magicamente ou no mínimo, de um dia para o outro. 

Sei sei sei…

Como a maioria das outras curas mágicas, esta é um pouco falsa também. 

O que é real é que o óleo de coco é ótimo para a sua pele. Muitas pessoas o usam como um auxiliador dental também. 

Cuidado com as dietas modinhas da internet! Consulte sempre seu médico.

Sabemos e insistimos na importância do peso (IMC) na fertilidade do homem e da mulher.

Agora, e quanto ao óleo de coco e a infertilidade?

Aqui está o que o Fertilidade.org quer que você saiba sobre ingerir óleo de coco e o impacto sobre a fertilidade:

  1. Estudos mostram que uma ingestão rica em gorduras saturadas aumenta a infertilidade, a ovulação irregular e o esperma de baixa qualidade.
  2. Oléo de Coco e de palma são, respectivamente, o primeiro e o segundo óleo mais ricos em gordura saturada. A ingestão elevada de gordura saturada contribui para um colesterol elevado e aumenta o risco de diabetes. **
  3. Estudos mostram que o colesterol elevado e níveis elevados de açúcar no sangue podem contribuir para um aumento no tempo para engravidar.

 

 

Veja os fatores relacionados aos hábitos de vida.

** Reiser R. Plasma lipid and lipoprotein response of humans to beef fat, coconut oil and safflower oil. 1985

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Categories: Medicina

O que são distúrbios vasculares?

vascular.pro - Tue, 03/09/2021 - 21:06

Chamamos de distúrbios vasculares qualquer doença que comprometa de alguma forma os vasos sanguíneos, responsáveis pelo transporte de oxigênio, sangue e demais líquidos por todo o corpo humano.

Assim, todos os distúrbios vasculares, ao atingirem o sistema cardiovascular, também chamado de sistema circulatório, acaba atingindo também o sistema arterial, o sistema venoso e o sistema linfático, visto que eles se relacionam nas funções que executam.

Distúrbios vasculares: o que são?

Como vimos, distúrbios vasculares são doenças que atingem os sistemas venoso, arterial e linfático prejudicando o correto funcionamento de vasos, veias e artérias. Algumas doenças em outros órgãos também podem surgir por causa de vasos lesionados ou doentes, essa característica peculiar da especialidade que abrange todo o corpo humano.

Em resumo, toda e qualquer alteração que se instale e atrapalhe a função desses sistemas são chamados de distúrbios vasculares. A seguir, veremos alguns exemplos:

 

Quais os principais distúrbios vasculares?

O sistema cardiovascular pode sofrer com a incidência de vários tipos de doenças. Apesar dos pontos em comum, elas não são todas iguais. Confira.

Doenças do sistema linfático

O sistema linfático é o responsável pelo transporte de líquidos presentes nos tecidos para o sistema circulatório. É um sistema importante para o corpo porque transporta proteínas não absorvidas pelos vasos capilares, atua na função imunológica e auxilia na filtragem do sangue.

As doenças mais comuns que atacam o sistema linfático e que são frequentemente tratadas pelo cirurgião vascular são:

Erisipela

A erisipela é uma infecção dermatológica provocada por uma bactéria que atinge os vasos linfáticos. A doença ataca a parte mais externa da pele e compromete especialmente a região das pernas e dos pés. Também é conhecida como vermelhidão por causa da aparência do local atingido.

Outros sintomas da erisipela são as feridas em tons avermelhados, inflamação e dor local. Se não for tratada, a erisipela pode evoluir e provocar ferimentos maiores e de difícil cicatrização. E se surgir com frequência, essa doença também pode gerar complicações causando a temida elefantíase.

A melhor forma de prevenção da erisipela é manter pernas e pés saudáveis, longe de infecções, ferimentos e micoses que podem ser porta de entrada para micro-organismos, causadores deste e de outros problemas.

Linfedema

O linfedema também é uma doença cardiovascular cuja principal característica é o inchaço provocado pelo acúmulo de líquido proteico em diferentes partes do corpo, especialmente nas pernas e nos braços.

Esse acúmulo geralmente é ocasionado por alguma interrupção no fluxo da linfa pelos vasos, que pode acontecer por causa de algum obstáculo ou por causa de alguma alteração nas paredes dos vasos por onde a linfa circula.

Quando atinge as pernas, o linfedema pode ser resultado da erisipela de repetição, ou seja, quando ocorre muitas vezes em seguida, cada vez com sintomas mais fortes.

Já quando os braços são mais atingidos pelo linfedema, o inchaço costuma ter relação com tratamentos de câncer de mama, em que a cirurgia para retirar o nódulo maligno acaba também removendo alguns linfonodos, prejudicando o funcionamento do sistema linfático.

 

Doenças do sistema arterial

O sistema arterial é composto por vasos que saem do coração e se ramificam por toda a extensão do corpo. As principais doenças que o atingem são:

Aterosclerose

Uma doença muito comum que atinge o sistema arterial é a aterosclerose. Com o passar da idade, as artérias ficam mais endurecidas, estreitas e comprometidas, bloqueando o fluxo sanguíneo natural. Esse bloqueio provoca isquemias em diferentes partes do corpo como coração, pescoço e pernas.

Isquemias

Quando atinge as artérias do coração, a isquemia provoca diversas reações, dentre elas o ataque cardíaco. Já quando a isquemia acontece nas artérias do pescoço, o resultado é o AVCI (Acidente Vascular Cerebral Isquêmico). O AVCI é uma doença que pode levar a óbito em pouquíssimo tempo, além de deixar sequelas que comprometem muito a vida do indivíduo. Portanto, o socorro nesses casos deve ser urgente.

Por fim, temos a isquemia nas pernas, chamada de doença arterial obstrutiva periférica – DAOP, que também é provocada pela má circulação sanguínea. A isquemia causa dor e cansaço nas pernas, mesmo em repouso, ferimentos no local e coloração arroxeada ou azulada nas pontas dos dedos.

Essa doença arterial é bastante grave e, se não for tratada, pode levar a amputações dos membros inferiores. Além disso, é um fator de risco para a incidência de outras doenças arteriais como o AVC.

Estenose

A estenose é o estreitamento das artérias impedindo a livre circulação de sangue e oxigênio para órgãos como o coração. É uma das causas de outras doenças vasculares como o AVC.

Aneurismas

As artérias também podem ficar dilatadas, provocando aneurismas. Essa dilatação é responsável pelo enfraquecimento dos vasos que, por sua vez, podem romper e causar hemorragias. Os principais tipos de aneurisma são:

  • Aneurisma de aorta: primeiro tipo de aneurisma mais comum e que pode atingir a região do tórax (aneurisma de aorta torácico) ou do abdômen (aneurisma de aorta abdominal), esse último caso sendo o mais comum.
  • Aneurisma de ilíaca: segundo tipo de aneurisma mais comum e que atinge as ramificações da aorta, na região abdominal.
  • Aneurisma de vasos viscerais: terceiro tipo mais comum de aneurisma e atinge órgãos específicos como fígado, intestino, rim e baço, ou seja, as vísceras abdominais.
  • Aneurisma de carótida: atinge as artérias localizadas ao lado do pescoço.
  • Aneurisma de artéria renal: compromete especificamente os rins.
Doenças do sistema venoso

O sistema nervoso é responsável pelo transporte do sangue das extremidades do corpo até o coração. 

Varizes

Dentre as doenças que atingem o sistema venoso, a principal delas são as varizes. As varizes se apresentam como veias dilatadas, saltadas e irregulares, que surgem nos membros inferiores de mulheres, grupo mais atingido.

Apesar de muitas pessoas considerarem as varizes como um problema apenas quando elas estão em estágio avançado, é preciso destacar que até os vasinhos pequenos, que aparecem como pequenas ramificações na pele, já são indícios de distúrbios vasculares e precisam de cuidados médicos.

As varizes provocam dor, cansaço, sensação de peso e outros desconfortos, especialmente quando a pessoa fica muito tempo em pé ou sentada. Quando não tratadas, as varizes podem evoluir para doenças mais graves, causando, inclusive, úlceras de difícil cicatrização.

Outras doenças do sistema venoso são:

Como vimos, os distúrbios vasculares podem se apresentar em uma enorme diversidade de doenças, atingindo sistemas diferentes, porém complementares. Diante de qualquer sintoma que possa sinalizar algum problema de circulação, o indivíduo precisa entrar em contato com o cirurgião vascular para identificar o problema e começar o tratamento antes da evolução da doença.

 

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Amato TV: Indicações para o tratamento da infertilidade

A dra. Juliana Amato (CRM 106.072), ginecologista e obstetra, explica quais são as principais indicações para buscar tratamento de infertilidade e como é realizado o procedimento. Assista e saiba mais!


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Categories: Medicina

Por quanto tempo um embrião pode ficar congelado

O congelamento de embriões é uma técnica bastante comum realizada durante um tratamento de gravidez. É uma medida de precaução que tem o objetivo de conservar a fertilidade e aumentar as chances de uma mulher engravidar no futuro, se houver esse interesse. É um procedimento que levanta muitas dúvidas e uma das mais recorrentes diz respeito ao tempo em que um embrião pode ficar congelado, além da qualidade desse embrião após certo tempo. É sobre isso que falaremos a partir de agora.

O que é e como funciona o congelamento de embriões?

O congelamento de embriões, também chamado de criopreservação, é um procedimento médico, realizado em uma clínica especialista em fertilidade, no qual alguns embriões são congelados, estando à disposição da mulher quando esta desejar engravidar novamente.

Normalmente, esses embriões são aqueles não fertilizados durante o processo de Fertilização in vitro. Nesse tipo de tratamento, alguns óvulos são capturados e fecundados fora do corpo da mulher. Depois, alguns são introduzidos no útero para que o bebê seja gerado.

Contudo, é importante saber que sempre há uma fecundação maior de óvulos externamente. Entretanto, nem todos são inseridos na mulher porque há o risco de gestação múltipla, o que não é recomendado por questões médicas e legais.

Assim, alguns embriões não são utilizados naquele momento, mas podem ser congelados para uso posterior.

Quando é indicado o congelamento de embriões?

O congelamento de embriões não acontece de forma aleatória. Existem algumas situações em que a criopreservação é muito útil e, por vezes, necessária. Vejamos a seguir:

Nova tentativa de fertilização

Quando um ou mais óvulos fecundados são injetados na mulher, a esperança de todos é que a gravidez, de fato, se confirme. Contudo, isso pode não acontecer e, em breve, a mulher terá que passar pelo mesmo processo de ovulação estimulada, captura de óvulos e recebimento de embriões.

Com os embriões congelados, as duas primeiras etapas são puladas e o primeiro passo se torna a introdução dos embriões, antes congelados, dentro do útero em uma nova tentativa de gravidez.

Mulher com muita produção de óvulos

Quando passa por um processo de tratamento de gravidez, a mulher pode ter uma superprodução de óvulos o que também viabiliza o congelamento de embriões para gestações futuras ou novas tentativas de fertilização in vitro.

Homem ou mulher pode ter algum problema de fertilização futura

Existem algumas doenças que, quando tratadas, podem prejudicar a fertilidade de homens e mulheres ou comprometer o sistema reprodutor de ambos. É o caso do câncer, por exemplo. Sabendo disso, o casal pode optar pelo congelamento de embriões, enquanto estes ainda estão saudáveis e fortes para a gestação.

Como é feito o congelamento de embriões?

A criopreservação acontece em três etapas, conforme veremos a seguir:

  • A primeira etapa é a inserção desse embrião em um ambiente que evita a formação de cristais de gelo dentro das células.
  • O segundo passo é o armazenamento desse embrião em um recipiente resfriado com nitrogênio líquido. Esse resfriamento acontece muito rapidamente para garantir o máximo de qualidade desses embriões e sobrevivência deles após o descongelamento.
  • Na última etapa, os embriões são etiquetados e permanecem no nitrogênio durante o tempo necessário até a sua utilização.

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Por quanto tempo um embrião fica congelado?

Não há um tempo limite para o congelamento de embriões. Temos casos de embriões congelados há mais de 30 anos. Esse período pode ser maior ou menor, dependendo das necessidades e interesses da pessoa interessada no processo de fertilização.

Uma dúvida muito comum é em relação à qualidade desses embriões após o tempo de congelamento, principalmente quando é um período muito longo. Podemos afirmar que esses embriões congelados são tão fortes e aptos para uma gestação quanto os embriões frescos.

Há casos, inclusive, que comprovam que a gravidez a partir de embriões congelados tem mais chance de dar certo porque a mulher não precisa mais se expor à estimulação de produção de óvulos, uma das etapas do tratamento de fertilização.

Apesar de essencial para o sucesso do tratamento, essa superestimulação provocada pelo uso de medicamentos específicos poderia causar pequenos danos às paredes do útero, interferindo na eficiência da gestação.

O que pode influenciar a qualidade desses embriões é o processo de congelamento, armazenamento e descongelamento, que é uma responsabilidade da clínica de fertilização. Daí a importância de buscar uma equipe médica e um consultório responsável e compromissado com os protocolos de segurança e qualidade dos procedimentos que realiza.

No geral, estima-se que 95% dos embriões congelados sobrevivam ao período de armazenamento, o que significa uma perda muito pequena, confirmando a importância da criopreservação.

Sucesso da gravidez a partir de embriões congelados

Como dissemos, os embriões congelados têm a mesma qualidade daqueles considerados frescos, produzidos naquele momento. Contudo, sempre há a possibilidade da mulher não conseguir engravidar com o uso desses embriões, o que também acontece quando são usados óvulos “novos”.

O sucesso dessa gravidez não depende exclusivamente da saúde dos embriões, mas também da idade da mulher e também das suas condições de saúde durante o recebimento dos embriões e no período de gestação.

O que acontece com o embrião congelado e não utilizado?

O congelamento dos embriões tem um objetivo. Contudo, quando a mulher ou o casal não deseja mais manter aquele embrião congelado há, basicamente, três maneiras de solucionar essa questão.

1. Doação para pesquisas de célula-tronco

Embriões com mais de três anos de preservação podem ser doados para pesquisas que estudam as células-tronco embrionárias.

2. Doação para outros casais

Outro casal que deseja engravidar pode receber o embrião congelado, se esse for o interesse de ambas as partes interessadas. A doação pode ocorrer com embriões congelados há mais de três anos e não pode ter fins lucrativos. Ou seja, não é permitido vender os embriões.

3. Descarte

Segundo o que consta na lei, após três anos de congelamento os embriões podem ser descartados definitivamente se nenhuma das opções anteriores fizer sentido para o casal, dono dos óvulos fecundados.

Como vimos, o congelamento de embriões é um procedimento bastante comum realizado nas clínicas de fertilização e não há tempo limite para esse armazenamento, que pode passar de 30 anos. Desde que seja realizado de maneira correta, a criopreservação é um método seguro, não prejudica a qualidade dos embriões, havendo, inclusive, casos de taxas maiores de gravidez com o uso de embriões congelados. A adesão, contudo, deve ser feita após acordo entre equipe médica e os pais, responsáveis pelo material armazenado.

 

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Categories: Medicina

Antes de começar a FIV

Sumário Você pode começar se informando sobre todo o tratamento em reprodução humana. 
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Faça os exames necessários

Antes de começar a fertilização in vitro, o casal deve fazer exames para HIV, hepatite B e hepatite C, zika vírus e rubéola. Se qualquer um dos seus testes der positivo, deve ser indicado o tratamento adequado e aconselhamento pelo médico especialista em reprodução humana.

Informação sobre riscos da FIV a longo prazo

É necessário mais pesquisas sobre a segurança a longo prazo da fertilização in vitro. Os riscos de saúde de longo prazo para crianças nascidas como resultado do tratamento de fertilização in vitro são baixos, mas em mulheres que fizeram a fertilização in vitro, pode haver um pequeno aumento do risco de desenvolver tumores ovarianos borderline no futuro. Antes de começar a fertilização in vitro, seu médico deve lhe dar informação atualizada sobre os riscos a longo prazo. Eles devem também limitar os medicamentos usados para estimulação ovariana no tratamento de FIV para a dose eficaz mais baixa durante o tempo de utilização.

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Categories: Medicina

O que é um médico vascular?

vascular.pro - Mon, 03/08/2021 - 11:59

Você sabe o que é um médico vascular e qual o caminho que ele percorreu para alcançar esse posto e essa titulação? Hoje, falaremos um pouco sobre toda a trajetória do médico e cirurgião vascular, desde a graduação até as especializações. Veremos também por que é importante que o médico esteja atualizado constantemente dentro do seu ramo de atuação e como isso pode interferir na escolha do paciente na hora em que ele precisa tratar de alguma doença vascular.

Como é a formação do Médico Cirurgião Vascular

A formação do médico vascular começa quando ele decide que quer cursar medicina na faculdade e, para isso, se prepara para o vestibular de uma instituição de ensino superior que oferta o curso. Os vestibulares para as faculdades de medicina são sempre muito concorridos e, para conseguir uma vaga, é preciso muita dedicação.

Graduação e Internato

A graduação do médico vascular dura cerca de seis anos. Na graduação, o médico vai formar toda a sua bagagem teórica, aprendendo nos livros e com os professores, tudo relacionado às doenças humanas, seus sintomas e tratamentos.

Esses seis anos da graduação são divididos em quatro anos na faculdade de medicina e os dois últimos anos no internato, dentro do hospital, já cuidando dos pacientes e de suas doenças. Nessa fase, o médico é chamado de interno.

Residência em Cirurgia geral

Após o internato, vem a residência que é outro período em que o médico já atua dentro do hospital, dessa vez se dedicando à cirurgia geral. O período de residência na cirurgia geral dura entre 2 e 4 anos e o médico também é avaliado mediante uma prova final.

Nessa fase da residência, o médico já começa a buscar a sua subespecialização. Ou seja, ele já começa a decidir sobre qual área deseja atuar após a formação completa. Quem deseja atuar como cirurgião vascular precisa fazer a residência médica na cirurgia geral. Já quem deseja se tornar um angiologista, pode fazer a residência na clínica médica.

Após essa fase, o médico já tem a formação em cirurgia geral, concluída ao final da residência, e já pode tratar doenças como hérnia, hemorroidas, apendicite e outras doenças abdominais.

Residência em Cirurgia Vascular

A segunda residência que o médico tem que enfrentar para se tornar um médico vascular é a residência em cirurgia vascular que também dura entre 2 e 4 anos, com mais uma prova no final desse período.

Esse momento é bem mais dedicado à subespecialidade da cirurgia vascular. Ou seja, o médico está especificando mais ainda as doenças com as quais ele deseja lidar enquanto médico e já está se qualificando bastante com as experiências.

Nessa fase, ele vai tratar doenças vasculares que envolvem o sistema arterial, o sistema venoso e o sistema linfático. No sistema arterial, algumas doenças comuns são a aterosclerose, o aneurisma e as estenoses.

As doenças venosas mais comuns do sistema venoso são as varizes e a trombose. Por fim, o sistema linfático apresenta as doenças linfáticas como o linfedema e a erisipela.

Subespecialização

Após passar pela graduação, internato, residência em cirurgia médica e pela residência em cirurgia vascular, o profissional já é médico, já é cirurgião geral e cirurgião vascular. Agora ele também pode se subespecializar em:

  • Cirurgia endovascular: nesta especialização, o médico aprende os tratamentos mais modernos realizados dentro dos vasos como a colocação de stents e a fazer a embolização, além de outros procedimentos minimamente invasivos. É o que também chamamos de angiorradiologia.
  • Ecografia vascular: especialização em que o médico aprende a realizar exames ultrassonográficos e ecográficos dentro das patologias vasculares. Também é outro título que o médico vascular pode conseguir e acrescentar no seu currículo.

Quem regula essas titulações médicas

O MEC (Ministério da Educação) é o órgão federal que regula a profissão através das graduações e das residências. As faculdades que oferecem o curso de medicina, por exemplo, precisam passar pelo crivo do MEC antes de começarem as suas atividades. Isto é, precisam ser reconhecidas pelo órgão.

Já os títulos médicos que o profissional vai recebendo durante a sua carreira, como o de cirurgião vascular, especialista em cirurgia endovascular e outros, são ofertados pela Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV).

Carreira acadêmica

Outra opção disponível para o médico vascular é a carreira acadêmica. Após a graduação e todas as residências e especializações já listadas aqui, o médico pode fazer mestrado, doutorado, pós-doutorado e, assim, se tornar professor em uma universidade pública ou privada.

Também é uma alternativa muito interessante e extremamente importante porque ele repassa para outros futuros médicos uma carga enorme de conhecimento, se tornando fundamental para a formação com excelência de outros profissionais.


A medicina avança e o médico deve estar preparado

O fato é que, para um médico vascular, assim como para outros especialistas, o estudo nunca acaba. Reunir um bom pacote de especializações pode durar até 12 anos ou mais até chegar naquilo que ele deseja para a sua vida de médico.

A medicina avança muito rapidamente e o médico precisa ficar atento a todas as novidades que surgirem para aprender e aplicar tudo na solução do problema que o seu paciente apresenta.

Muitos procedimentos que hoje são realizados de forma natural e contínua não são ensinados nem no período de graduação e nem nas residências. Muitas dessas inovações surgem depois da formação de muitos profissionais ou ainda não estão disponíveis aqui no nosso país.

Um exemplo é a cirurgia de varizes com laser que é uma técnica nova que chegou aqui no Brasil recentemente e começamos a fazer antes de outros profissionais.

Outro exemplo de procedimento novo é a cirurgia endovascular que também não era realizada no Brasil, mas que fomos procurar saber como funcionava em outros países como a Itália. E de lá trouxemos conhecimentos valiosos a respeito.

Por fim, e não menos importante, temos o lipedema. Um assunto sobre o qual praticamente ninguém falava nada e que conseguimos trazer para o público não apenas informações precisas que facilitam o diagnóstico, mas também excelentes maneiras de tratar a doença.

 

Escolhendo o seu médico vascular

O cirurgião vascular é ultraespecializado em tratamento vascular, arterial, venoso e linfático. Passou por muitos testes de aprendizagem e é capaz de lidar com diversas doenças que afetam as pessoas. Por isso, é importante buscar um cirurgião que tenha passado por todas essas fases, que tenha um bom currículo (que pode ser visto no sistema do curriculo lattes) respaldado pelo MEC e pela SBACV e que entenda que estudar faz parte de toda a vida de um médico. Se aperfeiçoar, buscar conhecimento demonstra comprometimento com o seu trabalho e também com as pessoas que depositam nele a solução dos seus problemas.


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Categories: Medicina

Como prevenir as doenças vasculares?

vascular.pro - Mon, 03/08/2021 - 11:44

Prevenir a instalação de doenças vasculares é um fator importante na busca diária por uma vida mais saudável e longeva. As doenças vasculares são problemas graves responsáveis por uma porcentagem considerável de mortes no país. Além disso, seus sintomas e complicações comprometem severamente a mobilidade, a realização de atividades diárias, a estética e a saúde mental do indivíduo. Veja a seguir quais são as principais doenças vasculares e o que fazer para preveni-las.

O que são doenças vasculares?

Doenças vasculares são aquelas que atingem e prejudicam o bom funcionamento do sistema vascular, formado pelos vasos sanguíneos responsáveis pelo transporte de sangue e outras substâncias por toda a extensão do corpo humano.

O principal efeito das doenças vasculares é a interrupção da circulação sanguínea pelo corpo, causando complicações graves como acúmulo de líquido, acúmulo de sangue, formação de coágulos e lesões nas veias e nas artérias.

 

Principais doenças vasculares e como prevenir

Existe uma série de doenças que atingem o sistema vascular e o bom funcionamento dos vasos sanguíneos. As principais serão listadas a seguir com suas respectivas medidas de prevenção.

Varizes

As varizes talvez sejam as doenças vasculares mais comuns e mais conhecidas da população em geral. Caracterizam-se por veias dilatadas, saltadas e avermelhadas, algumas com formatos semelhantes a teias de aranha e que provocam dor, inchaço e cansaço nas pernas.

As varizes podem ser de dois tipos: primárias, de origem genética e secundárias, adquiridas devido a algum fator externo.

Prevenção de varizes de origem genética

Ao identificar alguém na família com histórico de varizes, a mulher já deve tomar precauções para evitar que esse problema também a atinja, já que ela está dentro do fator de risco. O primeiro passo é procurar um cirurgião vascular para investigar e antecipar o tratamento da veia doente.

Outra técnica de prevenção é o uso da meia elástica de leve compressão. É um hábito que reduz bastante o surgimento das varizes. As meias de compressão estimulam a circulação sanguínea e aliviam sintomas como o inchaço e o cansaço, muito comum naquelas pessoas que ficam muito tempo em pé ou passam o dia sentadas por conta do trabalho.

A prática de hábitos saudáveis também é outra forma de prevenir as varizes. Portanto, é importante fazer atividade física, exercitar os músculos, especialmente da panturrilha e evitar hábitos nocivos como o uso do cigarro e o álcool em excesso.

Prevenção das varizes de origem secundária

As varizes secundárias geralmente são adquiridas após algum trauma ou devido a complicações como a trombose venosa. Nesse caso, é preciso evitar esses acidentes e tratar qualquer complicação vascular previamente identificada para evitar as varizes. E, claro, levar uma vida ativa com prática de hábitos saudáveis.


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Trombose venosa

A trombose venosa se caracteriza pela presença de coágulos dentro dos vasos sanguíneos, impedindo a circulação. Pode ser superficial quando atinge a parte mais externa das veias e pode ser profunda quando está entre os músculos das pernas.

Por ser uma doença que também tem um fator genético forte, uma das medidas de prevenção é buscar orientação de um cirurgião vascular antes que surjam os primeiros sintomas. A trombose pode ser uma complicação das varizes e, por isso, é preciso ficar atento.

Outro ponto importante de prevenção é perder peso. A obesidade é uma das causas da trombose venosa. Além disso, é recomendado o uso de meias elásticas e a prática de atividades físicas de forma constante.

 

Aneurisma periférico

O aneurisma periférico caracteriza-se pela dilatação de uma artéria na região das pernas, devido à presença de coágulos, impedindo a circulação. Pode causar inchaço, dor e vermelhidão local, além de outros problemas de circulação.

A melhor prevenção é a consulta com o cirurgião vascular para diagnóstico precoce da doença, bem como o início do tratamento o quanto antes.

 

Pé diabético

O pé diabético é uma doença que atinge pessoas que têm diabetes e os principais sintomas são: calos, rachaduras, micoses, ferimentos, mudança na tonalidade da pele, dor e infecções. A má circulação sanguínea é um dos grandes causadores dessa doença.

Como medida de prevenção, o primeiro passo é manter o diabetes controlado. Aliado a isso, é necessário redobrar os cuidados com os pés usando calçados confortáveis, evitando andar descalço, evitar cortes na região dos membros inferiores, secar bem os pés para evitar micoses e tratar com urgência qualquer feridinha que possa surgir.

 

Doença arterial obstrutiva periférica

Ocorre quando há alguma obstrução ou estreitamento das artérias dos membros inferiores. Geralmente é provocada pelo acúmulo de placas de gordura no sangue, além do envelhecimento natural do corpo.

Algumas medidas de prevenção consistem em: controlar os índices de colesterol, manter uma alimentação saudável, perder peso, evitar o tabagismo, controlar o diabetes e a hipertensão e sair do sedentarismo.

Além disso, é fundamental buscar ajuda médica, já que a doença apresenta sintomas leves, porém, desconfortáveis e que exigem o tratamento correto.

 

Quais são os fatores de risco para as doenças vasculares

Além das causas comuns das doenças vasculares, existem os fatores de risco. São situações, hábitos ou condições que envolvem o indivíduo aumentando o risco da incidência dessas doenças. É importante conhecer esses fatores para aprender a lidar melhor com eles.

  • Obesidade
  • Tabagismo
  • Consumo excessivo de álcool
  • Ficar muito tempo em pé
  • Ficar muito tempo sentado
  • Alimentação rica em gordura, frituras e demais alimentos pouco saudáveis
  • Histórico familiar de doenças vasculares
  • Sedentarismo
  • Hipertensão
  • Diabetes
  • Altos índices de colesterol
  • Idade avançada
  • Ter sofrido com outras doenças vasculares no passado
  • Problemas cardíacos

 

É muito importante estar ciente desses fatores de risco porque eles também podem funcionar como um método de prevenção geral para as doenças vasculares. Ao analisar os seus hábitos e o seu estilo de vida, o indivíduo pode promover mudanças na sua rotina e afastar o surgimento dessas e de outras enfermidades.

Como vimos, existem diferentes tipos de doenças vasculares e a prevenção de cada uma delas depende do conhecimento prévio das suas causas. Contudo, algumas orientações são básicas e comuns a todas, como a consulta periódica com um médico vascular, profissional especializado no tratamento dessas doenças e que pode antecipar o diagnóstico de algum problema, antes do surgimento dos sintomas. Além disso, é fundamental manter hábitos saudáveis e tentar evitar, dentro do possível, os fatores de risco que também influenciam no surgimento e agravamento da doença.

 

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Termos explicados

Inseminação Artificial

Um procedimento que envolve a inserção de esperma diretamente no útero de uma mulher ou no cérvix (o colo do útero) para ajudar a engravidar.

Reprodução Assistida

Tratamentos que permitem que as pessoas engravidem sem ter relações sexuais. Métodos incluem inseminação intra-uterina (IIU), fertilização in vitro (FIV)injeção intracitoplasmática de espermatozoide (ICSI), inseminação de doador e doação de óvulo.

Índice de Massa Corporal (IMC)

Medida utilizada para definir o intervalo de peso saudável. Seu IMC é calculado dividindo seu peso em quilogramas pela sua altura em metros ao quadrado (ou seja, sua altura em metros, multiplicada por ela mesma). A obesidade influencia a fertilidade.

Cromossomo

Uma estrutura segmentada encontrada em células que contém a informação genética de uma pessoa sob a forma de genes.

Ciclo

Um único curso de tratamento. Na fertilização in vitro, um ‘ciclo completo’ é um em que os embriões produzidos a partir de óvulos recolhidos após a estimulação ovariana são colocados no útero dentro de alguns dias de sua formação, com quaisquer embriões restantes de boa qualidade sendo congelados para serem usados mais tarde. Quando estes embriões congelados são usados mais tarde, isto ainda é considerado como parte do mesmo ciclo.

Óvulo

A célula reprodutiva feminina. Uma mulher geralmente produz 1 óvulo em um ciclo mensal normal.

Embrião

Um óvulo fertilizado.

Trompas de Falópio

O par de trompas que conduzem os ovários de uma mulher até o seu útero. É nas trompas de Falópio que ocorre a fertilização do óvulo por um espermatozoide, na concepção natural.

Folículos

Um pequeno saco no ovário em que os óvulos se desenvolvem.

Gonadotrofinas

Hormônios que uma mulher pode tomar para estimular os ovários a produzirem óvulos. Eles podem ser dados durante a indução de ovulação e estimulação ovariana. Em homens, podem ser usados para estimular a produção de esperma.

Fertilização In vitro (FIV)

Uma técnica na qual óvulos são coletados de uma mulher e fertilizados fora do corpo dela. Um ou 2 dos embriões gerados são então transferidos para o útero. Se um deles se fixa com êxito, isso resulta em uma gravidez.

Inseminação intra-cervical

Um procedimento em que o esperma é colocado no cérvix de uma mulher (o colo do útero) para ajudar a conceber.

Inseminação intra-uterina

Um procedimento em que o esperma é colocado dentro do útero para ajudar a engravidar.

Laparoscopia

Uma operação de ‘buraco de fechadura’ feita com anestesia geral, em que o cirurgião usa um instrumento telescópico (laparoscópio) muito pequeno para examinar ou operar em uma área na pelve feminina.

Gravidez Múltipla

Uma gravidez em que a mulher gera mais de 1 bebê. Gravidezes múltiplas carregam maiores riscos de saúde para a mãe e os bebês.

Estimulação Ovariana

O uso de gonadotrofinas para estimular os ovários a produzirem mais de 1 óvulo de uma só vez, como parte do tratamento de fertilização in vitro.

Síndrome de hiperestimulação ovariana

Uma condição potencialmente grave que ocorre quando os ovários ‘sobre reagem’ aos medicamentos de fertilidade.

Ovários

Dois pequenos órgãos no sistema reprodutivo de uma mulher que produzem folículos e óvulos.

Ovulando

Ver ovulação.

Ovulação

O processo no qual os ovários produzem óvulos. No ciclo natural da mulher, a ovulação ocorre quando um óvulo maduro é liberado do ovário a cada mês.

Indução de Ovulação

O uso de medicamentos de fertilidade para controlar ou estimular a ovulação de uma mulher.

Sêmen

O fluído contendo espermatozoides que é produzido por um homem durante a ejaculação.

Espermatozoide

A célula reprodutiva masculina, que fertiliza o óvulo da mulher.

Obtenção Cirúrgica de Espermatozoides

Um pequeno procedimento cirúrgico para obter o esperma dos testículos em homens que não podem ejacular ou que têm um bloqueio no fluxo de esperma em seus testículos.

Ultrassonografia

Um exame que usa ondas sonoras de alta frequência para fornecer imagens dos órgãos internos.

 

Temos mais termos ainda definidos em nosso glossário da infertilidade.

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Quais as chances de ter gêmeos na inseminação artificial?

Quando opta pela inseminação artificial para conseguir engravidar, a mulher não experimenta apenas a satisfação pela busca de um sonho, mas também a preocupação pela possibilidade de ter uma gestação múltipla, ou seja, engravidar de gêmeos. Na maioria das vezes, não é esse o objetivo da mulher, uma vez que a gravidez gemelar provoca realmente uma mudança bastante radical na vida da família, além dos riscos provocados. Mas, quais são, de fato, as chances de uma mulher ter uma gestação múltipla durante o processo de inseminação artificial? Vamos falar um pouco mais sobre isso?

Como ocorre a gestação múltipla espontânea

Em primeiro lugar, precisamos saber por quais razões uma mulher tem uma gestação múltipla. Entendemos por gestação múltipla, ou gravidez gemelar, aquela em que mais de um óvulo é fecundado, podendo gerar dois ou mais bebês de uma única vez.

A gravidez gemelar ocorre, geralmente, 1 vez a cada 80 gestações. Além disso, ela também acontece de forma espontânea de acordo com alguns fatores específicos:

Idade da mulher

A partir dos 35 anos de idade, o ovário da mulher já não funciona de forma equilibrada como antes e passa por momentos de grande produção do hormônio FSH, que é o hormônio responsável por regular e selecionar os óvulos considerados mais saudáveis para a fecundação.

Ao executar essa ação, o FSH pode recrutar mais de um óvulo que se encontra perfeito para a fecundação, resultando em uma gestação múltipla naturalmente espontânea.

Casos de gravidez múltipla na família

Outra razão para a gravidez gemelar espontânea é a presença de casos na família. Isso se deve às questões de hereditariedade. Não é uma regra, mas as chances de uma mulher engravidar de gêmeos, tendo ela algum caso na família, são maiores.

Tratamento de fertilidade

Os tratamentos de fertilidade e reprodução assistida também influenciam na gestação múltipla porque os especialistas criam uma situação mais favorável para a fecundação dos óvulos. Há um tratamento antes, durante e depois da fecundação para garantir que a gravidez, de fato, aconteça.

Por que a inseminação artificial aumenta as chances de ter gêmeos?

Na inseminação artificial a mulher recebe a injeção de hormônios como o FSH que estimula a ovulação, a maturação dos óvulos e seleciona naturalmente aqueles mais fortes para receber o espermatozoide.

Por causa da atuação desse e de outros hormônios, a mulher pode liberar mais de um óvulo saudável e pronto para a fecundação e é por isso que ela pode alcançar uma gravidez gemelar.

A reprodução assistida consiste em um trabalho amplo, em conjunto com os pais, para o alcance de um objetivo em comum: a gravidez saudável.

Para isso, são realizados procedimentos diversos para que o homem produza espermatozoides saudáveis e fortes e a mulher ovule com toda a sua capacidade natural. Potencializando o funcionamento do próprio corpo, as chances de acontecer uma gravidez de gêmeos são bem maiores.

Probabilidade de ter gêmeos na inseminação artificial

Mas, então quais são as chances de ter gêmeos em uma inseminação artificial? Uma gravidez múltipla espontânea pode ocorrer entre 10% e 20% dos casos de gestação. Quando há inseminação artificial, esse número sobe um pouco mais.

De acordo com estudos e resultados já obtidos, as chances de mulheres engravidarem de gêmeos em uma inseminação artificial aumenta para 20% e 30% dos casos assistidos. Obviamente, esse número não é estático e nem definitivo e diversos fatores podem influenciar nessa porcentagem.

Quando uma mulher tem uma gravidez múltipla, com mais de dois bebês, normalmente as pessoas associam o acontecimento a algum tratamento de reprodução assistida. E, de fato, há mais chances de isso acontecer pelos motivos já citados.

Posso escolher ter gêmeos em uma inseminação artificial?

Como já dissemos, tratamentos de fertilidade aumentam as chances de ocorrer uma gestação gemelar. Contudo, apesar de muitos casais terem o sonho de ter filhos gêmeos, essa não é uma opção recomendada e nem permitida pelo Conselho Federal de Medicina.

Na fertilização in vitro, em que há introdução de óvulos fecundados no útero da mulher, existe uma quantidade limite de óvulos injetados. 

  • Em mulheres com até 35 anos de idade, podem ser inseridos até 2 óvulos;
  • Mulheres com idade entre 35 e 40 podem ter até 3 óvulos introduzidos no útero;
  • Em mulheres acima dos 40 anos, o CFM permite a aplicação de apenas 4 óvulos no útero.

Mas, por que esse cuidado? Para evitar que a gestação múltipla aconteça de forma recorrente, já que há uma possibilidade maior de isso acontecer com os tratamentos de fertilidade. E nem sempre esse é o desejo da mulher, além de todos os riscos que esse tipo de gravidez envolve.

Gravidez de gêmeos é de risco?

Gravidez múltipla aumenta sim as probabilidades de riscos diversos tanto para a mulher quanto para os bebês. Bebês gêmeos podem não se desenvolver todos ao mesmo tempo, além de vários tipos de doenças que podem surgir durante os nove meses de gestação.

Por esses motivos é que existe o controle do Conselho Federal de Medicina em relação à injeção de óvulos no útero da mulher e, claro, a não permissão de que casais possam escolher ter filhos gêmeos em uma inseminação artificial ou na fertilização in vitro.

Contudo, cabe salientar que na inseminação artificial a gravidez de gêmeos acontece de maneira natural, com a liberação de dois ou mais óvulos fortes e prontos para a fecundação. Ainda assim, pode implicar em algum risco por causa de inúmeros fatores já conhecidos pela mulher durante o tratamento, como idade, situação do útero e ovários, dentre outros.

Como reduzir os riscos de uma gravidez múltipla?

Além de evitar a fecundação de muitos óvulos, é fundamental o acompanhamento completo da gravidez através de um pré-natal bem realizado e bem orientado por toda a equipe que acompanha a gestante. É o que chamamos de pré-natal de risco.

Assim, a gestante precisa visitar o médico com frequência, realizar um número maior de exames e seguir todas as orientações relatadas pelo médico como ter repouso, manter uma boa alimentação e evitar fazer muito esforço físico.

Hoje vimos que a inseminação artificial aumenta a probabilidade da mulher ter gêmeos. Contudo, essa informação não deve preocupar a mulher e nem afastá-la do sonho de ser mãe. É importante que ela saiba de todas as possibilidades existentes para, junto com a equipe médica, seguir todas as orientações recomendadas. Afinal, o objetivo da reprodução assistida é que a mulher tenha não só um sonho realizado, mas uma gestação saudável para todos.

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Como é a primeira consulta para um tratamento de gravidez?

A primeira consulta para um tratamento de gravidez é sempre envolta em muitas dúvidas, ansiedade e medo, mas também é cheia de esperança. Afinal, um grande sonho está prestes a ser realizado e é sempre muito difícil lidar com tantas transformações que estão por vir.

Pensando nisso, resolvemos falar um pouco mais sobre o primeiro encontro da família que pretende engravidar com o médico escolhido para participar desse processo tão delicado. O intuito é sanar algumas dúvidas e aliviar a ansiedade muito frequente nessa fase.

Primeira consulta para tratamento de gravidez: o que esperar?

Bem, o primeiro contato que a família terá com o médico responsável pelo processo de gravidez é básico e, ao mesmo tempo, é bem completo. É um acolhimento básico porque o médico precisa colher informações gerais sobre os futuros papais para ter uma visão ampla do caso.

E também é um encontro completo porque são captados dados essenciais ao sucesso do tratamento. São informações sobre a saúde do casal, doenças hereditárias e pontos similares.

Além disso, o médico pode usar esse encontro para explicar os diferentes tipos de tratamento para engravidar, riscos, possibilidades, sugestões e orientações, impedimentos físicos e legais, dentre outras dúvidas que sempre surgem a respeito. Veja tudo com mais detalhes a seguir.

Investigando a saúde do casal

Normalmente, quando o casal procura uma clínica de fertilidade é porque as tentativas de engravidar naturalmente não deram certo. Nesse momento, eles precisam de ajuda profissional para identificar o que está acontecendo de errado.

Sabendo disso, o médico inicia a conversa tentando entender como foram as tentativas de engravidar, quais técnicas já foram utilizadas, qual é o nível de conhecimento da mulher sobre o seu período de ovulação etc.

Depois, ele procura saber como está a saúde do casal, levando em conta a idade de cada um, sintomas frequentes, hábitos e estilo de vida. Esse momento exige muita honestidade e relato verdadeiro das informações. É a partir desses dados que o médico traçará um plano de ação para alcançar o resultado esperado.

O passo seguinte é o diagnóstico de possíveis impedimentos a uma gravidez natural. O médico solicita alguns exames para saber de onde vem o problema. Nem sempre a pessoa sabe que tem alguma dificuldade interna que impede a gravidez, o que só pode ser constatado através de exames.

Informações sobre a presença de doenças hereditárias

Outro ponto levantado é a existência de alguma doença hereditária na família que, também pode estar afetando algum dos pais, comprometendo a gravidez. Diante de alguma suposição do tipo, o médico também solicita exames para averiguar e confirmar ou não o diagnóstico.

Informações sobre familiares com dificuldade para engravidar

Casos de infertilidade na família também devem ser relatados porque podem estar relacionados a alguma doença genética. Portanto, é importante o casal fazer essa pesquisa com seus familiares para facilitar a análise médica.

Casos de menopausa precoce costumam ser averiguados, uma vez que é uma situação que pode se repetir entre as mulheres do mesmo grupo familiar. E também é um ponto que pode interferir na gravidez.

Solicitação de exames de diagnóstico

Os exames são solicitados para que o médico tenha uma visão mais próxima possível da saúde do casal que deseja engravidar. Tanto o homem quanto a mulher precisam ser examinados em busca de pontos que possam dificultar uma gravidez.

Muitas vezes a mulher acredita que o problema está com ela, mas isso não é uma afirmação correta. O homem também pode ser o responsável pela não gestação. A ausência de sintomas não significa uma saúde em perfeito estado.

Portanto, o casal não deve se assustar com a quantidade ou com o tipo de exames solicitados pelo médico. Todos eles são necessários para um diagnóstico amplo, preciso e completo sobre a saúde de ambos.

Esclarecimentos e dúvidas

A primeira consulta para tratamento da gravidez também deve ser o momento utilizado pelo casal para tirar todas as suas dúvidas ou, pelo menos, aquelas que surgiram faz tempo.

Então, o casal é informado sobre os métodos de fertilidade existentes, possibilidades de uma gravidez múltipla, possíveis riscos da gestação, probabilidade de sucesso do tratamento dentre outras dúvidas que possam surgir.

É importante destacar que a primeira consulta não é utilizada para a indicação do tratamento ideal de gravidez. Apenas com o resultado dos exames em mãos é que o médico pode apresentar as opções que melhor se encaixam na realidade daquele casal.

Como se preparar para a primeira consulta?

Veja a seguir algumas dicas simples que facilitarão muito a sua primeira conversa com o médico responsável pelo seu tratamento.

Busque informações e anote as suas dúvidas

O primeiro contato com o médico tem o objetivo de formar uma base, o pilar do tratamento que será iniciado. Portanto, é importante que o casal tenha uma preparação prévia a respeito do assunto, que pode ser através de leituras e outras fontes de informação.

Em caso de dúvidas, estas podem e devem ser listadas para que, durante o encontro com o médico, elas sejam esclarecidas. Ter o cuidado de listar as dúvidas é importante porque impede o esquecimento momentâneo e a frustração depois.

Informe-se sobre a saúde da sua família

Outro ponto importante é a coleta de informações sobre a família. Fazer uma pesquisa ampla sobre a saúde geral dos familiares, saber se alguma mulher teve dificuldades para engravidar ou teve menopausa precoce é fundamental para ajudar o médico a fazer um diagnóstico mais preciso.

Seja honesto na entrega de informações

Por fim, precisamos destacar a honestidade nas informações e o cumprimento correto das solicitações. Como dissemos, o tratamento para gravidez cria um laço forte entre médico e casal e essa relação exige o compromisso com a verdade.

Então, é necessário responder a todos os questionamentos, ser verdadeiro nas respostas, ser paciente com a coleta de dados, realizar os exames solicitados e seguir todas as outras orientações repassadas pelo médico.

Como vimos, a primeira consulta para o tratamento de gravidez é um dos momentos mais importantes dessa nova fase na vida do casal que deseja ter um filho. É o momento de conhecer mais sobre o assunto, esclarecer dúvidas e alinhar expectativas. Também é hora de verificar como está a saúde desse casal e identificar o que está impedindo a gravidez espontânea. Por tudo isso, é essencial que a futura mamãe e o futuro papai estejam comprometidos com esse momento para que, juntos com a equipe médica, alcancem o objetivo tão aguardado que é a chegada de um lindo bebê.

 

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O que acontece na FIV?

Diferentes combinações de medicamentos de fertilidade podem ser usadas na fertilização in vitro. Seu médico irá explicar os benefícios, riscos e efeitos colaterais de cada tratamento e avaliar seu risco individualmente antes de decidir quais medicamentos oferecer.

Pré-tratamento

Podem ser oferecidas as pílulas de contracepção oral ou  progestágenio antes da fertilização in vitro. Isto torna mais fácil a programação do início do tratamento. Tomar a pílula, desta forma, não significa que você estará menos propensa a ter um bebê.

Passo 1: Retroação negativa dos ovários

Dependendo do tipo de tratamento que você está fazendo, pode ser indicado à você medicamentos chamados agonistas do hormônio liberador de gonadotrofina para ‘desligar’ a produção de óvulos nos seus ovários. Esses medicamentos tornam os ovários mais receptivos às gonadotrofinas que são usadas mais tarde para estimular os ovários a produzirem óvulos. Retroação negativa não é o único método usado para controlar seu ciclo na FIV. Seu médico deve explicar qual opção seria mais adequada para você.

Passo 2: estimulação ovariana

Estimulação ovariana envolve tomar hormônios para ajudar os seus ovários a produzirem mais de 1 óvulo por vez . Gonadotrofinas são usadas para estimular os ovários a produzirem óvulos adicionais na FIV. Esses são os mesmos medicamentos que podem ser usados para ajudar a produzir óvulos se você não ovula normalmente. É realizado monitoramento ultrassonográfico para acompanhar o crescimento dos folículos.

Passo 3: Coleta de óvulos

Os óvulos são coletados através de uma agulha, guiada através da sua vagina pelo ultrassom. O procedimento é realizado sob sedação e acompanhamento do anestesista.

Passo 4: Obtenção de esperma

No mesmo dia da coleta de óvulos o seu parceiro colherá o sêmen por meio de masturbação, este será processado e os espermatozóides serão utilizados para fertilizar os óvulos em laboratório.
Se por qualquer problema o homem não ejacula, estes espermatozóides podem ser retirados através de punção cirúrgica.

Passo 5: fertilização dos óvulos

Uma vez que óvulos e espermatozoides foram coletados, eles são colocados juntos em laboratório e incubadora para que ocorra a fertilização, outra técnica existente é a injeção dos espermatozóides no citoplasma do óvulo. Os embriões resultantes são mantidos em incubadora de 3 até 6 dias antes de serem colocados no útero da mulher.

Passo 6: transferência dos embriões

Colocar mais de 1 embrião no seu útero aumenta suas chances de engravidar, mas também aumenta o risco de gravidez múltipla. Seu médico deve ter certeza de que você está ciente desse risco. Você não deve ter mais de 3 embriões transferidos de uma só vez.
A decisão da transferência de 1 ou 2 embriões baseia-se na sua idade, na qualidade dos embriões, e se você teve ciclos de fertilização in vitro sem sucesso anteriormente. Mulheres mais jovens geralmente têm embriões de melhor qualidade. Isso melhora as chances de gravidez. Se você estiver usufruindo de doação de óvulos você deverá considerar a idade da doadora ao invés da sua idade, isso será usado para ajudar a julgar a qualidade do embrião.
A tabela abaixo oferece um guia para quantos embriões devem ser transferidos, com base na sua idade (ou da sua doadora de óvulos).

O médico utiliza o  ultrassom para guiar o posicionamento do embrião no seu útero. Você não precisa ficar na cama por muito tempo depois que o embrião for transferido, já que isso não mostrou fazer qualquer diferença na chance de gravidez.

Congelamento de embriões depois da FIV

Embriões excedentes deverão ser criopreservados e podem ser utilizados pelo casal quando decidirem por outra gestação.

Um embrião que está congelado pode ser descongelado e transferido para o seu útero, como parte de seu ciclo natural ou como parte de um ciclo controlado por tratamento hormonal. Se você ovular regularmente, suas chances de uma gravidez bem-sucedida após transferência de embriões descongelados são semelhantes se seu ciclo é natural ou estimulado.

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Fertilização in vitro

Vamos direto ao assunto?

Fertilização in vitro (FIV) é um dos principais métodos utilizados para ajudar as pessoas a engravidarem. O tratamento começa com a estimulação dos ovários e inclui a coleta de óvulos e esperma, fertilizando os óvulos fora do corpo da mulher, e colocando 1 ou 2 dos embriões no útero.

O que é um ciclo completo de FIV?

Um ciclo de fertilização in vitro é um em que 1 ou 2 embriões produzidos a partir de óvulos recolhidos após estimulação ovariana são recolocados no útero como embriões frescos (se possível), com quaisquer embriões restantes de boa qualidade sendo congelados para serem usados mais tarde . Quando estes embriões congelados são usados mais tarde, isto ainda é considerado como parte do mesmo ciclo.

Quais são as minhas chances de ter um bebê com FIV?

Para as mulheres, a chance de sucesso com a fertilização in vitro  depende em parte de sua idade. Quanto mais idade, menos provável de ter um bebê.

O tabagismo e o uso exagerado de bebidas alcoólicas diminuem a chance da Fertilização dar certo.Tratamento com fertilização in vitro também é mais eficaz para as mulheres que tem um IMC entre 19 e 30. Para as mulheres, ingerir bebidas com cafeína também diminui suas chances de sucesso através da fertilização in vitro.

Quem deve ser indicada para FIV?

A indicação de FIV é variável de acordo com as causas de infertilidade de cada casal.

Se a fertilização in vitro é um tratamento possível para você, seu médico especialista primeiro deve te explicar sobre os riscos e benefícios da FIV, de acordo  com o código de ética e de práticas das sociedades de reprodução humana e legislação brasileira.

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